Olás...
Quem disse que as mamães não têm tesão?
Só porque pariram
Perderam a excitação?
Quem disse que mamães não fazem amor?
Porque cantam cantiga de ninar
Debaixo do cobertor?
Quem disse que mamães não são gostosas?
Ser mamãe nem é tão complexo assim,
O Complexo de Édipo, sim.
Quem disse que mamães não transam?
Só ajudar que o ponto G alcançam
E vão até ao Z... se isto lhes dá prazer.
Quem disse que mamãe não escapole?
Para aliviar a tensão da prole...
E outras que explica Freud.
Se Freud sempre explica
Se ele disse que pode.
Ora, as mamães também (...?...)
(Para descontrair)
Mamãe Coruja
sexta-feira, 28 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
Sentimento Amazônida de um General
Olás...
O
mais novo “Cidadão de Manaus” já está na região amazônica há bastante tempo,
desde 1976. O general do Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante
militar da Amazônia, obteve o título na quarta-feira (dia 26/03), numa justa
homenagem realizada na Câmara Municipal de Manaus, pelo reconhecimento à
dedicação de grande parte de sua vida na defesa do maior patrimônio existente
para o mundo, a Amazônia, e pelo genuíno amor que demonstra por nosso grandioso
Estado, fazendo deste a sua morada. Um exemplo de profissional.
“Toda esta floresta, os seus povos e a
sua cultura são um patrimônio não apenas brasileiro, mas da humanidade. E
também é um exemplo para um mundo melhor e mais responsável. Em nenhuma outra
região do país há a integração entre o homem e a natureza encontrada aqui nesta
região”. Com essas
palavras, o general demonstra o respeito para com a nossa gente.
O áudio
do discurso (emocionado) do general pode ser encontrado no link abaixo:
Mas
algumas de suas frases vale aqui o registro:
“Sou caboclo do Amazonas, essa terra é nosso
lar”;
“Me sinto pequenininho. Sei que quem está
sendo homenageado é o Exército. Obrigado a todos, aos vereadores e ao prefeito
pela sua visão de estadista fazendo um grande trabalho em Manaus”;
“Obrigado
Manaus pelo reconhecimento ao trabalho de integração do Exército. Sinto-me
filho de Manaus desde que cheguei aqui, em 1976. Foi a cidade em que mais tempo
passei, pois fui tocado pela magia do encontro das águas, da toada, da vida
simples, patriota e empreendedora do povo amazonense”.
Não
é fácil estar no Comando de uma das áreas mais extensas do Planeta, monitorando
uma área de 5,2 milhões de km2. A Amazônia, que é considerada área de maior
biodiversidade e local da maior bacia hidrográfica de água doce existente. Todo
esse tempo, o Brasil e especialmente nós, desta Região, estivemos sob os olhos
vigilantes do Comando Militar do Amazonas (CMA), tendo à frente o general
Eduardo Villas Bôas, considerado um dos maiores especialistas sobre o tema.
É
sabido que a Região Amazônica, considerando a dimensão e a variedade dos problemas, sob o ponto de vista geográfico e
humano, concentra recursos de toda ordem, cujos valores são incomensuráveis. No
entanto, apenas uma pequena parcela desse ambiente natural é conhecida e, por
conseguinte, pequena é também a parcela que tem aproveitamento comercial.
Esse
espaço encantado é tão imenso, que seu território representa o equivalente a 14
países da Europa. E é este maior ecossistema do planeta que está sob os
cuidados de homens do Exército brasileiro. Pela extensão
e a grandiosidade de riqueza que nos cercam, não seria nada mal o
Exército aumentar o seu efetivo nessas áreas, especialmente naquelas fronteiras. Afinal, esses corajosos homens são
os nossos olhos e ouvidos na defesa desse território.
Não
se trata somente de preservar e proteger a soberania do espaço geográfico. A
preservação da Amazônia é uma responsabilidade de todos nós, perante esta e
futuras gerações e perante o mundo. Precisamos manter a nossa influência sobre
uma das regiões para a qual têm sido levantadas bandeiras de todos os cantos,
ensinando-nos a cuidar e a legitimar nossa economia. Não é raro ouvirmos os chavões
internacionais de que a Amazônia não é do Brasil, mas de todo o planeta,
Chavões dos países que exercem seu domínio sobre as nações que possuem riquezas
que lhes interessam, como as da Amazônia. Chavões de países que destruíram as
suas florestas, mas agora querem nos ensinar como conservar as nossas.
