segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Festas infantis... você aguenta?

Olás...

Inicio este comentário afirmando:  não sou muito fã de festas infantis, nem mesmo para saborear aqueles docinhos deliciosos. Acho tudo estressante, desde as músicas (muito irritantes e repetitivas)  até aquela  gritaria e  muito choro (geralmente resultado do medo que os pequeninos sentem do palhaço, ou o/a amiguinho/a (?)  que quebrou o brinquedinho. Tenho dó dos pais! Devem ir para a cama estafados e se prometendo que no ano seguinte irão festejar  o aniversário dessa  moçada  de outra maneira.

Mas esta história agora parece ter melhorado. Novos cenários, personagens e músicas para alegrar a criançada é o que oferece o mais novo grupo infantil "A Turminha da Floresta". Uma animada história contando sobre a Floresta Amazônica, em 4 personagens. Estes, se vestem de bonecos, cantam e dançam música do próprio repertório, além de cantigas de roda e toadas de Boi Bumbá. Ou seja, durante a festinha as crianças brincam e aprendem sobre a cultura do lugar.

Não bastassem essas proezas,  a "A Turminha da Floresta" também  tem shows para animar baile infantil carnavalesco, apresentando marchinhas e músicas com arranjos de carnaval, apropriadas para esse animado e incansável público. Feliz de quem aniversaria nessa época, porque já vai experimentar novas  fantasias.

O bom disso é que já não se ouvirá mais as mesmices das festas  infantis (nada contra as músicas da Xuxa, mas convenhamos: não dá mais!). Em outras oportunidades, presenciei o  trabalho da dupla que gerencia a "A Turminha da Floresta", em eventos internos em uma empresa. De fato, de extremo bom gosto e muita competência nos cenários  e brincadeiras. E sou da seguinte opinião: o que é bom é para ser divulgado.

Recomendo a "A Turminha da Floresta"! Quem sabe agora não mudarei meus conceitos a respeito de festas infantis?! 

Telefones de  contato: (92) 4141-1682, 8149-3883 ou 8826-0939. Caso você queira saber mais sobre o trabalho da "ATurminha da Floresta", acesse os links:


www.aturminhadafloresta.wix.com/aturminhadafloresta
www.facebook.com/aturminhadafloresta


Chama a Mamãe!
A Turminha da Floresta



Mamãe Coruja

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Amazonas:Nós também temos (excelentes) cantores/compositores!

Olás...



O Estado do Amazonas tem um valioso  acervo de  cantores   e  compositores, mas somente  poucos – quase  raros -  saem    do cenário artístico  local, mesmo com talento  indiscutível.

Uma dessas  exceções foi o Grupo Carrapicho, tendo à frente o cantor Zezinho Corrêa. Inicialmente,  as  músicas focavam o estilo forró, em 1980, quando o  Grupo iniciava as apresentações,  ficando conhecido em toda a Região Norte.

Somente a partir da década de 90 é que o Grupo, descoberto por um produtor francês, passou a  ter sucesso  internacional. E que sucesso! De  Norte a Sul  do Brasil só se ouvia o som da  toada “Tic, Tic, Tac”.  A  versão lançada na França tornou-se um dos maiores  sucessos na Europa. Penso mesmo que  foi  a partir dessa “descoberta” que  o evento  folclórico de Parintins passou a ser programa  obrigatório de muitos  turistas (do Brasil e do exterior),  na  grande festa realizada no mês de junho,  dos Bois Bumbás  Garantido e  Caprichoso, na ilha de Parintins.

Em 2013, quando o Grupo completou 30 anos, foi realizado um show,  no qual foram apresentadas, cronologicamente, as  músicas que fizeram sucesso, e uma breve explanação sobre cada uma.  Tive imenso prazer em assistir Zezinho, no Teatro Amazonas. Um palco mais do que justo para receber  tamanha notoriedade. O especial momento foi a apresentação de "Tic, Tic, Tac".

