terça-feira, 22 de julho de 2014

Nunca entendi as guerras...

Olás...


Confesso que hoje, ao ler o noticiário, no intervalo destinado ao almoço, chorei ao me deparar com (mais) uma cena triste: imagens de crianças feridas nessa guerra absurda. Mais de 500 vítimas em conflito, sendo 121 crianças mortas, em Gaza. Eu disse: crianças. 

Ainda me choca a imagem que rodou o mundo, quando  bombas foram  lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, naquele 6 de agosto de 1945. Só em escrever, dói-me n´alma. 

Decorridos tantos anos, e nesse interstício de tempo, quantos já não morreram? E quantos  sequer tiveram alguma relação com a "ideologia"  de quem está guerreando?

Também penso nesses soldados, como devem retornar (se é que retornam) para seus lares!? Sabemos como retornam, após o estrago físico e mental que a Guerra, impiedosamente, lhes marca.

Nunca consegui entender os motivos! Nunca quero entendê-los. Jamais quero alguma justificativa plausível para tamanha atrocidade.


E, muitas vezes, não tem motivo algum. Nenhum. Por isso inventam motivos. 

Alguém sabe como começou a Segunda Guerra Mundial? Contam-nos, após muito tempo, que a Guerra começou com uma grande mentira, que formalmente marcou o início dos conflitos. Hitler mandou um comando se vestir de soldados poloneses e simulou uma agressão da Polônia a um posto de fronteira alemão. Então, aquele comando de soldados alemães vestidos de soldados poloneses invadiu a fronteira da Alemanha e transmitiu uma mensagem de rádio por esse mesmo posto. Retiraram uma pessoa de um campo de concentração - que já existia - e conseguiram "produzir"  um cadáver que teria sido assassinado pelos soldados poloneses (na verdade eram soldados alemães). Assim, tiveram o pretexto, com base numa grande mentira, para invadir o território vizinho da Polônia. Começa, assim, a  Guerra, com a invasão da Polônia (já há muito planejada pelo exército alemão). 


Lembrando desse episódio, li há algum tempo, um Livro que ganhei de uma professora durante o Curso de Comunicação Social - Jornalismo, cujo título é  "A Arte da Entrevista - Uma Antologia de 1823 aos Nossos Dias". Além de entrevistados ilustres, contém um time dos mais expressivos entrevistadores, trazendo grandes fatos históricos dos últimos séculos nas palavras de seus principais personagens.

Pois bem! Lembro-me perfeitamente, que ao chegar em casa, esfomeada que sou por leitura, fui logo percorrendo o sumário. Chamou-me à atenção ler, de imediato,  a entrevista de George Sylvester Viereck com Hitler. Não porque essa pessoa (?) traga-me algum prazer em ser citada, mas sim porque ainda hoje, procuro reforçar minha convicção de que a Humanidade estava diante de um predador tresloucado, com um poder de persuadir outras pessoas, com o mesmo intento: o mal! E reforçar, para sempre repassarmos esses fatos à História, de forma que aquelas atrocidades jamais aconteçam, é somente por isto que menciono o episódio, aqui. Sugiro, assim,  que assistam "Olhos Azuis" (Blue Eyes), documentário sobre preconceito e exclusão social.

George Sylvester Viereck, segundo o Livro, já havia entrevistado Adolf Hitler em 1923, quando ele ainda era um obscuro personagem da vida política europeia. Naquela oportunidade, Viereck anotou: "Este homem, se sobreviver, fará história, para o bem ou para o mal."

E o fim todos sabemos! Mas foi mesmo o fim?

A História das Guerras parece um círculo vicioso. Alguém lucra! A indústria bélica ganha horrores com essa carnificina. Quiçá essa mesma quantia fosse investida para curar as feridas produzidas por essas guerras. Mas não há paga para quem perde um filho, o marido, a esposa, a mãe, o pai... Famílias inteiras são extirpadas... e essa dor  é massacrante, dolorosa e interminável, e agravada pela dor da destruição de suas casas, escolas, hospitais, provocada por artefatos cada vez mais potentes na arte de MATAR e DESTRUIR.