Precisamos cuidar muito bem, no entanto, desse
grandioso patrimônio, para não darmos argumentos a que outros, pretensamente,
intervenham em nossos assuntos.
Para
quem ainda não sabe, e espero que este blog contribua em disseminar importante
informação, em Manaus está localizado o Centro
de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), com mais de 50 anos de existência.
Sargentos e oficiais, formados pelo CIGS, gerenciam os diversos pelotões de
fronteiras. Estes, estrategicamente estão espalhados ao longo do limite
geográfico com nossos países vizinhos.
O CIGS tem uma história e tanto. Já formou milhares de guerreiros de selva,
dentre estrangeiros. O curso é conhecido pelos níveis extremos de exigência
física e é tido como a melhor escola de guerra na selva do mundo.
O general Villas Bôas deixará Manaus, mas
certamente voltará. Aqui deixa raízes familiares. Daqui já saboreou o jaraqui,
como menciona no seu discurso.
Só temos a agradecer pelo excelente trabalho na
defesa de nosso território amazônico.
Mamãe Coruja
quarta-feira, 26 de março de 2014
Fado Tropical
Olás...
Brasil e Portugal. Chico Buarque e Rui Guerra. Que amor antigo! Essas terras têm muito em comum. Ontem, ao escutar Chico - e em especial Fado Tropical - quis compartilhar beleza de letra e arranjo.
http://www.youtube.com/watch?v=NfjaFMah7sE
Brasil e Portugal. Chico Buarque e Rui Guerra. Que amor antigo! Essas terras têm muito em comum. Ontem, ao escutar Chico - e em especial Fado Tropical - quis compartilhar beleza de letra e arranjo.
http://www.youtube.com/watch?v=NfjaFMah7sE
Oh! Musa do meu fado,
Oh! Minha mãe gentil,
Te deixo consternado
Te deixo consternado
No primeiro abril.
Mas não sê tão ingrata,
Mas não sê tão ingrata,
Não esquece quem te amou.
E em tua densa mata,
E em tua densa mata,
Se perdeu e se encontrou.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal.
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental.Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo (além da sífilis, é claro). Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga,
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal.
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental.Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo (além da sífilis, é claro). Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga,
Alecrins no canavial,
Licores na moringa
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata,
De quem numa bravata,
Arrebato um beijo.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal.
"Meu coração tem um sereno jeito.E as minhas mãos o golpe duro e presto. De tal maneira que, depois de feito, desencontrado, eu mesmo me contesto. Se trago as mãos distantes do meu peito, é que há distância entre intenção e gesto. E se o meu coração nas mãos estreito, me assombra a súbita impressão de incesto.
Quando me encontro no calor da luta, ostento a aguda empunhadura à proa. Mas o meu peito se desabotoa, e se a sentença se anuncia bruta, mais que depressa a mão cega executa, pois que senão o coração perdoa."
Guitarras e sanfonas,
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal.
"Meu coração tem um sereno jeito.E as minhas mãos o golpe duro e presto. De tal maneira que, depois de feito, desencontrado, eu mesmo me contesto. Se trago as mãos distantes do meu peito, é que há distância entre intenção e gesto. E se o meu coração nas mãos estreito, me assombra a súbita impressão de incesto.
Quando me encontro no calor da luta, ostento a aguda empunhadura à proa. Mas o meu peito se desabotoa, e se a sentença se anuncia bruta, mais que depressa a mão cega executa, pois que senão o coração perdoa."
Guitarras e sanfonas,
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca,
Sardinhas, mandioca,
Num suave azulejo
E o Rio Amazonas
E o Rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes,
E numa pororoca,
E numa pororoca,
Deságua no Tejo.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Ainda vai tornar-se um império colonial.
(grifos meus)
terça-feira, 25 de março de 2014
Um Viva à Zona Franca de Manaus até 2073
Olás...
