terça-feira, 25 de março de 2014

Um Viva à Zona Franca de Manaus até 2073

Olás...

Já ultrapassamos a primeira fase: A Câmara dos Deputados aprovou, em 1º turno,  a prorrogação da Zona Franca de Manaus - ZFM, por mais 50 anos, a contar de 2023. Foram 364 votos favoráveis à Proposta de Emenda à Constituição - PEC, contra 03.  Já é um alívio.

No entanto, ainda teremos o 2º turno e a PEC será  colocada em pauta após apreciação de outros temas, como as áreas de livre comércio do Norte do País e a prorrogação da Lei de Informática (de interesse das Regiões Sul e Sudeste). Que seja! Mas que venham  mais 50 anos,  para empresários e investidores do Brasil e do exterior continuarem a olhar para  esse "brasil".

Esse polo industrial, criado em 1967, em meio à Floresta Amazônica, teve como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico  da Amazônia Ocidental e, por conseguinte, alavancar a economia local competitiva, com  incentivos fiscais e desonerações tributárias. Exemplo disso é que nos últimos anos, o polo recebeu um novo impulso com os incentivos fiscais para a implantação da tecnologia de TV digital. 

Para quem vive nesta Região, naturais ou não, pode-se dizer que esse projeto cumpriu fielmente a sua missão.

No auge das centenas de indústrias instaladas em Manaus, a  taxa de emprego  cresceu de forma contínua e vertiginosa. Havia emprego para todos os níveis de formação.

Em contrapartida, houve o êxodo rural, porque viam nessa oportunidade outras fontes de renda, aliados aos direitos trabalhistas, com carteira de trabalho assinada, inclusive. O público jovem já não queria permanecer na lavoura, e via o futuro com um emprego em uma das fábricas do Distrito Industrial.

Doutra banda,  o governo vê na permanência do polo industrial um dos principais inibidores do desmatamento na região, haja vista a geração de emprego e renda, diminuindo, dessa forma, a fuga da população para outras atividades na floresta.

A vigência atual vai até 2023. Um prazo curto, se considerarmos que os investidores também precisam de uma segurança econômica.

As indústrias não recebem qualquer incentivo para se instalar na Zona Franca de Manaus. Entretanto, uma vez instaladas, recebem:

  • Isenção do imposto de importação, que permite que empresas atuem como montadoras usando tecnologia internacional;
  • Isenção do imposto de exportação;
  • Desconto parcial, fornecido pelo governo estadual, no imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS);
  • Isenção por dez anos, fornecido pelo município, de IPTU, da taxa de licença para funcionamento e da taxa de serviços de limpeza e conservação pública.
Naturalmente, todas as vezes em que o assunto da prorrogação da ZFM é posto em discussão, ficamos com "o coração na garganta", porque a ciumeira dos outros estados nunca foi digerida. Como nem tudo que é bom é perfeito, a  localização do polo industrial em Manaus, carente de infraestrutura logística e de transporte, acaba refletindo no preço dos produtos aqui produzidos, resultando na diminuição da competitividade.

Viajar à Manaus era um verdadeiro paraíso das  compras.  Eventos  de todo  porte eram realizados  na cidade. Entre outros intuitos dessas viagens, as compras de produtos fabricados na ZFM, quase 3 vezes abaixo do preço dos outros centros comerciais, poder-se-ia afirmar que era o ponto de atração.


Vamos aguardar o 2º turno. Se quiserem o voto da Mamãe Coruja ... será a favor.


Mamãe Coruja




segunda-feira, 24 de março de 2014

Apenas me diga um oi...ainda que em um papiro de 1800 anos

Olás...

Rezo noite e dia para que estejam de boa saúde e presto obediência contínua aos deuses em vosso nome.” A frase faz parte de uma mensagem com 18 séculos, escrita por Aurelius Polion, cidadão romano, legionário, para a sua família,  por volta do ano 214 depois de Cristo (d.C.). Embora tenha sido  encontrado no final do século XIX, mas por estar tão degradado, só recentemente o papiro foi decifrado do grego antigo e traduzido para inglês. 

O estudo do papiro foi publicado no Bulletin of the American Society of Papyrologists, e assim conhecemos que a saudade sentida é dolorida, ainda mais quando ausente de notícias da família. 