Àquela oportunidade, Zezinho contou toda essa trajetória do Grupo e trouxe ao palco, humildemente como sempre, todos os artistas que integravam o Grupo (dançarinos(as) e toda a banda).  Foi um  programa e tanto, desses  que você  não  quer que acabe. 

Outra que merece grande destaque é Eliana Printes. Também tive a honra em estar presente a uma de suas apresentações “Tributo a Renato Russo”, no Teatro Amazonas.  Para mim, o ponto principal foi quando  cantou “Pais e Filhos” (ainda hoje me arrepio só de lembrar da emoção).   De um talento indiscutível, todo mundo que gosta de boa música deveria ouvir “Os Presentes”, “Sabor das Marés”, “Se chovesse você”, “Por onde você for”, e tantas outras preciosidades. Gosto tanto de Eliana Printes,  que certa vez enviei um CD dessa  grande artista para um amigo, em Portugal,  também ter o  privilégio em ouvi-la.

Cileno é outro talento amazonense.  São dele “Www.(I Love you)” e  “O amor está no ar”, mas  as boas músicas não se esgotam aqui.

Márcia Siqueira dispensa comentários. Tem a característica mais peculiar da Região: voz doce e suave, morenice natural, cabelos lisos como das índias amazonas. Só podia ser dela “Cunhantã”, “Amazonas Moreno”  e outras.

Não poderia deixar de citar ícones do cenário musical amazonense, como Nunes Filho, Abílio Farias, Arlindo Júnior, David Assayag, Chico da Silva (são tantos, e dos bons!). Peço perdão aos que não foram citados, porque preferi que minha memória escrevesse esse texto, a ter  que ir ao Google buscar. Mas meu respeito por todos.

Neste domingo, passeando de carro, ouvi o CD Divina Comédia Cabocla, de Nicolas Jr. , e confesso:  ainda não  ouvira nenhuma de suas composições. Nicolas Jr. não é amazonense, e sim paraense, mas nas letras já se pode notar o amor que tem por Manaus. São recheadas de críticas, com as  quais concordo em sua maioria, especialmente ao que fizeram de nossa cultura.  “Terra Brasil”, “A Viagem” (engraçada, mas verdadeira,  a comparação que faz entre Amazônia e Sudeste) , “Hipocrisia”, “Parabólicas”, “Manaus”, “Nas entrelinhas”, “Rogai por nós”...   tem mais?  Tomara que sim.

Bom, queria que nossas autoridades pudessem investir mais em  outros  talentos  por aí afora escondidos, às margens desses imensos rios Amazonas e Negro, porque  quase  em igarapés  eles  não estariam mais - os talentos. E nem preciso explicar o porquê disso.

Ah! Uma observação:  queridos  cantores/compositores!  Não enveredem pelo  mundo da política. Continuem a cantar  e compor belas  canções... e nos deixem sonhar com as coisas boas da vida.

Mamãe Coruja

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ambiente de Trabalho X Ambiente Familiar



 Olás...

Este comentário nada tem de fundamento científico. É baseado  na técnica da observação, experiências pessoais e de terceiros, mas uma preocupação que somente depois de muitos anos nos leva a meditar: até onde vai a nossa exagerada preocupação pelo trabalho, em detrimento da família? Quando é necessário fazer um "stop" entre esses liames? Qual é o limite de cada um? Até onde devemos permitir que assuntos de trabalho interfiram no ambiente familiar, e vice-versa?
O ambiente de trabalho não é muito diferente do ambiente familiar, se  atentarmos para alguns detalhes. Porém, como veremos adiante, a família jamais deveria ser comparada a uma empresa.


Uma empresa geralmente funciona de acordo com o seu organograma, no qual está definido o grau de “poder/autoridade/liderança/gerência/supervisão/supervisionado/empregado” de cada indivíduo que compõe essa organização. Empresas têm  metas  definidas e geralmente as atribuições e  responsabilidades de cada indivíduo estão regradas em um estatuto e/ou plano de carreiras. Mas todos os indivíduos que as integram estão unidos (?) por um só objetivo: cumprir metas, alcançar resultados satisfatórios, lucros, enfim. 


