domingo, 23 de março de 2014
sábado, 22 de março de 2014
"Falo" com a minha cachorrinha... e ela entende.
Olás...
A informação foi noticiada na mídia como se ninguém, até o momento, não soubesse disso. Eu, por exemplo, já sabia que cachorros "falam". Quem ladra é o Homem.
"Cientistas fizeram uma experiência inédita com cachorros e
comprovaram que eles conseguem mesmo perceber as emoções de quem está
falando". Até parece que descobriram a pólvora!
A informação foi noticiada na mídia como se ninguém, até o momento, não soubesse disso. Eu, por exemplo, já sabia que cachorros "falam". Quem ladra é o Homem.
As "princesas" das fotos são da mesma raça pinscher - mas com personalidades totalmente diferentes. Uma, é de Aquarius. A outra, de Libra. A Lolita(ou Lolis, ou Lolisday) morena, dócil, carinhosa meiga, educada, calma, tranquila, higiênica, mais ouve do que fala (uma sábia!). A outra, Nicole Kidman (ou Nick, ou doidinha), porque é ruiva, é toda ao contrário, com o agravante de que sabe se fazer de vítima na hora que lhe interessa.
Lolis já está em nossas vidas há 4 anos. Nick, há 5 meses. Veio para fazer companhia à "irmãzinha". Essa decisão não agradou muito à Lolis, porque sua vida virou de cabeça pra baixo. Por ser bem menor, apesar de mais velha, a pobrezinha passa por arranca-rabos dos piores. Até anda se escondendo da Nicole, porque esta parece que tem um chip funcionando 24h. Hiperativa! Come que nem uma draga, a garota.
Tal como crianças, quando o sono chega, "pedem" para ir à cama. Capotam ali mesmo onde estão, e ficam na espera de que sejam carregadas para as caminhas.
Eu amo essas meninas! Reconheço que aguentar a Nicole é uma provação muito grande. Chegou e fez um reboliço em minha vida. Mas fazer o que? A gente se apega demais a esses seres maravilhosos.
| À esquerda Lolita. À direita Nicole Kidman |
![]() |
| Fonte: veja.abril.com.br |
(Nem precisava fazerem exame neurológico em nós. Se calhar, até amamos mais do que vocês. Au! Au! Auuuu!)
O Homem deveria aprender com os animais irracionais, diariamente.
Homenagem aos nossos "amigos". Fizeram de suas passagens pelas nossas vidas nossas lembranças eternas: Belchior, Chacal, Killer, Bethoven, Elis, Caetano, Champanhe, Tom e Jobim, Eugênia, Barbie, Lilica, Tadinha, Mila, Ana, Maria, Braga, Sabrina, Debie, Lóide, Carumbão. S a u d a d e s !
sexta-feira, 21 de março de 2014
Parte II - Programa de Índio
Olás...
No Programa de Índio do último domingo, pelos quase 80km da Rodovia AM-010, ida e volta, fui revigorar a vista, o coração e a mente, saindo da mesmice. Com ótimo asfaltamento, apesar das intensas chuvas nesse período, na Região, a Rodovia está tranquila para quem gosta de aventuras. Devem ser resquícios do trabalho executado para o Fecani- Festival da Canção de Itacoatiara, realizado anualmente, no dia 05 de setembro. Nesse período, o acesso àquelas paragens é imenso, por causa do evento, com apresentação de artistas da música vindos de todos os recantos do meu Brasil.
O trânsito na Rodovia, porém, estava tranquilo naquele domingo, apesar de bastante transitada em razão da crescente instalação de locais próprios ao lazer e o descanso, especialmente nos feriados e finais de semana. A paisagem é deslumbrante, com vários sítios e chácaras à beira da pista. A existência de um espaço de lazer- Amazônia Golf Resort- em pleno verde, é de encher os olhos. Só de chegar ali já vale a viagem. Retornando para Manaus parei no acostamento da Rodovia para fotografar 3 paisagens que me chamaram à atenção. Apesar de ter passado pela Rodovia muitas vezes, há alguns anos, observei que alguns cenários permaneceram intocáveis, outros, estão sendo aproveitados com outros projetos, como a piscicultura em tanque escavado, para criação de peixe em cativeiro.
Uma viagem prazerosa que reuniu dia de sol, pista boa, vegetação à vontade...e companhias muito agradáveis.
![]() |
| Fonte: Amazônia Golf Resort |
![]() |
| Piscicultura -Tanque escavado |
![]() |
| Verde para todos os ângulos... e gostos. |
domingo, 16 de março de 2014
Um Programa de Índio
Olás...