Que modo absurdo é esse, que já não enxerga princípios, valores e sentimentos, e guerreia em nome de não sei quem,  para não sei o quê?

O que tenho feito, e sempre assim faço, é pedir a Deus que acolha aqueles que perdem o livre arbítrio, por imposição das guerras. Que afague e console aqueles que ficaram a lamentar, dia e noite, a perda dos seus queridos.

O que mais posso fazer? Só não quero entender, jamais,  os motivos das GUERRAS, tenham elas mentiras ou verdades.


Mamãe Coruja (triste)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Alívio! Enfim, ganhamos a (outra) COPA!

Olás...



Esta "COPA" tem uma importância imensa para o Estado do Amazonas: prorrogados, por mais 50 anos (20023-2073), os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM). Os políticos, finalmente, saíram da discussão provinciana e o Brasil entendeu  a importância da ZFM.

Pela votação expressiva em primeiro e segundos turnos (60 votos favoráveis, nenhum contrário e sem abstenções), observa-se que a classe política entendeu, enfim, a importância desse ato para o Brasil e, quiçá, para o Mundo (e mais adiante explicarei o porquê desta extensão mundial).

Cumprindo os acordos firmados entre o Governo e a oposição, os senadores também aprovaram o PLC 61/2014, que estende por mais dez anos (2019-2029) os benefícios da Lei 8.248/1991, a chamada Lei de Informática, assim como a vigência, até 2050, das Áreas de Livre Comércio (ALCs), instaladas desde os anos de 1990 nos Estados do Amazonas, Amapá, Rondônia e Roraima.

Na primeira semana de agosto próximo, a Emenda Constitucional 20/2014 (ZFM) deverá ser promulgada, em sessão no Congresso Nacional. As prorrogações da Lei de Informática e das Áreas de Livre Comércio ainda dependerão de sansão da presidente Dilma Rousseff.

Além da aprovação dos 50 anos da ZFM, ficou estabelecida a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de informática. Pelo texto, até 2024, valerá a redução de 80%. Em 2025 e 2026, a redução será de 75%; e, de 2027 a 2029, de 70%. A extinção do benefício está prevista para 2029, dez anos a mais que o prazo atual de vigência (2019). No caso dos bens e serviços de informática produzidos nas regiões da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), será mantida a redução de 95% do IPI até 2024. Em 2025 e em 2026, a redução passará a ser de 90%; e, de 2017 a 2029, de 85%.

O Estado do Amazonas, apesar de ser grandioso em extensão, também tem seus grandes gargalos. Distante dos grandes centros econômicos do País e extremamente carente de rodovias intermunicipais (o Estado tem 62 municípios), os rios têm sido o “caminho” natural, embora, anualmente, esse caminho seja interrompido, sobremaneira, por causa do período de seca.

Com a redução dos níveis das águas, o transporte regular de balsas em alguns rios da região é interrompido, dificultando o escoamento da produção agrícola e de cargas, por exemplo, interferindo significativamente na economia do Estado. O transporte fluvial desempenha um importante papel para o desenvolvimento sustentável da região, além de constituir um estímulo para atividades industriais, comerciais e turísticas.

O cenário, que para a maioria dos turistas em busca de emoção e aventura na região é tido como espetáculo da Natureza, para os que vivem (e sobrevivem) nesse peculiar espaço as dificuldades se apresentam todos os dias.

Sendo o Estado provido de um solo altamente fértil, água farta durante o ano todo, ainda assim produtores rurais e o agricultor enfrentam particularidades distintas do restante do território brasileiro. Apesar de sua grande extensão, nunca foi dada a devida importância à malha hidrográfica. O foco dos parcos investimentos sempre foi direcionado ao modal rodoviário. Foram construídas estradas e rodovias, como a Belém - Brasília (BR-010), Perimetral Norte (BR - 156), Cuiabá - Porto Velho (BR - 174), Transamazônica (BR - 230), entre outras, para servir de vetores da expansão da Amazônia. E aqui está o disparate: essa cobertura rodoviária é restrita, sendo que menos de 10% dos municípios do Amazonas têm acesso por estradas. Além disso, em sua maioria, as rodovias operam até hoje precariamente durante o período das chuvas e em função da falta de conservação. Outras, em  grandes trechos, como na Transamazônica, é impossível trafegar até mesmo montado em um lombo de um cavalo. 

