domingo, 28 de dezembro de 2014

Praia da minha infância

Olás...

Esses dias fiquei extasiada em ter recebido, de uma turma muito boa - irmão e sobrinhos - imagens de uma das praias palco da minha infância: Praia do Pindobal. 

De imediato, um filme veio-me à cabeça, porque foram tantas idas àquele lugar, tantos piqueniques realizados naquelas areias alvas e finas, que o vento as levava para longe, fazendo dunas em outros lugares, e nós percorríamos essas dunas,  descalços naquelas areias que rangiam sob nossos pés. Os  lagos que se formavam eram de encher os olhos. Maravilha. 

Pindobal é uma excelente opção de descanso e lazer. Sempre foi assim, ms somente hoje, distante desse local paradisíaco, é que percebo o valor que ele teve em nossas vidas, àquela época.

Mas fiquei mais maravilhada em saber que o "nosso lugar" permanece quase intacto, as mesmas paisagens, tudo do jeito que a Natureza quer. A mesma calmaria, o mesmo silêncio permanecem. As águas límpidas do Rio Tapajós, que mais parecem um mar na Amazônia Verde. Um rio tão grande, cuja margem nossos olhos não alcançam, do outro lado.

As imagens foram chegando, e fui prometendo a mim que voltarei lá em breve. Eu devo isto a mim!

A Praia do Pindobal fica localizada no município de Belterra (cujo nome original é Bela Terra), distante somente 50 km distante de Santarém, no Pará.

Se o ocaso, nesta praia maravilhosa, por acaso fosse presenciado por seus privilegiados olhos, certamente você diria: Uau! Que acontecimento espetacular!

Em menos de 3 minutos, no vídeo abaixo, você vislumbrará um dos melhores espetáculos da Terra: você verá o sol se pôr, apenas tendo por companhia... a Natureza.

Obrigada, Rodrigo, pelo vídeo. E hoje, nesta data especial do seu aniversário, este post é em sua homenagem. Votos de muito sucesso, saúde, paz... e sempre se firme em um Ser Poderoso, que nos permitiu a isso tudo presenciar.

Entardecer na Praia do Pindobal
(Vídeo feito por Rodrigo Siqueira)

Mamãe Coruja


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Pedra Bruta

Olás...

Era somente admiração,
Que julgava jamais ultrapassar.
Agora, te beijo enlouquecida
Desejo de sentir o teu cheiro,
De também te abraçar.

Ainda és pedra bruta:
Altivo, formal, difícil alcançar.
Quis muitas vezes a fuga
Receios...
Que não pudesses me amar.

Com medo da pedra ferir-me
Quis afastar-me de ti
Mas...
Como resistir ao gozo a exalar?
Fui ficando, afinal,
Pedras brutas se podem lapidar.

Sou prova de que o amor pode tudo.
Pode até te transformar.
Ontem, não sabias 
Ou não querias...
Dizer  "eu te amo"
Hoje, repetes-me sem parar.

O que eu quero mesmo da vida
É esta vontade de amar,
Seja você, ou outro...
Será o que meu coração  mandar.
Só não quero (e não espero)
Em pedra bruta voltar a te encontrar.

Mamãe Coruja




terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Não olhe para o lado O problema também é seu.

Olás...


Daqui a pouco tempo, haverá algum canto em nosso planeta que estará a salvo  das conseqüências do aquecimento global? Eu não saberia responder a esta pergunta sem   as análises  dos especialistas.

Mas mesmo eles – ou boa parte deles – estão prevendo que as mudanças climáticas já estão batendo à nossa porta: já sentimos que está mais quente, que os animais migram (ou desaparecem), oceanos estão subindo e as catástrofes têm sido recorrentes.

Neste cenário, há uma linha tênue entre o que seria essa transformação natural e aquelas causadas pelo Homem. Se paramos para analisar essas mudanças, resta-nos pouco provável que a Mãe Natureza, sozinha, causaria tantos estragos.  As atividades industriais têm parcela de culpa. A destruição das florestas, pela busca do agronegócio maior parcela, ainda. Esta, na minha opinião, é mais danosa ao Planeta. 

O Homem ainda consegue inventar, para si,  mecanismos de proteção – eficazes não sei até quando. Mas o desaparecimento de várias espécies (animais irracionais(?) e vegetação)  jamais será recomposta, e eles não têm outra alternativa a não ser...desaparecer.

Os animais são retirados de sua rotina, devido às mudanças climáticas. Prova disso é o ocorrido há pouco tempo, na Rua Efigênio Sales, em Manaus. O local, onde foi construído um condomínio de luxo, era de vegetação densa. Foi totalmente substituído pelo concreto armado. 
Periquitos nas palmeiras - Rua Efigênio Sales.