Hoje, domingo, fiz um "programa de índio", mas não na concepção de que programa de índio é qualquer atividade que aborrece, ou, a la gringo, This is a very boring program (Este é um programa muito chato). Não mesmo!
Aliás, quem disse que programa de índio aborrece? A expressão geralmente é usada na forma negativa, como um programa que não dá ou não dará certo, como, por exemplo, se as pessoas têm certo desconforto, se o ambiente é muito lotado ou muito calor.
Até pode ser tudo isso, porque no meu programa de índio de hoje fugi da mesmice e fui a um lugar, distante 80km de Manaus. Fui visitar a ex-sogra e, como sempre, fui bem recebida. De fato, estava bastante quente, mas o passeio teve um prazer à parte. E visitar a ex-sogra não me aborreceu. Ao contrário.
Meu "programa de índio" foi na forma positiva, justamente por ter sido realizado fora do padrão dos ambientes da capital, e mais próximo à Natureza. Portanto, sou contra a forma negativa com que a expressão é usada.
Dirigi 160km- ida e volta - e voltei mais contente, ainda. Nem vi passar o percurso feito em pouco mais de 1 hora, porque fui conversando com ilustres acompanhantes e olhando a imensa paisagem verde à minha frente.
Comi tambaqui assado na brasa, revi antigo caseiro do nosso sítio (sempre simpático, fez o convite para comermos peixe pescado por ele no lago do sítio de sua propriedade. Iremos!). Na vinda, uma parada no no Restaurante da Priscila, para comprar as deliciosas guloseimas: broa, pé de moleque, cocadas e castanhada.
Foi um programa e tanto!!! Portanto, vamos acabar, de uma vez por todas, com essa visão antropologicamente distorcida, de que "programa de índio" é algo aborrecido. Será isso mesmo, ou será que essa tal sociedade na qual impera o consumismo- e a qual nós, os cara pálida pertencemos- é que pratica o secular preconceito contra essa etnia?
Eu adoraria fazer outros "programas de índio", e serão realizados!
Continuarei este texto outro dia, quando postarei as fotos, com cenários de um verde imenso, que mais parecia um oceano de vegetação.
Que bela a minha paisagem. Que maravilha esse programa de índio.
Mamãe Coruja
sábado, 15 de março de 2014
Tráfico de Pessoas: Um crime dos mais ignóbeis.
Olás...
O Dia Internacional da Mulher
foi ofuscado pelas folias do Carnaval, mas ainda - e quiçá fossem todos os dias
– estamos falando do papel da mulher na sociedade.
Foi assim que dia 14 último, em
comemoração ao Dia D´Ela, assisti - durante
o expediente de trabalho - uma séria e
importante palestra sobre o tema tráfico de pessoas, proferida pela socióloga Márcia Maria Oliveira, doutoranda do Programa de
Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia da Universidade Federal do
Amazonas - UFAM. Pesquisadora do tema tráfico de mulheres na Amazônia é autora, em
parceria com Iraildes Caldas Torres, do Livro “Tráfico de Mulheres na
Amazônia, publicado em 2012.
O Brasil é um país que tem um
cabedal de leis, e até podemos classificá-las
de “quase perfeitas”. Exemplo disso é o
Decreto Nº 5.948, de 26/10/2006, que instituiu a Política Nacional de
Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Estabelece, dentre outras, as
bases do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – PNETP, uma
legislação bastante avançada. No entanto, segundo a pesquisadora, a operacionalização
do PNETP, através dos núcleos espalhados nas regiões mais críticas
e vulneráveis, não consegue concretizar a legislação. Esse é o (grande) problema do Brasil: tem as melhores leis, mas o problema é aplicá-las.
Durante a palestra, foi lido um dos depoimentos
publicados no Livro, de uma mulher, com 8 anos de idade à época em que foi
levada de sua família, com a promessa de que seria “filha de criação” de um casal, com direito a estudos,
inclusive. No interior, é costume pessoas estranhas à família tornarem-se “padrinhos”,
uma espécie de ritual praticado nas
festas juninas. Mas fica valendo como se fossem
mesmo padrinhos, como no batismo
da criança, uma prática da Religião Católica.
Os pais da então menina, certamente carentes e ignorantes,
confiaram naquela promessa e permitiram que a filha fosse embora, mesmo sem
querer sair de perto de seus pais. Mas era apenas uma menina com 8 anos de
idade.