Abro um parêntesis para enfatizar o estado precário dessas rodovias, vivenciado pelo ex-jogador David Beckhan. Recentemente, ele fez uma viagem de moto pela Floresta Amazônica. Pé na lama mesmo. A expedição virou documentário. Deu para terem uma ideia de como é sobreviver num lugar inóspito, distante de tudo e de todos (e consideremos que Beckhan tinha todo um aparato para ultrapassar essas dificuldades).

Retomando o assunto, foco desta matéria, com a prorrogação dos incentivos fiscais para a ZFM agora definidos, espera-se, do Governo do Estado e de todos os órgãos que o compõem, incluindo a sociedade, medidas que permitam estimular a implantação/manutenção de empresas do setor, o desenvolvimento ou produção de bens e serviços, investimentos em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação. Mas, muito mais, investimentos do governo federal na recuperação dessas rodovias, como uma forma de facilitar o escoamento da produção agrícola, hoje quase ineficaz por conta dessas adversidades.

Por meio da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 20/2014, e da forma como foi aprovada, vislumbra-se arriscar – e não seria de outra maneira – que houve um convencimento de todo o Brasil de que a Zona Franca de Manaus é o maior projeto ambiental com desenvolvimento econômico e social. A conservação da floresta, a importância da biodiversidade teve papel fundamental na aprovação e na construção desse acordo, daí sua importância também para o  mundo.

Aqui temos a maior reserva de água doce do mundo. A maior floresta do mundo. O Estado é rico em recursos naturais. Então, a preservação de todas essas fontes, sem o desmatamento/queimada da floresta, sem a poluição dos rios muito irá influenciar na qualidade de vida do Planeta.

Agora, é  hora de muito investimento em logística, em infraestrutura, na liberação da BR-319 (rodovia federal que liga as cidades de Manaus (AM)  a Porto Velho (RO), em capital intelectual, inovação intelectual, formação de mão de obra, laboratório, ciência e tecnologia porque não podemos confiar só em incentivo fiscal. Daqui pra frente, há que se pensar em produtos bons e baratos para garantirmos um mercado no Brasil e em crescentes mercados no exterior. Podemos copiar modelos que têm dado certo, porque a concorrência está à porta. 

Com essa "garantia", por mais 50 anos, recomeça o interesse de novos investimentos. Com as as fábricas operando e investindo em empregos no Estado, especialmente na capital (Manaus), nem se cogita a não permanência desse Pólo Industrial no Estado. As consequências seriam drásticas e danosas, até mesmo para o meio ambiente. Sem emprego e sem renda, haveria uma migração maciça dessa mão de obra para a área agrícola. Em consequência: mais queimadas e mais riscos ao chamado Pulmão do Mundo.

Por isso ratifico: Todos nós ganhamos com mais esta VITÓRIA.


Mamãe Coruja

quarta-feira, 16 de julho de 2014

“O que estou fazendo é ético?”

Olás...





Certamente (quase) todo mundo já se fez essa pergunta: “O que estou fazendo é ético?” Mas pouco se sabe das respostas, porque cada pessoa interpreta o conceito de ÉTICA à sua maneira, adequando-o ao seu melhor interesse. Mas não deveria ser assim!

Segundo Houaiss, “ética - substantivo feminino – parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.” E, ainda, por extensão do sentido, “conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade”.


Ética, portanto, está ligada à Moral, uma vez que esta é o “conjunto de valores, individuais ou coletivos, considerados universalmente como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens” (Houaiss). Na Ética, a característica é o caráter do indivíduo. É absoluta.  A Moral são os costumes, que passam a mudar conforme o passar do tempo; ou de lugar; ou de país; ou de etnias dentro de um país. A Moral, portanto, é relativa.