Mamãe Coruja
Já ultrapassamos a primeira fase: A Câmara dos Deputados aprovou, em 1º turno, a prorrogação da Zona Franca de Manaus - ZFM, por mais 50 anos, a contar de 2023. Foram 364 votos favoráveis à Proposta de Emenda à Constituição - PEC, contra 03. Já é um alívio.
No entanto, ainda teremos o 2º turno e a PEC será colocada em pauta após apreciação de outros temas, como as áreas de livre comércio do Norte do País e a prorrogação da Lei de Informática (de interesse das Regiões Sul e Sudeste). Que seja! Mas que venham mais 50 anos, para empresários e investidores do Brasil e do exterior continuarem a olhar para esse "brasil".
Esse polo industrial, criado em 1967, em meio à Floresta Amazônica, teve como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico da Amazônia Ocidental e, por conseguinte, alavancar a economia local competitiva, com incentivos fiscais e desonerações tributárias. Exemplo disso é que nos últimos anos, o polo recebeu um novo impulso com os incentivos fiscais para a implantação da tecnologia de TV digital.
Para quem vive nesta Região, naturais ou não, pode-se dizer que esse projeto cumpriu fielmente a sua missão.
Para quem vive nesta Região, naturais ou não, pode-se dizer que esse projeto cumpriu fielmente a sua missão.
No auge das centenas de indústrias instaladas em Manaus, a taxa de emprego cresceu de forma contínua e vertiginosa. Havia emprego para todos os níveis de formação.
Em contrapartida, houve o êxodo rural, porque viam nessa oportunidade outras fontes de renda, aliados aos direitos trabalhistas, com carteira de trabalho assinada, inclusive. O público jovem já não queria permanecer na lavoura, e via o futuro com um emprego em uma das fábricas do Distrito Industrial.
Doutra banda, o governo vê na permanência do polo industrial um dos principais inibidores do desmatamento na região, haja vista a geração de emprego e renda, diminuindo, dessa forma, a fuga da população para outras atividades na floresta.
A vigência atual vai até 2023. Um prazo curto, se considerarmos que os investidores também precisam de uma segurança econômica.
As indústrias não recebem qualquer incentivo para se instalar na Zona Franca de Manaus. Entretanto, uma vez instaladas, recebem:
- Isenção do imposto de importação, que permite que empresas atuem como montadoras usando tecnologia internacional;
- Isenção do imposto de exportação;
- Desconto parcial, fornecido pelo governo estadual, no imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS);
- Isenção por dez anos, fornecido pelo município, de IPTU, da taxa de licença para funcionamento e da taxa de serviços de limpeza e conservação pública.
Naturalmente, todas as vezes em que o assunto da prorrogação da ZFM é posto em discussão, ficamos com "o coração na garganta", porque a ciumeira dos outros estados nunca foi digerida. Como nem tudo que é bom é perfeito, a localização do polo industrial em Manaus, carente de infraestrutura logística e de transporte, acaba refletindo no preço dos produtos aqui produzidos, resultando na diminuição da competitividade.
Viajar à Manaus era um verdadeiro paraíso das compras. Eventos de todo porte eram realizados na cidade. Entre outros intuitos dessas viagens, as compras de produtos fabricados na ZFM, quase 3 vezes abaixo do preço dos outros centros comerciais, poder-se-ia afirmar que era o ponto de atração.
Vamos aguardar o 2º turno. Se quiserem o voto da Mamãe Coruja ... será a favor.
Mamãe Coruja
segunda-feira, 24 de março de 2014
Apenas me diga um oi...ainda que em um papiro de 1800 anos
Olás...
“Rezo noite e dia
para que estejam de boa saúde e presto obediência contínua aos deuses em
vosso nome.” A frase faz parte de uma mensagem com 18 séculos, escrita por Aurelius Polion, cidadão romano, legionário, para a sua família, por volta do ano 214 depois de Cristo
(d.C.). Embora tenha sido encontrado no final do século XIX, mas por estar
tão degradado, só recentemente o papiro foi decifrado do grego antigo e
traduzido para inglês.
O estudo do papiro foi publicado no Bulletin of the American Society of Papyrologists, e assim conhecemos que a saudade sentida é dolorida, ainda mais quando ausente de notícias da família.