A família também é constituída por pessoas, cada uma em sua “hierarquia”, unindo (?) pais, filhos e avós.  Portanto, podemos arriscar dizer que a hierarquia começa dentro da própria família, seguindo a ordem tradicional: filhos, pais, irmãos, avós, primos, tios, sobrinhos. Muito provavelmente, nessa hierarquia dos afetos, pela questão da maternidade, a figura da mãe poderá  se sobrepor a do pai. 


A “família” do ambiente de trabalho também acaba por criar laços afetivos, que vão se firmando até ao ponto do indivíduo levar para dentro do seu ambiente familiar o que ele passa a considerar, também, nos colegas de trabalho como “irmãos”, “pais”, “avós” ou “tios”.

Talvez seja a partir daí que as confusões comecem, ou seja, quando o indivíduo quer fazer do seu ambiente de trabalho a extensão de sua casa - ou, pelo menos, faz essa confusão sem muito "perceber" o que vai acontecendo ao longo do tempo. Age como se não devesse satisfações ao seu superior, ou deixando uma atividade para ser realizada depois (esse cenário geralmente é bem patente em empresas que não são do ramo privado, que não visam lucro).  Se, por acaso, antipatiza  alguém... já começa a criar problemas para não pertencer àquele mesmo grupo de trabalho, não sabendo separar essas diferenças. Geralmente, quer espaços exclusivos, como uma sala, toilette (dependendo do grau de hierarquia a exigência ainda é maior).


O inverso também ocorre: o indivíduo acaba por fazer de sua casa, do ambiente familiar, a extensão da vida profissional. O tempo que deveria dedicar à família acaba sendo ocupado por tarefas trazidas da empresa para serem concluídas em casa. A família (esposa, esposo, filhos) é “sacrificada” em prol de uma má administração do tempo, ou até mesmo pela exploração do indivíduo no ambiente de trabalho, sendo  sobrecarregado, e, para não dar a impressão de incompetente ou incapaz, estende a jornada de trabalho ao ambiente familiar.


Outro fator comprovando essa "confusão"  de ambientes- e tem sido mais comum do que se imagina - são as pessoas enfeitando o “seu”  ambiente de trabalho com vasos, flores (artificiais ou não), fotos diversas da família e de amigos, bibelôs, livros, mobiliário caseiro. Um verdadeiro artefato ocupando espaços desnecessários, além de deixar uma impressão de “casa”, e não de empresa. Uma imagem em nada agradável aos clientes externos! Mas sou adepta de qualquer ação que transforme o ambiente de trabalho em um espaço aconchegante (em nada comparado a um quarto, sala ou cozinha do ambiente familiar, isso não!).


Outro fator em constante confusão entre ambiente familiar e ambiente de trabalho são as liberdades exageradas. Geralmente,  acabam comprometendo essa linha tênue que existe entre LIBERDADE x DIREITO. Por se acharem membros da mesma “família” (quando deveria ser ambiente de trabalho), vão atropelando algumas regras básicas da boa convivência, como: manter o respeito,  ser ético... e, acima de tudo, controlar a emoção.


Nos tribunais é crescente o número de ações por danos morais envolvendo o que seria uma “brincadeirinha” entre amigos, ocorrida no ambiente de trabalho. 


Na família, por outro lado, nem sempre o laço afetivo fala mais alto. Nem preciso enumerar as várias ações entre membros da mesma família litigando por uma posse de um imóvel, herança, e tantos outros exemplos. 


