terça-feira, 4 de novembro de 2014

A índia suspensa

Olás...

Domingo passado... caí na "gandaia", desde cedo. Visitei a Feira de Artesanato, na Avenida Eduardo Ribeiro.

A Feira tem de tudo. Tuuudooo  mesmo! No link abaixo temos uma ideia do que é esse evento, aos domingos:

 https://www.google.com.br/search?q=Feira+de+Artesanato+-+Av.+Eduardo+Ribeiro&client=firefox-a&hs=vVO&rls=org.mozilla:pt-BR:official&channel=sb&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=vM1XVNr_IfGTsQSP9YC4BQ&ved=0CAkQ_AUoAg&biw=1440&bih=740 

A novidade, ontem, pelo menos para mim, foi a "índia suspensa". Quem passava, se intrigava em saber onde a índia estava "sentada".



Deste ângulo, não se via nada que pudesse afirmar que ela estava sobre algum assento.



Neste ângulo, percebe-se que há uma engenhoca que fica interno, no pau de bambu.     




Importante foi que esta índia nos lembrou do período em que portugueses "descobriram" o Brasil. Não fosse a vestimenta, porque os índios naquela época andavam nus, é a índia típica do período da "colonização" (ou escravidão, como prefiro conceituar).


Mamãe Coruja

domingo, 2 de novembro de 2014

Hoje, não! Só quero encher o saco...

Olás...


Acordei mais cedo, neste domingo, do que pretendia. Abri as janelas - detesto sentir-me trancada - para entrar os raios do sol que já estavam brilhantes, bem cedo. Pensei: "hoje o sol vai ser de lascar!".
Abri a janela que dá para o quintal...um dos cenários que mais gosto, deste ângulo. Porque através dele vejo o céu azul, poucas nuvens brancas, como algodão, pinceladas no Céu.

Tomei um delicioso café e me dei ao luxo de hoje não querer saber de nada que me pressione. Então pensei: "Já que não estou fazendo nada,vou fazer nada  lá pelos  blogs dos tugas". Deixei umas coisinhas impróprias escritas em um; tentei fingir uma seriedade  em outro, porque lá a coisa é mais séria e não se pode ultrapassar a liberdade, afinal, minha liberdade vai até onde está e começa o direito do outro.

Escrevendo aqui ouço o cantar de um bando de pássaros, todos lá no meu quintal. Estou pensando: "Caramba, que lindo e espetacular esse som!".

A  filhota acordou, com cara de "quero ficar manhosando até mais tarde". Eu sei bem esse jeito de falar e de se espreguiçar. Minha menina linda!

Mas nos prometemos hoje sair, sair sem algum rumo. Visitar  algumas reconstruções feitas em Manaus. Sou tão do mato, que raro vou ao centro de Manaus. Mas aos domingos gosto de passear. Gosto das feiras. As pessoas parecem mais descontraídas, livres.  Por causa do clima saem com roupas bem leves... Sempre comento: "Deveríamos andar como os índios - em algumas tribos: nus!"

Ficaria mais tempo sem fazer nada, ou enchendo o saco e a paciência de uns tugas maneiros (legais, bem humorados), nos blogs, mas até ficar sem fazer nada... cansa.

Vou dar umas  "pedaladas"  por aí. Emendar por algum restaurante que tenha gente alegre por lá.
Aliás, domingo passado estivemos em um. Um garçom, que nos atendeu, numa  palavra que falou percebemos o "sotaque"  diferente.
Bingo! Perguntei-lhe: "És de qual lugar?"
E ele, com aquele "sotaque"  peculiar: "Sou português, da cidade do Porto".
Pronto, quase monopolizo o garçom só para a nossa mesa.  Mas fiquei com receio do rapaz - lindo, por sinal, bem charmoso -, perder o emprego  por minha causa.

Vou à luta! Porque não há nada melhor do que lutar sem mover nenhuma arma que fira. Vou acompanhada de bom humor, disposição... e não querendo fazer nada que me pressione.

Hoje,  não!


Mamãe Coruja... (e os pássaros continuam cantando... posso querer algo mais do que isso, agora?)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ausências...

Olás...