"Cerca de 4000
quilómetros separam a Panónia Inferior, a província romana onde Aurelius
Polion estava colocado (hoje na região de Budapeste, na Hungria), e a
cidade de Tebtunis, a 130 quilómetros a sudoeste do Cairo, no Egipto,
onde a família do legionário vivia. Foi nos vestígios desta cidade
egípcia, dominada por Roma, que os egiptólogos britânicos Bernard
Grenfell e Arthur Hunt encontraram, no final do século XIX, este e
outros papiros", diz o Jornal Público/PT.
Em mais trechos da carta dirigida ao irmão, à irmã e à mãe, percebe-se a angústia de alguém distante sem saber notícias dos queridos. “Não
paro de vos escrever, mas vocês não se lembram de mim. Mas eu faço a
minha parte de vos escrever e não paro de vos ter presentes (na minha
mente) e de vos trazer no coração. Mas vocês nunca me responderam,
falando da vossa saúde, de como estão. Estou preocupado convosco,
porque, apesar de receberem frequentemente cartas minhas, nunca
respondem, para que saiba de vocês.”
E continua a exigir notícias
da família: “Enviei-vos seis cartas. No momento em que vocês (?) me
tiverem na mente, deverei obter uma licença do (comando) consular, e
irei ter convosco para que saibam que sou vosso irmão. Porque não exijo
(?) nada de vocês para o exército, mas culpo-vos porque, apesar de vos
escrever, nenhum de vocês (?) … tem consideração. Vejam, o vosso (?)
vizinho … Sou o vosso irmão.”
Segundo a nota, Aurelius
Polion terá pertencido a uma família de classe baixa com alguns
privilégios, mas não escreveria bem: “Ele até escrevia algumas letras do
alfabeto latino em vez do grego e usava alguma pontuação latina."
Por que lhes trago essa interessante notícia? Primeiro, para mostrar que independente do espaço de tempo, o Homem sempre teve a necessidade de não estar sozinho. A comunicação - e não importa qual o meio - escrita, falada, televisionada, gestual - faz parte do universo animal (repito: universo animal, não me referindo somente ao Homem). Segundo, para demonstrar que esse sentimento chamado S A U D A D E pode ter o impacto de duas vertentes: uma, para nos manter vivos, com a esperança de que iremos rever as pessoas queridas; outra, para lembrar das alegrias passadas pelas nossas vidas. Porque só sentimos SAUDADE das pessoas e dos fatos que nos fizeram felizes.
É assim que tento me manter esperançosa, todas as vezes que vou deixar alguém amado no Aeroporto, como ontem, para realizar o que lhe faz feliz, ainda que seja para longe de mim. E, quando for para buscar esse amado, o buscarei... para matar todas as saudades.
E, quando nao puder vê-lo... basta um toque virtual... e terei notícias. Ao contrário de Aurelius... que em dias e noites angustiantes... só tinha a sua própria companhia... e agonia.
Se nunca sabemos o depois... por que esquecemos de dizer a quem amamos o que tanto querem ouvir? Por quê?
Mamãe Coruja
Uma bailarina que mexeu com a cabeça!
Olás...
Clarice Zeitel Vianna Silva, com 26 anos, na ocasião estudante de Direito ma Universidade Federal do Rio de Janeiro/RJ, venceu o Concurso da UNESCO, tendo como concorrentes mais de 50.000 participantes.
Para quem acha que dançarinas só têm um rosto e um corpo perfeitos, aí está o contraditório desse estereótipo. Juntou, de forma simples e direta, o que a maioria dos brasileiro pensa, resultando nesse belo desabafo, o qual endosso como apreciadora da boa escrita e, acima de tudo, de saber que por aí existem pessoas que fazem a diferença.
Tema: ”
Como vencer a pobreza e a desigualdade”
Autora: Clarice Zeitel Vianna Silva
Autora: Clarice Zeitel Vianna Silva
“PÁTRIA MADRASTA
VIL"
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez...
Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação
mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira' Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira' Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria
da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas
para morrer de fome.
Porque a minha mãe não iria querer me enganar,
iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote (grifos meus) que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade.
Ela me daria um verdadeiro Pacote (grifos meus) que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade.
Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou
tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e a desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?"
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e a desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?"