O que pretendo demonstrar, com este texto, é que um segmento é diferente do outro. Empresa e Família são instituições diferentes, embora consigamos visualizar as semelhanças entre ambas: uma hierarquia necessária, alguém assumindo a condição de “líder”, outros sendo submissos às “ordens”, “regras”  ou até mesmo "acordos". Mas, talvez, as semelhanças parem por aí (ou pelo menos deveriam parar por aí).


As diferenças são bem mais evidentes: em muitas famílias não há divisão de tarefas, o que leva sempre alguém a ficar sobrecarregado. Quando a família tem um alto padrão financeiro essa(s) tarefa(s) é(são) atribuída(s) a terceiros (doméstica, jardineiro, motorista, babá etc). Na família, em determinado estágio, não só os pais, mas também os filhos,  começam a arcar com o  sustento da casa, ou apenas com o seu próprio sustento, o que de certa forma desafoga essa responsabilidade dos pais.


Os  dois ambientes – do trabalho e familiar – jamais deveriam se confundir, especialmente nas suas jornadas de trabalho. Em ambos, é primordial que saibamos administrar bem o tempo, de modo que todas as tarefas do dia sejam concluídas no horário determinado para o expediente, se numa empresa. E que o lar não seja transformado na extensão da empresa (geralmente o indivíduo se isola do grupo familiar, para poder concluir “em paz” a tarefa que não deu tempo para ser concluída na jornada normal de trabalho), passando os finais de semana também envolvido em assuntos externos à família.


É certo, também, que outros fatores influenciam o comportamento do indivíduo em ambos os ambientes. Vão além do ambiente corporativo, como também vão além do ambiente familiar. Normal. Até porque, di per si, o ser humano é visto como influenciador e influenciado pelos meios aos quais está inserido.


Empresas entram em falência. Famílias também se desestruturam. Por que será?

Um patrão não pode ser tão condescendente com o empregado a ponto de tolerar até as suas faltas mais graves, assim como pais não deveriam atender a todos os "desejos" materiais que estes lhes “exigem”, sem impor limites. As consequências pela falta de liderança, pelo mau exemplo, em qualquer desses dois segmentos, acaba por disseminar a falta de respeito, o descrédito, a desordem e  falência de ambas instituições, porque o mau exemplo de poucos acaba por contaminar muitos.


Qual é o motivo, afinal, da interrogação utilizada no texto, logo após “unidos” e “unindo”? Propositalmente, para gerar uma discussão a respeito de união. Diariamente, a mídia tem mostrado que o ambiente familiar tem sido invadido por  muitos males (vícios, ganância, violência, p.ex). Em muitos casos – infelizmente já não tão raros -, a estrutura é abalada e essa união fatalmente se quebra, de uma maneira ou de outra, porque era vulnerável.


No ambiente de trabalho, a desunião entre indivíduos é de todo nível e padrão social. Embora todos estejam “obrigados”, contratualmente, a alcançarem objetivos comuns, os conflitos de papéis acabam por separar a organização em muitos outros grupos, distintos daqueles do organograma. O sentido de equipe,  de cooperação e  de dinamismo acaba se corroendo, enfraquecendo. O espírito do "vestir a camisa"  arrefece gradativamente. Uma grande parte também se acha vulnerável.

Se no ambiente de trabalho não existirem líderes,  não irão perceber essas "doenças"  em tempo, e em pouco tempo um grande número estará contaminado pela apatia e pelo desestímulo. Se somente existirem gerentes despreparados, todos que compõem a organização fatalmente desacreditarão em qualquer tentativa de "remendo".


Da mesma forma, se no ambiente familiar não existir um "olhar" no entorno- não confundir com vigilância autoritária - , se não existir um tempo para se dedicarem aos filhos, à esposa, ao marido, à mãe, ao pai....cada um viverá aquilo que lhe for mais conveniente, até mesmo poderá absorver as lições  dos caminhos errados que sabemos existirem na vasta  trilha da Vida. 

Trabalho e Família  podem andar equilibrados,  sempre. Faça sua parte ser digna nesses segmentos,  tão  importantes para a sobrevivência do Homem.