"Cerca de 4000 quilómetros separam a Panónia Inferior, a província romana onde Aurelius Polion estava colocado (hoje na região de Budapeste, na Hungria), e a cidade de Tebtunis, a 130 quilómetros a sudoeste do Cairo, no Egipto, onde a família do legionário vivia. Foi nos vestígios desta cidade egípcia, dominada por Roma, que os egiptólogos britânicos Bernard Grenfell e Arthur Hunt encontraram, no final do século XIX, este e outros papiros", diz  o Jornal Público/PT.

Em mais trechos da carta  dirigida ao irmão, à irmã e à mãe, percebe-se a angústia de alguém distante sem saber notícias dos queridos. “Não paro de vos escrever, mas vocês não se lembram de mim. Mas eu faço a minha parte de vos escrever e não paro de vos ter presentes (na minha mente) e de vos trazer no coração. Mas vocês nunca me responderam, falando da vossa saúde, de como estão. Estou preocupado convosco, porque, apesar de receberem frequentemente cartas minhas, nunca respondem, para que saiba de vocês.

E continua a exigir notícias da família: “Enviei-vos seis cartas. No momento em que vocês (?) me tiverem na mente, deverei obter uma licença do (comando) consular, e irei ter convosco para que saibam que sou vosso irmão. Porque não exijo (?) nada de vocês para o exército, mas culpo-vos porque, apesar de vos escrever, nenhum de vocês (?) … tem consideração. Vejam, o vosso (?) vizinho … Sou o vosso irmão.”

Segundo a  nota, Aurelius Polion terá pertencido a uma família de classe baixa com alguns privilégios, mas não escreveria bem: “Ele até escrevia algumas letras do alfabeto latino em vez do grego e usava alguma pontuação latina."

Por que lhes  trago essa interessante notícia? Primeiro, para mostrar que independente do espaço de tempo, o Homem sempre teve a necessidade de não estar sozinho. A comunicação - e não importa qual o meio - escrita, falada, televisionada, gestual - faz parte do universo animal (repito: universo animal, não me referindo somente ao Homem). Segundo, para demonstrar que esse sentimento  chamado  S A U D A D E pode ter o impacto de duas vertentes: uma, para nos manter vivos, com a esperança de que iremos rever as pessoas queridas; outra,  para lembrar das alegrias passadas pelas nossas vidas. Porque só sentimos SAUDADE  das pessoas  e dos fatos que nos fizeram  felizes.

É assim que tento  me manter  esperançosa, todas as vezes que vou deixar alguém amado no Aeroporto, como ontem,  para realizar o que lhe faz feliz, ainda que seja para longe de mim. E, quando for para buscar esse amado, o buscarei... para matar todas as saudades.

E, quando nao puder vê-lo... basta um toque virtual... e terei notícias. Ao contrário de Aurelius... que em dias e noites angustiantes... só tinha a sua própria companhia... e agonia.
Se nunca sabemos o depois...  por que esquecemos de dizer a quem amamos o  que tanto querem ouvir? Por quê?
Mamãe Coruja 



Uma bailarina que mexeu com a cabeça!

Olás...


Clarice Zeitel Vianna Silva, com 26 anos, na ocasião estudante de Direito ma Universidade Federal do Rio de Janeiro/RJ, venceu o Concurso da UNESCO, tendo como concorrentes mais de 50.000 participantes.
Para quem acha que dançarinas só têm um rosto e um corpo perfeitos, aí está o contraditório desse estereótipo. Juntou, de forma simples e direta, o que a maioria dos brasileiro pensa, resultando  nesse belo desabafo, o qual endosso como  apreciadora da boa escrita e, acima de tudo, de saber que por aí existem pessoas que fazem a diferença.
Tema:     ” Como vencer a  pobreza e a desigualdade”
 

Autora: Clarice Zeitel Vianna  Silva

 

 “PÁTRIA MADRASTA  VIL"