Há pouco você chegou. O voo foi mais curto, desta vez.
Mas, mais curta é a sua estada. Amanhã já se vai.
Agora, é esperar, com ansiedade,  o próximo voo.
Interessante o que a distância nos faz.
A distância também aproxima.Não é de todo ruim.
A presença da ausência pode até nos fortalecer,
Ainda mais.

A ausência de alguém, vivo, porém, difere de outras ausências.
Como da ausência definitiva.
Hoje, de novo, vi aquele homem chorar.
Fui abraçá-lo. Confortá-lo. O que dizer-lhe?
Em menos de dois anos perdera três filhos.
O último, ainda nem se faz um mês.
Hoje, entre lágrimas,  eu o ouvi dizendo:
"Eram quatro filhos. Só um me resta".
E eu ali, abraçando-o, sem nada dizer.
Retirei o lenço de papel de meu bolso...
E lhe dei, para enxugar aquelas lágrimas.
Caiam mais.

A Lei Natural da Vida, dizem,
É que os filhos enterrem os  seus pais.
Não o inverso. Não desse jeito.
Não da maneira como aconteceu.
Aquele homem sente as ausências.
Aquelas que doem mais.
A presença na mente, de saber-se ausente,
Pessoas queridas...
Não as veremos.
Nunca mais.

Esta sua presença será mais curta. Amanhã já irás.
Sei que é uma ausência temporária...
Ausência de corpos  convivendo, rindo... alegres.
Mas basta pegar um celular, e já comigo "estarás".
Prefiro essa ausência (porque te vejo, te ouço... sabemos de nó),
Àquelas ausências doloridas...
Daquele pai.




Mamãe Coruja



domingo, 26 de outubro de 2014

Vamos às urnas!

Olás...


Mais uma vez brasileiros irão às urnas. Votação dupla, hoje.

Candidatos à presidência do País  e governadores dos estados - que não venceram logo no primeiro turno - estarão na berlinda, logo mais.

Enfim, tudo anda mal. Mas tem um ditado que acredito muito e sempre repito em momentos assim: "Nada é tão ruim que dure para sempre".

Só sei que quem tem o osso está difícil de  largar. E outros, querem muito o osso. Uma briga de cachorros, na grande concepção da palavra.

Vamos lá!



Mamãe Coruja

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

345 anos. Parabéns, Manaus!

Olás...



Parabéns pra Manaus, nesta data querida, muito e muito progresso, muitos anos de vida!

Dia 24/outubro é o aniversário de Manaus. São 345 anos de pura magia de uma cidade localizada em meio a maior Floresta Tropical do Mundo.

Manaus tem de tudo. Tem calor, abundância de água, vasta vegetação. Tem povos e culturas de todos os lugares. De todos,  mesmo! Tem um linguajar especial, criado ao jeito caboclo, ao jeito do ribeirinho, das muitas misturas de tribos, até de outros continentes,  que por Manaus demonstraram a opção de viverem.

Manaus tem o Teatro Amazonas, a Arena da Amazônia, o Mercado Adholpo Lisboa. Manaus é banhada pelo Rio Negro, que lá adiante se encontra – mas não se mistura - com o Rio Amazonas. Manaus tem matrinxã, tambaqui, pirarucu, tucupi, tacacá, tucumã e buriti. Tem tapioquinha, biju, pé de moleque, farinha de mandioca, macaxeira, tem morena faceira, cunha poranga e curumin.

Manaus abraça portugueses, alemães, franceses. Tudo forma uma só tribo. Manaus tem placa de propaganda com erros de Português, e tem vocabulário “amazonês”. “Tu é leso, é?”, “Te mete!”, “É mêrmu...”. Manaus todos são “mana, manos e maninhas”. Um laço só. 

Manaus tem político honesto, desonesto, tem eleição, santinhos no chão. Manaus dança em asfalto quente, faz manifestação e protesto, e as barracas com guloseimas nas calçadas, estão. 

Manaus tem enchentes. Tem Praia da Ponta Negra, cachoeiras, igarapés, fontes de águas secadas pela poluição.

Manaus tem shopping´s; tem barzinhos, padarias chiques e cafés tão gostosos, que toma-se café como água, mesmo no calor de 40º.

Tem o Largo São Sebastião. Igrejas e escolas rurais. Árvores centenárias em abundância. Instituições de pesquisa de relevância. Manaus é pesquisada e tem a pesquisa em sua raiz.