Ao chegarem ao destino (Rio de Janeiro), a menina
não teve o que foi prometido a ela e aos seus pais, pelos padrinhos. Muito pelo
contrário. Apanhava quase que diariamente, até aprender a fazer todo o serviço
da casa (limpar, lavar, passar a ferro as roupas etc). Foi colocada em um
quarto, nos fundos da casa, tendo tratamento diferenciado dos demais da
família. Segundo o seu relato no livro,
o homem (padrinho), noites
seguidas, levava o filho de 15 anos até
seu quarto, e lá a usava sexualmente,
mostrando ao filho como deveria fazer o
mesmo, com ela. Relata que gritava muito
e tinha certeza que a “madrinha” a escutava e sabia o que se passava no seu
quarto, mas nunca tomou nenhuma atitude.
Engravidou 5 vezes, e em todas a “madrinha” dava-lhe remédio para abortar. Depois de
quase 10 (dez) anos assim, um dia conseguiu fugir.
O estudo da socióloga é resultado de intensa
pesquisa e entrevista com meninas/mulheres que vivem na prostituição, geralmente
em países da Europa, como Espanha, Itália
e Portugal. Segundo ela, essas mulheres foram traficadas, com a promessa de
empregos. Algumas, até menores de idade, com documentos falsos, saem com visto
de turista e, após esse período, somem literalmente do mapa. Ficam nesses países
de forma irregular, e o aliciador se aproveita da situação para escravizá-las
de todas as formas.
Infelizmente, a Região Amazônica é uma das rotas
preferidas pelos aliciadores. Márcia comentou que ao fazer a pesquisa soube que
um estrangeiro, se dizendo pesquisador de uma instituição científica da nossa cidade,
levou com ele uma garota, até hoje sem a Polícia e a família saberem o
paradeiro.
As reservas indígenas da Amazônia, segundo a
socióloga, nem são tão “reservadas” como
se pensa. O trânsito é livre por lá e “o
direito de ir e vir está garantido ... (...) ... o fato de estar numa
reserva indígena não constitui uma garantia de imunidade ao tráfico ...(...)...
o tráfico de meninas e mulheres indígenas é muito antigo na região,
especialmente nas áreas de fronteira onde há forte presença do Exército que
representa a presença do Estado, e nem por isso consegue coibir o tráfico, pelo contrário”, afirmou.
Não é segredo que os antecedentes históricos do tráfico de pessoas na região vêm desde o processo de colonização da Amazônia. Por terem suas aldeias geralmente às margens dos rios amazônicos, os índios foram - e continuam sendo - alvo de toda forma de exploração, inclusive sexual, tornando mulheres e crianças vulneráveis, continuamente.
Em outro momento áureo (?) da nossa história - o Ciclo da Borracha, de 1879 a 1945 -, foram registrados raptos e a comercialização de crianças e adolescentes do sexo feminino, para o trabalho escravo e a exploração sexual.
Portanto, por ser um tema de suma importância, vale a pena registrar parte de uma entrevista da socióloga ao portal Amazônia Real , da qual extraio o texto abaixo, para jamais esquecermos de discutir esse tema, em qualquer espaço, em qualquer data, porque, embora não tenhamos próximos a nós algum caso de pessoa traficada, isso não é motivo para nos mantermos alheios ao mais ignóbil e mais rentável crime de todos os tempos, perdendo somente para o tráfico de drogas e de armas: o tráfico de pessoas.
Não é segredo que os antecedentes históricos do tráfico de pessoas na região vêm desde o processo de colonização da Amazônia. Por terem suas aldeias geralmente às margens dos rios amazônicos, os índios foram - e continuam sendo - alvo de toda forma de exploração, inclusive sexual, tornando mulheres e crianças vulneráveis, continuamente.
Em outro momento áureo (?) da nossa história - o Ciclo da Borracha, de 1879 a 1945 -, foram registrados raptos e a comercialização de crianças e adolescentes do sexo feminino, para o trabalho escravo e a exploração sexual.
Portanto, por ser um tema de suma importância, vale a pena registrar parte de uma entrevista da socióloga ao portal Amazônia Real , da qual extraio o texto abaixo, para jamais esquecermos de discutir esse tema, em qualquer espaço, em qualquer data, porque, embora não tenhamos próximos a nós algum caso de pessoa traficada, isso não é motivo para nos mantermos alheios ao mais ignóbil e mais rentável crime de todos os tempos, perdendo somente para o tráfico de drogas e de armas: o tráfico de pessoas.
“Todos esses elementos nos permitem compreender uma
das dimensões da condição da mulher na Amazônia e a necessidade de
desnaturalizar as relações de poder e dominação a que fomos e continuamos sendo
submetidas. Tais condições de dominação deixam caminhos abertos para a atuação
das redes de tráfico em toda a região onde crimes como a pedofilia, o estupro e
a escravidão não são denunciados e favorecem a atuação dos aliciadores que
recrutam mulheres e meninas para a prostituição nos grandes centros, nos
garimpos clandestinos no interior da Amazônia, nas frentes de trabalho dos
grandes projetos como a construção do gasoduto de Coari, das hidroelétricas e
mineradoras. Além disso, muitas são levadas para outros países com a mesma
finalidade.