Transportando à ciência a pergunta “O que estou fazendo é ético?”, passamos a refletir sobre Ética na Pesquisa Científica. E, para abordar o assunto, necessário se faz um paralelo com as Normas Mertonianas (Merton, 1942), sendo: universalidade (universalism), compartilhamento (communism), desapego material (disinterestedness) e ceticismo sistemático (organized skepticism). Trata-se da adoção, pela comunidade científica, de uma ética reguladora. 

Entretanto, esse ethos científico reflete o cotidiano do pesquisador? Esse padrão de comportamento “perfeito” não contrasta com muitos aspectos da vida pessoal e social, tornando inviável a prática plena?


Por outro lado, o particularismo (influência das localizações geográficas das instituições científicas p. ex.), individualismo, tendenciosidade (força de opiniões dominantes, p. ex.), e dogmatismo, são opostos que levam o indivíduo a ter MÁ CONDUTA. 


Em se tratando, porém, do campo científico, o que leva o indivíduo a ter má conduta? Negligência e Desonestidade seriam as vertentes que desencadeiam esse tipo de comportamento? Se sim, como ocorrem? É de forma deliberada, como fabricação de dados, falsificação de dados, plágios, pirataria (biopirataria), o uso indevido dos recursos destinados à pesquisa,  e má representação (entre tantos outros exemplos)?


Por que o indivíduo pratica essas duas vertentes - negligência e desonestidade – ? Poder-se-ia elencar algumas respostas, mas é provável que  ambição e a necessidade em obter reconhecimento e privilégios sejam as mais apontadas. Vaidade pessoal, portanto.


Estaria o ethos mertoniano (Robert Merton)  morto e enterrado?

Apesar de ter sofrido inúmeras críticas, nas décadas de 60/70, de volta ao cenário, o ethos mertoniano tem sido incluído como tema nas discussões envolvendo vários segmentos da ciência, e muito se tem debatido sobre ética na ciência e responsabilidade social, especialmente por conta dos casos recentes, como do Dr. Hwang Woo-suk Hwang, ao utilizar dados falsos em sua alegação de clonagem humana; do Dr. Phil Jones, da Universidade de East Anglia, acusado de manipular dados sobre o clima; bem como da anulação da patente da empresa do setor de biotecnologia Myrriad Genetics, que havia pesquisado e patenteado a descrição e o isolamento de um gene ligado ao câncer.


A questão da ética poderia ser estendida, neste espaço, para muitos outros ângulos, da situação mais simples: ocupar a vaga de um idoso e/ou gestante no estacionamento de um shopping, por exemplo;  ou ficar de braços cruzados observando os desmandos do governo, por achar que não gosta de Política, e então que o resto se dane; ou, na ânsia do furo de reportagem, um jornalista põe em risco mais de 10 anos de pesquisa, porque obteve informações privilegiadas de determinada  instituição científica.

Na VI Cúpula dos Brics, realizada em Fortaleza (Ce), Brasil, dos 5 (cinco) países participantes – China, Rússia, Índia, África do Sul e Brasil – a exemplo do que aconteceu na COPA (perdendo o título e o trono), o Brasil não tem lucrado com (quase) nada. Um dos focos desses encontros vem sendo a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), cujo objetivo é o financiamento de projetos de infraestrutura em países emergentes. É o que dizem. É o que propõem. É o que ainda não se viu acontecer.


Ontem, ao ouvir no rádio, enquanto me dirigia ao trabalho, que nesse VI Encontro o Brasil – leia-se a Presidenta Dilma – negociou com Putin a exploração, pela Rússia, de petróleo e gás na Amazônia, confesso que fiquei preocupada, mais uma vez.


Já não bastasse a Petrobrás ter sofrido um “abate” nas últimas “negociações” – caso de Pasadena (EUA)– agora mais esta: entrada e saída, de forma deliberada e autorizada – para que novos estrangeiros mandem na Amazônia.