Mamãe Coruja




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Aposentadoria




Quando a ideia da aposentadoria começa a  povoar  nossos pensamentos,  milhões  de  planos  começamos a  fazer, desde aqueles  mais  simples, como  não  fazer nada que nos  lembre a  palavra  “trabalho”, como até se embrenhar por um novo empreendimento e vislumbrar outros  rumos  no  mercado  de  trabalho.



O termo aposentadoria refere-se ao afastamento remunerado que um trabalhador faz de suas atividades após cumprir com uma série de requisitos estabelecidos em cada país, a fim de que ele possa gozar dos benefícios de uma previdência social e/ou privada (isso depois de quase 6 décadas de  vida, mas para muitos ainda será um recomeço).



Quem disse, no entanto,  que aposentar e envelhecer  são  sinônimos de ociosidade, e que a partir dali  devemos adotar a clássica  imagem do velho de pijama, sentado na poltrona da sala, sem fazer qualquer esforço, sem andar e nem sequer ir à porta da casa, ou a  mulher (avó e  bisavó)   ficar o dia todo a  cuidar dos netinhos? Essa história ficou no passado para muitos,  felizmente.



Não é raro nos depararmos  com  pessoas  com  idade  acima  dos  60 anos aparentando mais  jovialidade do  que  muitos com 40 anos, que se mostram bem apáticos. O idoso que busca prazer, realização pessoal e alegria de viver depois da aposentadoria,  vive mais e melhor. É o que dizem e afirmam continuamente os especialistas: o envelhecimento ativo conduz ao envelhecimento saudável.



E sabem o que mais? Não temos data  precisa para morrermos -  a não ser cometendo suicídio (o que não é o caso). Se vamos chegar   até os 60, 65, 70, 80  anos -  porque a tendência de crescimento da população com mais de 60 anos é se manter constante, no Brasil -,  temos  que planejar  nossa velhice, sim, porque o  aumento da expectativa de vida do brasileiro é um fato comprovado pelos censos anuais. Atualmente, vimos pessoas com 80 anos produzindo intelectualmente, e  são  vitórias  alcançadas com o desdobramento de uma série de conquistas e não apenas  médicas.


Foi-se o tempo em que geriatras aconselhavam as pessoas de mais idade a fazer repouso. Porém, a hora  de aposentar – que  por  muitos anos  nos pareceu desejável – na prática pode ser  frustrante. O  segredo está em não se entregar ao ócio, não  parar. Atualmente, com o envelhecimento da população, sair do mercado aos 60 anos tornou-se algo prematuro e angustiante. É uma mudança que implica redução da renda, sensação de ociosidade e de perda de importância social, o que pode abalar profundamente a autoestima.


Por isso reafirmo: planeje a aposentadoria com bastante antecedência. O ideal é ter um projeto em mente para ser executado após  essa  fase:  uma  atividade voluntária, ou até mesmo um grande empreendimento rentável. Por que não?


Exemplo de quem bem planejou a aposentadoria é uma ex-colega de trabalho. Antes de efetivamente se aposentar, ela e o marido investiram em um empreendimento  ousado: a construção de uma Pousada(ver  fotos abaixo) em Belterra/Pará, a terra natal de ambos. 

Retornaram às origens e lá começaram esse negócio. O investimento no projeto teve início 10 anos antes de se aposentarem, e tudo foi sendo realizado com calma e equilíbrio financeiro. Mas tinha um objetivo, nunca se desviaram do foco, mesmo com  atividades paralelas. Logo no  início,  a maioria das pessoas não entendia como alguém poderia investir num  lugar que não demandaria clientela. Mas é um negócio que deu certo, e certamente não mudaram o nome para “Jaque”, após aposentados. 