Onde já se viu tanto excesso de falta?  Abundância de inexistência...   Exagero de escassez... 
Contraditórios? Então aí está!  O novo nome do nosso país!  Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. 
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta  de  caráter, a abundância de inexistência de  solidariedade, o exagero de  escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma  combinação mal  engendrada - e friamente sistematizada - de  contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és  mãe  gentil', mas eu digo que não é gentil e,  muito menos, mãe. 
Pela definição que eu conheço de MÃE, o  Brasil,   está mais para madrasta vil.
A minha mãe não  'tapa o sol com a  peneira'  Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação  básica.
E mesmo há  200 anos atrás não me aboliria da  escravidão se soubesse que me  restaria a liberdade  apenas para morrer de fome. 
Porque a minha mãe  não  iria querer me enganar, iludir. 
Ela me daria um verdadeiro Pacote (grifos meus) que fosse  efetivo  na resolução do problema, e que contivesse educação  +  liberdade + igualdade.
Ela sabe que de nada me  adianta ter educação  pela metade, ou tê-la  aprisionada pela falta de oportunidade, pela  falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. 
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a  minha  educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o  Brasil precisa: mudanças  estruturais, revolucionárias, que quebrem  esse sistema-esquema social montado; mudanças que não  sejam  hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é  só mais uma  contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos,  mas  não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí. 
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém,  ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade:  nossa participação efetiva; as  mudanças dentro do corpo burocrático  do Estado não modificam a estrutura. 
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar  (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... 
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu  acredito profundamente que só uma revolução  estrutural, feita de  dentro pra fora e que não exclua  nada nem ninguém de seus efeitos,  possa acabar com a  pobreza e a desigualdade no Brasil.
Afinal, de  que serve um governo que não administra?  De que serve uma mãe que não afaga?  E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência  esteja  ligado, justamente, a um posicionamento perante  o mundo como um  todo. Sem egoísmo.  Cada um por todos.
Algumas perguntas,  quando auto-indagadas, se tornam  elucidativas. 
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? 
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído? 
Como gente... Ou como  bicho?"

Apenas discordando em parte com Clarice, vejo que o Brasil precisa mais é de uma revolução cultural. O próprio peixinho que vem à boca sem terem o trabalho da pescaria,  as Bolsas  para (quase) tudo... são exemplos que uma grande parte, empobrecida, até prefere ficar mesmo nessa condição, a ter que enfrentar a árdua labuta diária de um número significante de famílias, que enfrentam nas lavouras,  nos roçados, na seca permanente em áreas do Nordeste, inclusive, para retirar o próprio sustento.
Alguns não gostaram de terem visto "nossos problemas"  expostos mundo afora. Mas uma coisa boa disso eu extraio: os nossos problemas também afetam pessoas de todas as classes e níveis. Ou seja, basta mudarmos nossa maneira um tanto passiva em aceitarmos tudo, a começarmos pela consciência do voto. 
Contudo,  eita Pátria Amada querida!

Como Mamãe Coruja... penso da mesma maneira que a "mãe"  da Clarice. Não se pode colocar um filho no mundo, e simplesmente jogá-lo no meio dos leões, sem antes ensinado-lhes como trilhar os bons caminhos.

 
* O prêmio, concedido pela Organização  das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi recebido em Paris.  A  redação de Clarice  intitulada  'Pátria
Madrasta Vil', foi incluída  num livro, com  outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual  da   UNESCO.
Mamãe Coruja
  

domingo, 23 de março de 2014

"Magoei"... sei fazer mais do que descascar tucumã...

Olás...

"Vocês só sabem comer peixe e descascar tucumã, bando índios filhos da P..."

Foi dessa maneira "delicada"  que  uma cliente, insatisfeita pelo atendimento em uma conhecida  rede de fast food, em Manaus, se referiu aos funcionários.

A cena foi logo divulgada e teve uma  repercussão bastante negativa- creio para ambas as partes: ofensor e ofendido.

Também prezo pelo bom atendimento, porque também faço questão em atender, dar atenção merecida e  devida ao cliente (e cliente aqui entenda no sentido lato, amplo, abrangente, ou seja, qualquer pessoa em qualquer segmento/contexto). Não é nada bom sermos mal atendidos, ainda mais quando estamos pagando.

Porém,  minha opinião é que precisamos ter controle em determinadas situações, como esta  do caso concreto. O que era tido como sua razão, acaba se dando o inverso.

Eu sou d(aqui): de comer jar(aqui), tomar taca(), tomar o açaí, comer pirão,  com a caldeirada de tamb(aqui). E já comi muito tucumã. Temos muito a melhorar, é fato! Mas ofender as  pessoas dessa forma incorre  em pior erro do que o tal mal atendimento.