Assim, a coisa russa! 


E vem à tona a questão da Ética. Até que ponto isso é ético, na Política?


É dever de todos nós, como cidadãos, a preocupação com a ÉTICA (e em qualquer campo que se aplique), porque está em jogo nossa dignidade e a confiança que as pessoas têm em nossos atos. A Ética perpassa, basicamente, pelo RESPEITO AO SER HUMANO.



Referências




http://atlas.sct.embrapa.br/houaiss2009/cgi-bin/HouaissNet.exe

sexta-feira, 11 de julho de 2014

As (minhas) lições da COPA

Olás...

Veiculei no e-mail  institucional -  como eventualmente faço -, uma mensagem de final de semana, transcrita para  este espaço. Não  foi  preciso a COPA para isso. Mais de 2o anos em gestão de pessoas me ensinaram  muitas coisas, e continuo aprendendo outras. Corrigi muitos dos meus erros, e também colaborei para que outros erros, de outros,  fossem corrigidos. Outros mais, e bem melhor, evitados.

Eventos  paralelos àqueles que acontecem em nossas  vidas podem servir de exemplos- bons ou ruins -, dos quais  podemos absorver algum aprendizado.

Até o final da COPA, e  além  dela, por seus efeitos e reflexos, decerto  cada  um fará a sua prestação de  contas. Mas,  por enquanto, é   isso:

"Apesar de sabermos, mas para reforçar, ando extraindo algumas  lições dos últimos acontecimentos ligados à COPA, os quais - se bem apurados - podem servir de aprendizagem para os vários segmentos da vida ( social e profissional, inclusive).

1. O trabalho em equipe, com um só foco e objetivo, rende vitórias e resultados satisfatórios;
2. Nunca apostar em um só talento, porque se tiver uma equipe talentosa  qualquer  ausência será preenchida com o mesmo nível de qualidade;
3. Jamais subestimar o concorrente, achando que temos o melhor. Ele pode estar mais adiantado procurando conhecer nossas falhas;
4. Disciplina é o começo para o sucesso, porém não espere que a disciplina seja imposta a você, mas sim COBRE isso de você.

Etc.


Aproveitando, extraí do Livro A ARTE DA PRUDÊNCIA (Baltasar Gracian), dois ensinamentos. Mas, antes, deixo um pensamento meu, resultado de várias reflexões, recuos, concessões... e caminhar sempre em frente: " Tolo é aquele que não aproveitou o conhecimento e a experiência de sua vida para adquirir sabedoria".

"194. Ser realista quanto a si e quanto aos próprios interesses.

Ainda mais se está apenas começando a viver. Todos têm a si mesmos em alta conta, principalmente os que menos são. Cada um sonha com um grande destino e se imagina um prodígio. A esperança faz promessas mirabolantes, e a experiência falha em cumprir. Serve de tormento à imaginação vã a verdadeira realidade. Que a sensatez corrija semelhantes desacertos e, embora podendo desejar o melhor, esteja preparado para o pior, de modo a aceitar qualquer resultado com serenidade. É destreza mirar um pouco alto para ajustar o tiro, mas não tanto que seja desatino. Ao iniciar uma carreira, adapte suas expectativas. Onde falta a experiência, é frequente as presunções se revelarem falhas. A inteligência constitui uma panaceia para todas as tolices. Conheça cada um seu campo de ação e sua posição e ajuste sua imaginação à realidade."

(...)

225. Conhecer o principal defeito.

Ninguém vive sem ter um contrapeso da sua melhor qualidade, e se a inclinação o favorece, subjuga a pessoa como um tirano. Comece a combatê-lo prestando-lhe atenção, identificando-o. Dê, para esse defeito, a mesma atenção que lhe é dada por quem o observa. Para ser senhor de si, deve refletir sobre si mesmo. Vencida essa imperfeição, que é a maior de todas, as outras se acabarão. "
Bom Final de Semana!!!"


Mamãe Coruja

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ó PÁTRIA AMADA, SALVE!

Olás...


"BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE,
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE.
GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA,
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA,
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL, ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DO FILHO DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL
PÁTRIA AMADA, BRASIL!

(...)

MAS SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE,
TERRA ADORADA..." 

(Letra: Joaquim Osório Duque Estrada;Música: Francisco Manuel da Silva)






Mamãe Coruja

quinta-feira, 3 de julho de 2014

私はより多くの盗みたい...buááááá O CHORO DO DEPUTADO

Olás...


Essa ainda estou gargalhando até agora!!! O deputado japonês, Ryutaro Nonomura, se redimindo dos exorbitantes gastos com idas e vindas a um resort, tudo pago com recursos públicos. 

Vejam, no link abaixo, que o japa é dono de uma tremenda cara de pau. O choro não me convenceu. 

Se for como os políticos de cá,  depois vai abrir champagne, da marca Goût de Diamants, (comprada com dinheiro do povo japa) e vai chorar. Sim, irá chorar, mas de tanto rir do que foi capaz de fazer para continuar sugando o povo. 

Se o jogador Suárez deu a famosa mordida no ombro do italiano, esse Nonomura anda mamando muito nas tetas de alguém. E, como diz o dito: "quem não chora, não mama!".

Se a moda pega, por estas plagas - com muitas pragas -, basta convocarem os políticos para se arrependerem dos pecados. Com a falta d´água que está em São Paulo,  é bem capaz que as lágrimas consigam suprir essa carência, porque já não será somente um a chorar...buáááááááá.

Eu  tentei traduzir o que o japa dizia, mas me fartei de rir com o choro. Mesmo assim consegui traduzir, à minha maneira, claro:

Eu quero roubar mais. Buáááááá- Tradução私はより多くの盗みたい...buáááááá
Não quero perder essa boquinhaBuáááááá - Tradução:  この口を欠場したくない - buááááááá
Sabem de nada, inocentes!!!  - buáááááá - Tradução: 罪のない何も知らない Buáááááá
Eu não queria desviar dinheiro. O dinheiro é que se desviou a mim,  Buuuuuuááááá  - Tradução:私はお金を流用したくなか私をそらされるお金
A culpa é do PT, do Brasil -  Tradução: したくなかったPT、ブラジルのせいbuáááááá


http://www.noticiasaominuto.com/mundo/243346/deputado-chora-e-grita-por-ter-desviado-fundos

Sinceramente... nada mais a declarar.

Mamãe Coruja

terça-feira, 1 de julho de 2014

Como Seria a Minha Seleção!?

Olás...


Esta Copa tem tido suas  peculiaridades, desde o início, principalmente  porque um grande número de brasileiros não acreditava que seria realizada, diante dos cenários de manifestações e greves em quase todo o País. A imprensa internacional também teve uma parcela de culpa em fomentar e alardear que esta Copa seria uma "tragédia nacional".

Calor, futebol na selva, índios, onças, falta de infraestrutura etc, tudo culminava para a imagem do Brasil estar em xeque, dentro e fora do País Tropical.
Entretanto, contrariando pessimistas, e, aos trancos e barrancos... saiu! Venceu o "jeitinho brasileiro".

As seleções foram chegando. Milhares de torcedores/turistas também. Mudança na rotina. Trânsito alterado. Segurança fortificada. Diversidade de línguas, de  pele, culturas diferentes, estilos curiosos e estranhos... e gestos substituam as palavras. Havia comunicação.

Acontecia o maior fenômeno de um evento como esse: a junção de povos com um só espírito: o futebol!