A maioria dos aposentados  reclama disso: a mudança de nome. Os filhos e netos pensam que pais, aposentados, já não estão a fazer “nada” e começam  a ocupar aqueles que passaram a vida trabalhando, para resolverem seus problemas. Aí dizem: “Pai, já que não estão fazendo nada, você pode pegar meu filho na escola?”; “Mãe, já que a senhora agora está aposentada, vou dispensar a babá e trazer meus filhos para a senhora cuidar, porque é mais confiável”.


Ora, como se não tivessem trabalhado e enfrentado os mesmos problemas!!! Querem, agora, é curtir o descanso  merecido, sem patrões, sem regras, sem engolição  de sapos. E estão com toda a razão.


Mas personagens desta história real não mudaram de nome. Mudaram, sim, de atitudes. Provaram que a vida produtiva pode ser muito mais extensa do que dizem as estatísticas.


A Pousada Juvência (veja fotos abaixo) está em funcionamento há 8 anos,  em Belterra/Pará, e foi abrindo espaço e portas para quem almeja passar uma tranquila temporada próximo às margens do Rio Tapajós. No café da manhã o hóspede pode saborear um cardápio à base do que é produzido no próprio pomar (ranbutan, mamão, carambola, goiaba, manga, goiaba-pera, araçá-goiaba), além da boa macaxeira. Tudo orgânico, mas com um  adubo bem especial:  o carinho como as fruteiras são cuidadas pelo “seu Zé”. A esposa dele, conhecida como “Dona Rob”,  a grande empreendedora do projeto, tem como tarefa administrar a Pousada. 


Para chegar à Pousada Juvência a opção é por ônibus ou táxi. O turista chega até Santarém/Pará, via aérea. Pode pegar ônibus (passa ao lado do Colégio Santa Clara, em Santarém), de 1 em 1 uma hora. De Belterra a Santarém os ônibus saem de 20 em 20 minutos,em média. A passagem até Belterra custa apenas R$4,00 (quatro reais). Chegando ao aeroporto  de Santarém o turista pode obter informações sobre a Pousada com os taxistas (todos transportam turistas até à Pousada, diariamente).


A Pousada oferece, além do  delicioso café da manhã: área de lazer (piscina), onde são realizadas, no verão, as serestas. Pode apreciar um tanto da Natureza em 8.800 metros quadrados de área verde, totalmente gramada, com 42 espécies de fruteiras, todas identificadas com  nome científico (uma verdadeira aula de botânica a céu aberto). Dispõe de um “redário” para o hóspede deixar de lado a tradicional cama e experimentar descansar em uma rede, apreciando a bela paisagem da Pousada. Há dinheiro no mundo que pague esse prazer? Não há!


Excepcionalmente, o “seu” Zé leva os hóspedes para conhecerem as maravilhosas e ainda quase intocadas praias do Pindobal, Porto Novo, Aramanaí e Cajutuba. A Pousada dispõe de uma lancha. Todas as praias  distam da Pousada apenas 20 minutos, de carro. 


Para  almoço e jantar o turista que visita Belterra nem precisa se preocupar. O Restaurante  Miralha, localizado no Centro de Belterra, Estrada 1, é dos melhores, e fica a 300m da Pousada, podendo ir a pé ou até mesmo de bicicleta. Mas caso  tenha preferência por deliciosos sucos e salgados, o turista pode conhecer a Pizzaria KiBeleza, aberta até a zero hora (meia noite).  Fica bem perto  da Pousada.

Quem adora conhecer a história do lugar que visita, acrescento que  moradores de Belterra têm muito a contar. Fundada pela Ford em 1933, é uma daquelas cidadezinhas que dá vontade de passar o resto da vida morando nela. Vida calma, lugar muito agradável. Mantém as características de uma cidade americana, arborizada com belas praças e parques e ainda abriga grande parte da Floresta Nacional do Tapajós. 

Conheça Belterra! Agora você  temexcelente local  para ficar  hospedado. Agende sua passagem e não deixe de reservar logo sua presença,   pelos fones:  (93) 3558-1607 e (93) 91973011.

Mamãe Coruja