A  ignorância acerca do povo indígena  me indigna! Malgrado a vida  invadida desses índios, estão ainda por aí a serem vítimas de preconceitos,  por serem "diferentes". Na colonização,  eram vistos como pagãos, insolentes e preguiçosos. Colonizadores queriam incutir-lhes, a qualquer custo, o padrão e a visão de mundo difundidos na Europa, como se fosse isso uma conduta universal. Infelizmente,  o total  desconhecimento do modo de vida desses  nativos ainda persiste.

A"mocinha"  do vídeo, "civilizada", parece que não absorveu as lições de berço e das escolas por onde passou.

Quem é mais  civilizado: o cara pálida que destrói para construir e acumular riquezas, ou o "incivilizado", que apenas produz o necessário para a sua sobrevivência?

Coloquem-se lá, no  lugar deles, e sejam aculturados por estranhos, sofram violências e sejam acometidos de doenças trazidas de  um "mundo novo"(?!).

A "mocinha civilizada"  só  esqueceu de um detalhe: se ao chegarem ao Brasil, os europeus colonizadores, só encontraram índios habitando esta terra, somos todos portadores de genes dessa espécie,  misturados  com africanos, europeus,  asiáticos. Uma completa miscigenação de cores, que  resultou nessa bela e imensa riqueza cultural, da qual  tenho imenso orgulho.

Uma última observação: coma um sanduíche caboclinho ...! 

http://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/voces-so-sabem-comer-peixe-e-descascar-tucuma-bando-indios-filhos-da-p#.Uy9re6KCXFw 

 

Mamãe  Coruja

sábado, 22 de março de 2014

"Falo" com a minha cachorrinha... e ela entende.

Olás...

"Cientistas fizeram uma experiência inédita com cachorros e comprovaram que eles conseguem mesmo perceber as emoções de quem está falando". Até parece que descobriram a pólvora!

A informação foi noticiada na mídia como se ninguém, até o momento,  não soubesse disso. Eu, por exemplo, já sabia que cachorros "falam". Quem ladra é o Homem.

As "princesas" das fotos são da mesma raça pinscher - mas com personalidades totalmente diferentes. Uma, é de Aquarius. A outra,  de Libra. A Lolita(ou Lolis, ou Lolisday) morena, dócil, carinhosa meiga, educada, calma, tranquila, higiênica, mais ouve do que fala (uma sábia!). A outra, Nicole Kidman (ou Nick, ou doidinha), porque é ruiva, é toda ao contrário,  com o agravante de que sabe se fazer de vítima na hora que lhe interessa.

Lolis já está em nossas vidas há 4 anos. Nick, há 5 meses. Veio para fazer companhia  à   "irmãzinha". Essa decisão não agradou muito à Lolis, porque sua vida virou de cabeça pra baixo. Por ser bem menor, apesar de mais velha, a pobrezinha passa por arranca-rabos dos piores. Até anda se escondendo da Nicole, porque esta parece que tem um chip funcionando 24h. Hiperativa! Come  que nem uma draga, a  garota.

Tal como crianças, quando o sono chega, "pedem"  para ir à cama. Capotam ali mesmo onde estão, e ficam na espera de que sejam carregadas para as caminhas.

Eu amo essas meninas! Reconheço que aguentar a Nicole é uma provação muito grande. Chegou e fez um reboliço em minha vida. Mas fazer o que? A gente se apega  demais a esses seres maravilhosos.

À esquerda Lolita. À direita Nicole Kidman


Fonte: veja.abril.com.br
                                     (Nem precisava fazerem exame neurológico em nós. Se calhar,  até       amamos  mais  do que vocês. Au! Au! Auuuu!)


           O Homem deveria aprender com os animais irracionais, diariamente.

Homenagem aos nossos "amigos". Fizeram de suas passagens pelas nossas vidas nossas lembranças eternas: Belchior, Chacal, Killer, Bethoven, Elis, Caetano, Champanhe, Tom e Jobim, Eugênia, Barbie, Lilica, Tadinha, Mila, Ana,  Maria, Braga, Sabrina, Debie, Lóide, Carumbão. S a u d a d e s !

sexta-feira, 21 de março de 2014

Parte II - Programa de Índio

Olás...