Como mudar esse quadro na
Amazônia?
De acordo com as análises antropológicas e
sociológicas, a única forma de romper com esse ciclo vicioso é investir mais na
valorização da dignidade humana na região, promovendo maior acesso à educação,
saúde e trabalho. Outra questão importante é investir nos mecanismos de
enfrentamentos ao tráfico de pessoas, suas diferentes dimensões, causas e
consequências, bem como difundir informações sobre o que pode ser feito para
fortalecer os mecanismos de prevenção e atendimento às vítimas. Isso pode
trazer uma contribuição importante ao enfrentamento desta grave violação dos
direitos humanos na Amazônia.”
Se você sabe de algum caso de tráfico de pessoas, denuncie. Faça a sua parte.
Mamãe Coruja
quinta-feira, 13 de março de 2014
Resposta aos Sete Mares
Olás...
Lendo uma poesia - é (será) dia de gerúndia poesia -, em um blog das bandas de Portugal, segui o impulso e improvisei "isso" abaixo. Nem título dei, porque foi há minutos, mas aqui o faço: "Resposta aos Sete Mares"
Resposta aos Sete Mares (Mamãe Coruja)
Já me conheces
Mas não me vês.
Já me sentistes,
Palavras minhas que lês.
Talvez eu nem seja tanto,
Decerto nem serei nada,
Diante de teus versos...
A refleti-los, hipnotizada.
Não uso vocábulos como os teus,
Tampouco navego pelos teus mares,
Mas isso será algum óbice,
Para amizades se entrelaçarem?
Se tu usas das palavras
Para afogares teus clamores...
Deixa-me dizer-te uma verdade:
Nem sabes, talvez,
Mas elas falam de amores.
Mamãe Coruja.
quarta-feira, 12 de março de 2014
O uso exagerado de expressões técnicas/estrangeiras
Olás...
Quem já cursou alguma disciplina envolvendo o tema marketing, ou já assistiu a uma palestra, ou participou de um curso
nessa área, que não tivesse saído com a cabeça embaralhada de tantas
palavras/expressões/vocábulos em inglês?
Movida pela paixão da “novidade”, certa vez assisti a um workshop, aberto ao público em geral. Caramba! Esforçava-me ao máximo para não
desistir da ideia de um dia aprofundar o assunto. Simplesmente não entendia nada: benchmark, market share, branding, soft power, merchandising, check-list, motivational research, bla, bla, bla.
Parecia que estavam falando outro idioma. E estavam! Estavam falando o “arroguês”,
próprio daqueles que ignoram a plateia/audiência, e não
fazem questão de serem compreendidos.
É comum empresas tentarem copiar modelos de gestão de outros países, sem
adaptá-los à realidade do Brasil. Nada contra, mas sempre que não for possível fugir aos termos técnicos, traduza-os.
A situação se torna mais embaraçosa, para quem contrata o profissional, porque teimam em colocar em um só ambiente, em uma só turma, pessoas de níveis de formação bem distanciados um do outro. Enquanto uma minoria entende o que o palestrante está falando, um grande número adormece, sem nada entender.
A situação se torna mais embaraçosa, para quem contrata o profissional, porque teimam em colocar em um só ambiente, em uma só turma, pessoas de níveis de formação bem distanciados um do outro. Enquanto uma minoria entende o que o palestrante está falando, um grande número adormece, sem nada entender.
De outra vez, fui convidada para assistir, in company, um curso para
gerentes. Lá pelas tantas, solicitei à professora que fizesse a tradução das
palavras. Algumas, até por ler muito sobre o assunto ligado à área do meu
trabalho, tinha conhecimento da tradução, mas nem todos os presentes - porque o público era misto – entendia as expressões.
Depois, muitos vieram ter comigo, em particular, e agradeceram pela minha
manifestação.
Portanto, filhos do Pai Eterno, entendam! Nem todos entendem a linguagem
técnica. Aliás, a boa regra sempre manda que se traduza uma expressão de origem
estrangeira, ou um termo técnico.
Ah! Propositalmente, não fiz a tradução das expressões mencionadas
acima. Foi assim que fui aprendendo -------> pesquisando.
Diferentemente, quando são expressas em uma palestra, por
exemplo, devemos traduzi-las.
Mamãe Coruja
Assinar:
Postagens (Atom)