Acuados em seu habitat, eles invadem as cidades.

Essa rotina não escolhe lugar para ser alterada. Sou fascinada por borboletas. São soltas, coloridas, voam caladas. Li, certa vez, que a borboleta Heodes tityrus, que vivia em Barcelona há algumas décadas, agora só pode ser encontrada em uma região 100 quilômetros ao norte. 
Para quem não sabe, quando elas desaparecem de um trecho qualquer da mata, é sinal de que alguma coisa muito grave está acontecendo com aquele ecossistema. 
Mas o homem ainda não aprendeu a ouvir esses alarmes.
Aqui no Brasil, já falta pouco para que tenhamos a nossa primeira borboleta extinta pela ação desenfreada dos predadores humanos do meio ambiente. Ela se chama Parides ascanius, e sempre habitou uma faixa estreita e curta do litoral do Rio de Janeiro, justamente a área do litoral brasileiro que mais vem sofrendo os efeitos da voracidade imobiliária que abocanha praia após praia. De asas negras, listradas de branco e grená, essa borboleta é habitante dos mangues e das matas litorâneas. Suas larvas alimentam-se com as folhas de uma trepadeira silvestre, a Aristalochia macroura, uma planta rara e venenosa.
Até o Homem tem ido para outros cantos em busca de melhores condições de vida. A questão é que ele destrói aquele espaço em que viveu e vai à procura de outro.
Dizem os entendidos, também, que o Mundo, desde que é Mundo... viveu todas essas situações... e resistiu.
Resistiram todos? 

Mamãe Coruja

domingo, 21 de dezembro de 2014

Uma filha de muita fibra

Olás...

Quando o esforço, carisma, competência, simpatia e, principalmente, HONESTIDADE, formam o caráter de uma pessoa, mesmo com as barreiras e as dificuldades do caminho, ela terá sucesso.

Assim é que descrevo essa guerreira, Láuria Mariúcha, um dos amores da minha vida.

Na edição de dezembro da renomada Revista Pequenas Empesas & Grandes Negócios, o seu trabalho foi reconhecido. Mas bom frisar que toda a equipe contribui para o sucesso.

Parabéns!


Láuria e a marca Harmonia Nativa


(http://pt.wikipedia.org/wiki/Revista_pequenas_empresas_&_grandes_neg%C3%B3cios)
Mamãe Coruja

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Gringo (en)cantando na Amazônia

Olás...



A Orquestra Amazonas Filarmôrnica conta, entre tantos talentos, com Wolfgang Ebert, 1º trompista da Orquestra.

Incansável e apaixonado por música, encarou o desafio de ensinar um pequeno grupo de colegas de trabalho a também experimentar essa  maravilhosa sensação. Tem um jeito descontraído, além de muito simpático. É daquele tipo de profissional que se doa, inteiro, para ensinar o que sabe. Sente-se gratificado - e a gente percebe isso nos olhos azuis brilhantes - quando consegue bons resultados.

Assim, durante um tempo vago, as notas musicais logo se transformam em música a invadir o ambiente de trabalho,  em meio a sons de pássaros, que também nos acompanham,  bem acomodados nos galhos das árvores.

Wolfgang tem nacionalidade alemã e está em Manaus há nove anos. Após ter realizado um concurso, a convite do então maestro da Orquestra, foi aprovado como trompista. A intenção dele era ficar apenas 1 ano, mas gostou tanto de Manaus e do jeito de viver do brasileiro, segundo ele, que foi ficando... ficando... e até casou por aqui mesmo, e já tem dois filhotinhos.

Para ele, no Brasil as orquestras estão sendo abertas, enquanto se fecham, na Europa. Acrescenta o fato de que no Velho Continente está ruim de dinheiro e emprego, e que há uma demanda interessada em viver nesta região.

Além de atuar na Orquestra, Ebert leciona no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, além de reger a Banda Sinfônica. Ele afirma que disso extrai o sustento da sua família.

Outros estrangeiros chegaram aqui antes de Wolfgang, e também ajudaram a expandir a música clássica no Amazonas.

Não tenho nenhuma dúvida em afirmar que o envolvimento dele com o nosso grupo está sendo um  grande divertimento, para todos. Particularmente, acho engraçado o "tanquilo", porque não consegue pronunciar "tranquilo". Tem um método peculiar de nos fazer entender as partituras. Dança, abaixa-se, alonga-se. Tudo,  com a intenção de nos transmitir a essência da nota. Um maestro e tanto!

