Confesso que hoje, ao ler o noticiário, no intervalo destinado ao almoço, chorei ao me deparar com (mais) uma cena triste: imagens de crianças feridas nessa guerra absurda. Mais de 500 vítimas em conflito, sendo 121 crianças mortas, em Gaza. Eu disse: crianças.
Ainda me choca a imagem que rodou o mundo, quando bombas foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, naquele 6 de agosto de 1945. Só em escrever, dói-me n´alma.
Decorridos tantos anos, e nesse interstício de tempo, quantos já não morreram? E quantos sequer tiveram alguma relação com a "ideologia" de quem está guerreando?
Também penso nesses soldados, como devem retornar (se é que retornam) para seus lares!? Sabemos como retornam, após o estrago físico e mental que a Guerra, impiedosamente, lhes marca.
Nunca consegui entender os motivos! Nunca quero entendê-los. Jamais quero alguma justificativa plausível para tamanha atrocidade.
E, muitas vezes, não tem motivo algum. Nenhum. Por isso inventam motivos.
Alguém sabe como começou a Segunda Guerra Mundial? Contam-nos, após muito tempo, que a Guerra começou com uma grande mentira, que formalmente marcou o início dos conflitos. Hitler mandou um comando se vestir de soldados poloneses e simulou uma agressão da Polônia a um posto de fronteira alemão. Então, aquele comando de soldados alemães vestidos de soldados poloneses invadiu a fronteira da Alemanha e transmitiu uma mensagem de rádio por esse mesmo posto. Retiraram uma pessoa de um campo de concentração - que já existia - e conseguiram "produzir" um cadáver que teria sido assassinado pelos soldados poloneses (na verdade eram soldados alemães). Assim, tiveram o pretexto, com base numa grande mentira, para invadir o território vizinho da Polônia. Começa, assim, a Guerra, com a invasão da Polônia (já há muito planejada pelo exército alemão).
Lembrando desse episódio, li há algum tempo, um Livro que ganhei de uma professora durante o Curso de Comunicação Social - Jornalismo, cujo título é "A Arte da Entrevista - Uma Antologia de 1823 aos Nossos Dias". Além de entrevistados ilustres, contém um time dos mais expressivos entrevistadores, trazendo grandes fatos históricos dos últimos séculos nas palavras de seus principais personagens.
Pois bem! Lembro-me perfeitamente, que ao chegar em casa, esfomeada que sou por leitura, fui logo percorrendo o sumário. Chamou-me à atenção ler, de imediato, a entrevista de George Sylvester Viereck com Hitler. Não porque essa pessoa (?) traga-me algum prazer em ser citada, mas sim porque ainda hoje, procuro reforçar minha convicção de que a Humanidade estava diante de um predador tresloucado, com um poder de persuadir outras pessoas, com o mesmo intento: o mal! E reforçar, para sempre repassarmos esses fatos à História, de forma que aquelas atrocidades jamais aconteçam, é somente por isto que menciono o episódio, aqui. Sugiro, assim, que assistam "Olhos Azuis" (Blue Eyes), documentário sobre preconceito e exclusão social.
George Sylvester Viereck, segundo o Livro, já havia entrevistado Adolf Hitler em 1923, quando ele ainda era um obscuro personagem da vida política europeia. Naquela oportunidade, Viereck anotou: "Este homem, se sobreviver, fará história, para o bem ou para o mal."
E o fim todos sabemos! Mas foi mesmo o fim?
A História das Guerras parece um círculo vicioso. Alguém lucra! A indústria bélica ganha horrores com essa carnificina. Quiçá essa mesma quantia fosse investida para curar as feridas produzidas por essas guerras. Mas não há paga para quem perde um filho, o marido, a esposa, a mãe, o pai... Famílias inteiras são extirpadas... e essa dor é massacrante, dolorosa e interminável, e agravada pela dor da destruição de suas casas, escolas, hospitais, provocada por artefatos cada vez mais potentes na arte de MATAR e DESTRUIR.
Que modo absurdo é esse, que já não enxerga princípios, valores e sentimentos, e guerreia em nome de não sei quem, para não sei o quê?
O que tenho feito, e sempre assim faço, é pedir a Deus que acolha aqueles que perdem o livre arbítrio, por imposição das guerras. Que afague e console aqueles que ficaram a lamentar, dia e noite, a perda dos seus queridos.
O que mais posso fazer? Só não quero entender, jamais, os motivos das GUERRAS, tenham elas mentiras ou verdades.
Mamãe Coruja (triste)