No Programa de Índio do último domingo, pelos quase 80km da Rodovia AM-010, ida e volta, fui revigorar a vista, o coração e a mente, saindo da mesmice. Com ótimo asfaltamento, apesar das intensas chuvas nesse período, na Região, a Rodovia está tranquila para quem gosta de aventuras. Devem ser resquícios do trabalho executado para o Fecani- Festival da Canção de Itacoatiara, realizado anualmente, no dia 05 de setembro. Nesse período, o acesso àquelas paragens é imenso, por causa do evento, com apresentação de artistas da música vindos de todos os recantos do meu Brasil.

O trânsito na Rodovia, porém, estava tranquilo naquele domingo, apesar de bastante transitada em razão da crescente instalação de locais próprios ao lazer e o descanso,  especialmente  nos  feriados e finais de semana. A paisagem é deslumbrante, com vários sítios  e chácaras à beira da pista. A existência de um espaço de lazer- Amazônia Golf Resort-  em pleno verde, é de encher os olhos.  Só de chegar ali já vale a viagem. Retornando para Manaus parei no acostamento da Rodovia para fotografar 3 paisagens que me chamaram à atenção. Apesar de ter passado pela Rodovia muitas vezes, há alguns anos, observei que alguns cenários permaneceram intocáveis, outros, estão sendo aproveitados com outros projetos, como a piscicultura em  tanque escavado, para criação de peixe em cativeiro.

Uma viagem prazerosa que reuniu dia de  sol, pista boa, vegetação à vontade...e  companhias muito agradáveis.

Fonte: Amazônia Golf Resort
Eu recomendo um final de semana  por essas paisagens. E já agendado um descanso no Amazônia Golf Resort. Eu mereço!
Piscicultura -Tanque escavado

Verde para todos os ângulos... e gostos.
Fonte:Amazônia Golf ResortMamãe Coruja



domingo, 16 de março de 2014

Um Programa de Índio

Olás...

Hoje, domingo, fiz um "programa de índio", mas não na concepção de que programa de índio é qualquer atividade que aborrece, ou, a la gringo,  This is a very boring program (Este é um programa muito chato). Não  mesmo!

Aliás, quem disse que programa de índio aborrece? A expressão geralmente é usada na forma negativa, como um programa que não dá ou não dará certo, como, por exemplo, se as pessoas têm certo desconforto, se o ambiente é muito lotado ou muito calor.

Até pode ser tudo isso, porque no meu programa de índio de hoje fugi da mesmice e fui a um lugar, distante 80km de Manaus. Fui visitar a ex-sogra e, como sempre, fui bem recebida. De fato, estava bastante quente, mas o passeio teve um prazer à parte. E visitar a ex-sogra não me aborreceu. Ao contrário.

Meu "programa de índio" foi na forma positiva, justamente por ter sido realizado fora do padrão dos ambientes da capital,  e mais próximo à Natureza. Portanto, sou contra a forma negativa com que a expressão é usada.

Dirigi 160km- ida e volta - e voltei mais contente, ainda.  Nem vi passar o percurso feito  em pouco mais de 1 hora, porque fui conversando com ilustres acompanhantes e olhando a imensa paisagem verde à minha frente.

Comi tambaqui assado na brasa, revi antigo caseiro do nosso sítio (sempre simpático, fez o convite para comermos peixe pescado por ele no lago do sítio de sua propriedade. Iremos!). Na vinda, uma parada no no Restaurante da Priscila, para comprar as deliciosas guloseimas: broa, pé de moleque, cocadas e castanhada.

Foi um programa e tanto!!!  Portanto, vamos acabar, de uma vez por todas, com essa visão antropologicamente distorcida, de que "programa de índio" é algo aborrecido. Será isso mesmo, ou será que essa tal sociedade na qual  impera o consumismo- e a qual nós, os cara pálida pertencemos- é que pratica o secular preconceito contra essa etnia?

Eu adoraria fazer outros "programas de índio",  e serão  realizados!

Continuarei este texto outro dia, quando postarei as fotos, com cenários de um verde imenso, que mais parecia um oceano de vegetação.

Que bela a minha paisagem. Que maravilha  esse programa de índio.


Mamãe Coruja