Em particular, um fato também tem chamado minha atenção: o nome dos jogadores (dos que jogam nesta Copa). Bizarrices à parte, para os brasileiros, alguns desses nomes são, no mínimo, estranhos, mas engraçados (na forma aportuguesada). Mas os nomes e sobrenomes dos jogadores, como da Grécia, pela imensidão de "consoantes", também são curiosos e de difícil pronúncia. De tudo há,  mas estes - em especial - nos mais recentes jogos, selecionei:

CUbero, da Costa Rica -  imaginem se o apelido for somente CU!?;
Cuadrado, da Colômbia - combina bem com a nova dança do momento "quadradinho de oito" - dizem até que foi o "pivô" da separação de um casal famoso, no Brasil. Abafa!);
Gekas, da Grécia - pronúncia que nos lembra personagem Jeca Tatu, filme de comédia brasileiro (1958), com Mazzaropi, baseado no personagem de Jeca Tatu, de Monteiro Lobato);
Karago, da Grécia -  carago, meu... que nome!;
Cholevas, da Croácia - só levas, não trazes!;
Sókratis, da Grécia - até aí nada de anormal: tivemos o Sócrates do Brasil (jogador e médico). Também tem o Sócrates, de Portugal (mas nem sei se os portugueses querem lembrar desse!).

Outros nomes fizeram "histórias" em campeonatos mundo afora, e mal se pode acreditar, que alguém teria coragem de registrar o/a filho/a com um nome desse (no significado do Português do Brasil):

Ana Buceta - seleção feminina espanhola (disputou o Mundial de 2010 e Campeonato Europeu, 2011);
Boa Morte - seleção de Portugal (Copa de 2006);
Caraglio - Rangers de Talca;
Carlos Paredes - Olímpia, do Paraguai;
Fedor Cherenkov - da União Soviética (Olimpíada de 1980);
Franco Foda - da Alemanha Ocidental (1970);
Gerardo Torrado - seleção mexicana;
Javi Varas - do Sevilla;
Joselito Vaca - da Bolívia
José Porras  - da Costa Rica (Copa de 2006);
Krisztián Vermes - húngaro (sem chance de COPAS!);
Merda - da Cracóvia
Shota Arveladze - seleção da Geórgia;
Tó Mané - Vitória de Guimarães
Verónica Boquete - seleção feminina espanhola.

Pensei, então, se eu fosse técnica de futebol, convocaria a "minha" seleção e a posição de cada jogador. Como ficaria? Ah, seria perfeita!

1. Goleiro - Paredes (não vai passar nenhum gol);
2. Defesa (Zagueiro) - Merda (se fizer merda ninguém vai chegar perto para atacar);
    Reserva: Fedor - é o que irá resultar se sair Merda;
3. Defesa (Lateral direito) - Boquete- saberá segurar o ataque;
4. Defesa (Lateral esquerdo) - Shota - precisa dizer mais?;
5. Meio de campo (Volante) - Buceta e Varas - ligação entre a defesa e o ataque acaba em Foda;
6. Meia de ligação - Porras -liga mesmo.
7. Meia-atacante- Vaca se estiver acometido da doença da Vaca Louca irá atacar com mais entusiasmo;
8. Líbero - CUbero - joga sempre atrás da linha dos centrais.

9. Bola --------------------->>>Karago (bola reserva o Caraglio);
10. Técnica - TÔ MANÉ!

Se a "minha" seleção ficar emocionalmente abalada, após cobrança de pênaltis, chamarei o psicólogo Sókratis, para "pensar" - com os jogadores - uma estratégia para deixá-los mais animados, como a dança do Cuadrado.

Se tudo isso resultar em vitórias.....Cholevas alegrias!

Se resultar em derrota.... Vermes! (porque torcedor brasileiro é assim: canta, fica alegre, mas adora vaiar quando perde. Vaia até para a presidente Dilma  na abertura da Copa. Vaia durante o Hino do outro país, qualquer desculpa para vaiar).

Nesse aspecto, a minha vaia para quem assim se comporta!!! Buuuuuuuuuuuu! 

Política x Copa: "uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa".

Copa irá acabar. Dia 13 próximo. Fizeram tanto terror com o clima deste País, mas ninguém sairá Torrado do Brasil. Ao contrário! Gostaram tanto que estão preferindo as prorrogações e pênaltis, só mesmo para sentirem ainda mais o calor humano desse povo que soube ser solidário, mesmo com os seus defeitos. 

Mas qual Nação também não os tem???


Chama a Mamãe