Manaus tem muito mais!

Manaus tem mais de 3 séculos de vida. Manaus, cidade querida... Manaus!

Conheça Manaus!

https://www.google.com.br/search?q=Nomes+da+cidade+de+manaus&client=firefox-a&hs=B04&rls=org.mozilla:pt-BR:official&channel=sb&tbm=isch&imgil=mKny3w7sfDgZoM%253A%253BYtVypuBS-S4IDM%253Bhttp%25253A%25252F%25252Fpt.wikipedia.org%25252Fwiki%25252FGeografia_de_Manaus&source=iu&pf=m&fir=mKny3w7sfDgZoM%253A%252CYtVypuBS-S4IDM%252C_&usg=__5zvXDlH9HcWPDKxdcR_EAX-HMnU%3D&biw=1440&bih=740&ved=0CGEQyjc&ei=VlNJVOTVCYm6ggSx6YK4BQ#facrc=_&imgdii=_&imgrc=mKny3w7sfDgZoM%253A%3Bb9gZ75hkLHnDKM%3Bhttp%253A%252F%252Fupload.wikimedia.org%252Fwikipedia%252Fcommons%252F3%252F39


Mamãe Coruja

domingo, 19 de outubro de 2014

Aquela casa vazia...

Olás...

Da janela, agora, vejo a água da chuva caindo.
O tilintar dos pingos nas telhas,
As folhagens das árvores dançam ao som do cair da água.

Olho, e vejo uma árvore caída,  sendo lavada pela chuva.
Era  uma das árvores plantadas ao entorno daquela casa...
A casa  de uma vizinha. Daqui a vejo, bem à frente de meus olhos.

A árvore não caiu com a chuva que agora cai, da qual escuto o som batendo no asfalto.
A árvore já está caída há mais dias, desde a penúltima chuva, que veio acompanhada de ventos fortes,
E era madrugada.
Está  ali. Todos os dias, ao abrir a janela de um dos meus quartos, vejo a árvore caída.
Todos por ela passam, mas parece que ninguém a percebe. A árvore caída já perde o seu verde.

Vi aquela árvore sendo plantada, anos atrás. Eu a vi crescer. Amadurecer. Ser podada várias vezes.
Também vi aquela casa cheia de gente alegre, crianças brincando na rua.
E a árvore ali, também crescendo e vivendo com aquela família.

Agora, ao  admirar da minha janela a chuva que cai e ameniza o calor,
Percebo que a árvore só refletiu o que se passava com aquela família.
Um dos filhos foi o primeiro a seguir outros rumos. Logo,o outro seguiu outros, também.
Apenas ficaram o casal e aquela  menina,  nem adolescente era, quando a árvore ali chegou.

O pai se foi.  Apaixonou-se e foi viver nova vida. Ele nunca mais veio ver a árvore que plantara.
Elas ficaram, sozinhas, mãe, filha... e a árvore.
Mas há alguns meses, da minha janela, percebo que na casa já não há  mais ninguém.
O mato substituiu a família. Tomou conta da ausência de vida humana.

Agora, da  minha janela, enquanto vejo a chuva parar de cair,
Dou-me  conta que a árvore  morreu de saudades.
Sinto tanto! Daqui consigo ouvir o seu gemer:
"Por que me deram vida, se todos foram embora, sem sequer me sararem as feridas?"

A  chuva parou. Tomada estou de muita emoção,  porque percebo que as famílias se rompem,
Deixam para  trás histórias de adultos; histórias infantis.
Por  onde anda essa gente?  E essa  árvore,  por que ninguém a afaga?
Só eu a vejo daqui. Crianças passam por ela, vindas da escola. Gritam, riem.
Mas nada sabem da história daquela casa, da árvore.

Só eu percebo tudo isso daqui.
O carro coletor de  lixo  também passa por ela.Tenho receio que a levem.
Espero que alguém da "família da árvore"  apareça por ali.
E se  lembre o quanto aquela árvore foi importante em suas vidas.

Vou continuar a abrir a janela do meu quarto.
Vou olhar da janela a chuva cair.
Alguma raiz daquela  árvore irá viver.
E contarei, aqui,outra história.
De famílias que se separam, mas permanece o bem-querer.


Obs- História real- liguei o PC enquanto chovia... e a árvore está ali. Daqui a vejo, como também a casa vazia.