Apenas discordando em parte com Clarice, vejo que o Brasil precisa mais é de uma revolução cultural. O próprio peixinho que vem à boca sem terem o trabalho da pescaria, as Bolsas para (quase) tudo... são exemplos que uma grande parte, empobrecida, até prefere ficar mesmo nessa condição, a ter que enfrentar a árdua labuta diária de um número significante de famílias, que enfrentam nas lavouras, nos roçados, na seca permanente em áreas do Nordeste, inclusive, para retirar o próprio sustento.
Alguns não gostaram de terem visto "nossos problemas" expostos mundo afora. Mas uma coisa boa disso eu extraio: os nossos problemas também afetam pessoas de todas as classes e níveis. Ou seja, basta mudarmos nossa maneira um tanto passiva em aceitarmos tudo, a começarmos pela consciência do voto.
Contudo, eita Pátria Amada querida!
Como Mamãe Coruja... penso da mesma maneira que a "mãe" da Clarice. Não se pode colocar um filho no mundo, e simplesmente jogá-lo no meio dos leões, sem antes ensinado-lhes como trilhar os bons caminhos.
Contudo, eita Pátria Amada querida!
Como Mamãe Coruja... penso da mesma maneira que a "mãe" da Clarice. Não se pode colocar um filho no mundo, e simplesmente jogá-lo no meio dos leões, sem antes ensinado-lhes como trilhar os bons caminhos.
* O prêmio, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi recebido em Paris. A redação de Clarice intitulada 'Pátria
Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Mamãe Coruja
domingo, 23 de março de 2014
"Magoei"... sei fazer mais do que descascar tucumã...
Olás...
"Vocês só sabem comer peixe e descascar tucumã, bando índios filhos da P..."
Foi dessa maneira "delicada" que uma cliente, insatisfeita pelo atendimento em uma conhecida rede de fast food, em Manaus, se referiu aos funcionários.
A cena foi logo divulgada e teve uma repercussão bastante negativa- creio para ambas as partes: ofensor e ofendido.
Também prezo pelo bom atendimento, porque também faço questão em atender, dar atenção merecida e devida ao cliente (e cliente aqui entenda no sentido lato, amplo, abrangente, ou seja, qualquer pessoa em qualquer segmento/contexto). Não é nada bom sermos mal atendidos, ainda mais quando estamos pagando.
Porém, minha opinião é que precisamos ter controle em determinadas situações, como esta do caso concreto. O que era tido como sua razão, acaba se dando o inverso.
Eu sou d(aqui): de comer jar(aqui), tomar taca(cá), tomar o açaí, comer pirão, com a caldeirada de tamb(aqui). E já comi muito tucumã. Temos muito a melhorar, é fato! Mas ofender as pessoas dessa forma incorre em pior erro do que o tal mal atendimento.
A ignorância acerca do povo indígena me indigna! Malgrado a vida invadida desses índios, estão ainda por aí a serem vítimas de preconceitos, por serem "diferentes". Na colonização, eram vistos como pagãos, insolentes e preguiçosos. Colonizadores queriam incutir-lhes, a qualquer custo, o padrão e a visão de mundo difundidos na Europa, como se fosse isso uma conduta universal. Infelizmente, o total desconhecimento do modo de vida desses nativos ainda persiste.
A"mocinha" do vídeo, "civilizada", parece que não absorveu as lições de berço e das escolas por onde passou.
Quem é mais civilizado: o cara pálida que destrói para construir e acumular riquezas, ou o "incivilizado", que apenas produz o necessário para a sua sobrevivência?
Coloquem-se lá, no lugar deles, e sejam aculturados por estranhos, sofram violências e sejam acometidos de doenças trazidas de um "mundo novo"(?!).
A "mocinha civilizada" só esqueceu de um detalhe: se ao chegarem ao Brasil, os europeus colonizadores, só encontraram índios habitando esta terra, somos todos portadores de genes dessa espécie, misturados com africanos, europeus, asiáticos. Uma completa miscigenação de cores, que resultou nessa bela e imensa riqueza cultural, da qual tenho imenso orgulho.
Uma última observação: coma um sanduíche caboclinho ...!
http://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/voces-so-sabem-comer-peixe-e-descascar-tucuma-bando-indios-filhos-da-p#.Uy9re6KCXFw
Mamãe Coruja
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