Mamãe Coruja

domingo, 12 de outubro de 2014

Brincadeira de criança

Olás...

Depois de passar minha infância no interior, cheguei à cidade "grande" para passar a adolescência e todo o resto da minha vida, pelo que se vislumbra.

Nem sabíamos da existência do  Dia da Criança, porque todos os dias eram dias nossos. O interesse comercial na venda de brinquedos nem existia, até porque não havia brinquedo a ser vendido.

Nossas bonecas eram "fabricadas" por nós, as bolas para jogar futebol debaixo de chuva também eram fabricação da "turma", feitas com o leite da seringueira (até hoje sei como fazer esse processo). Os meninos, com seus carrinhos e trens,  todos feitos com latas vazias de leite; e barquinhos feitos de papel. 

Nossos papagaios (não conhecíamos a expressão pipa) eram confeccionados por nós, mas sequer chegavam aos pés das pipas modernas. Se elas ultrapassassem a cumieira (ou cumeeira) de nossas casas já era motivo de orgulho e gritaria de alegria. Não usávamos cerol, nem tínhamos noção disso. Graças a Deus éramos completos ignorantes a respeito. O cerol, atualmente utilizado nas linhas das pipas, já ocasionaram a morte de muitas pessoas e mutilaram outras tantas.  Uma brincadeira de muito mau gosto.

Joguei pião, mas até hoje não consigo fazer com que rodopie por tanto tempo. Dias desses tentei, mas é carma: não consegui!

Mas jogar com bolinhas de gude, sim, aprendi. E ainda tenho enorme atração por essas bolinhas de vidro. Hoje elas me acompanham para enfeitar meus vasos de flores.  Mas no fundo mesmo, é para sempre me lembrarem que quando eu quiser brincar... só retirá-las do vaso e tentar reviver a infância. 

Hoje é comemorado, no Brasil, o Dia da Criança. 

Esse dia foi criado (1920) antes de ser comemorado no restante do mundo (20/11/1959 a UNICEF oficializou a Declaração Universal dos Direitos da Criança, desde então essa data passou a ser comemorada na maioria dos países do mundo).

Nas semanas que antecedem este dia a propaganda é focada para um público, bastante exigente, que já não se contenta com os tais brinquedos acima descritos. Hoje, se uma criança abrir esse tipo de presente, a reação será jogar na cara de quem teve o "infeliz" gosto em presenteá-la. Mas os pais também já não dispõem de tempo - é o que eles dizem - para "fabricar" presentes para seus filhos. 

As lojas estão abarrotadas de "heróis  esquisitos", vindos de outros planetas. Àquela época, se calhasse algum de nós receber um presente desses, sairia correndo com medo daquelas caras estranhas.

                                                       Hoje é o Dia da Criança

E, nos outros dias, como os pais estão deixando seus filhos? Madrasta que matam; pais que machucam; padrastos que maltratam e ainda tiram foto da criança e exibem no celular. O que nossas crianças estão vendo nos celulares de última geração, presentes dos pais no Dia da Criança? Quantas crianças ainda continuam sem educação?  Quantas ainda esperam pelo lanche da escola, porque em casa nada têm para se alimentarem, e essa merenda não vem, porque é desviada para outros interesses? Quantas crianças não têm dia algum para comemorar, porque já nascem e são jogadas nos esgotos?  Quantas  crianças... quantas?

No fundo,  tudo é comércio. Tudo gira em torno de interesse financeiro, ou político. 

Se em 1920, algum brasileiro teve a ideia de criar esse Dia - e devo duvidar do objetivo, porque essa ideia veio de um político, deputado federal Galdino do Valle Filho - , foi somente no período de 1955 a 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela, em parceria com a Johnson &  Johnson, lançou a Semana do Bebê Robusto, é que passou a ser comemorado o Dia da Criança a cada 12 de Outubro.

Como se vê, interesse comercial por detrás de tudo isso, porque ambas as fábricas criaram a Semana do Bebê Robusto, com a intenção de aumentar a venda de brinquedos nessa semana.

Nada contra, mas queria tanto que nossas crianças fossem mais felizes e não somente uma felicidade efêmera, do tamanho do tempo que vai durar aquele brinquedo comprado na loja.


Mamãe Coruja