Aqui registro o "Muito Obrigado"!

Momento de descontração
(Maurício, à esquerda  e Wolfgang, à direita)


Mamãe Coruja




.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Domingo chuvoso, mas gostoso.

Olás...

Este domingo amanheceu prometendo ser quente. Ledo engano. Calor amenizou e logo nuvens pesadas e escuras pairavam no céu.

Fiquei à espera do que a Natureza iria decidir sobre este Domingo. E nem esperei muito. A chuva logo se fez presente batendo nas folhagens das árvores do meu quintal. Fixei-me nestas imagens.

Sempre reflito por que a chuva tanto me atrai. E, ainda mais assim, desse jeito, sem obrigações alguma!

Dias atrás, no trabalho, olhei, pelo vidro da janela, a chuva que caia mansinha. Disse à colega: " Interessante, mas olhar a chuva caindo me atrai mais do que ver o sol, pela janela". 

As plantas balançam, parece que bailam. Se não ainda muito forte, pássaros correm e saltitam pela relva molhada, ou, como artistas de circo, pulam de um lugar a outro, numa rapidez e destreza sem igual.

Encanto-me.

Agora, neste Domingo, a cena se repete, com a vantagem de que é em minha casa. Fico paralisada, para que os passarinhos não se assustem e voem para longe. No fundo, são personagens  de um cenário, cujo roteiro é o meu quintal. 

Quando a chuva diminuiu, fui vivenciar essa maravilha mais de perto. Não sei se consegui registrar, à altura, as cenas que meus sentimentos tentam descrever. Talvez somente eu as entenda. Sim, somente eu, talvez.

Aquele pé de acerola, ali, tem uma história bonita e antiga. Trazido pelas minhas filhas para ser plantado em nosso quintal. Ele cresceu com elas. Os pássaros cuidam de germinar, e outros tantos pés nascem.


Já foi podado muitas vezes. Dói-me fazer-lhe "feridas", mas sempre foi para o seu bem. Em retribuição, fica mais florido, mais verde... mais agradecido.


A chuva parece lavar-lhe a alma. Mas as plantas têm alma? Pode ser que exista alguma relação no plano etérico. Independente disso, vejo a "alma" das plantas quando com elas "converso".


Também enxergo seus "olhos". Sei que me vigiam por entre os arbustos. Sei exatamente as cores que seus olhos têm. E fitam-me.


O espaço é dividido com outras fruteiras. Mangas abraçam-se, esperando o momento que alguém virá "buscá-las". Pode ser que sejam os pássaros, pode ser que seja eu. Seja quem for... elas se entregam. Estão ali, disponíveis, sem algum egoísmo... doam-se!

A chuva é uma benção. Enquanto digito, ela ficou mais forte. O clima melhorou. Pássaros, mesmo assim, cantam  (creio mesmo que estão como eu, fascinados com o cair da chuva, regando o solo e satisfazendo a "sede" desses personagens da Natureza).


Meu Domingo está sendo maravilhoso. Do jeito que gosto.

Não. Minto. Refaço-me do que há segundos dissera! 

Meu domingo estaria bem melhor...se...para ilustrar esta matéria... eu não tivesse a prova - nas mãos - de que o Homem é uma besta-fera. 

Pata de uma onça, abatida.
Guardo-a para lembrar que existem troféus sem causa,sem glória.



Chuva parando... só ouço canto de pássaros, agora. Céu coberto, quase afirmando que ainda irá chover. 

Resisto a sair de casa, neste Domingo. Nele, só quero o meu bem-querer.

Mamãe Coruja


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Carros velhos: Traumas sem danos.

Olás...

Houve um tempo - bom, diga-se! - que foi bem divertido. Lembranças boas, que valeram tê-las vivido, feito um balanço.

Todo tipo e marca de carros já tivemos, poder-se-ia afirmar,  sem medo de errar, e do pior ao melhor, da sucata ao carro novo, zerado.  


O meu primeiro carro foi uma Brasília, de "5ª mão". Comprada com meu salário, e sequer sabia dirigir. Mas, mesmo assim, fazia diariamente o percurso residência x trabalho x residência, levando um amigo, como cobaia. Meu desespero começava quando era preciso passar por alguma ladeira, de subida. Ficava aguardando, no início da ladeira, o sinal de trânsito abrir, e engatava a primeira! Nem pensar parar pelo meio, porque o carro fazia todo o percurso... de volta.  Nesse tempo, o meu local de trabalho era no centro da cidade, enfrentando o trânsito (ainda nem tão... caótico das metrópoles).

Motoristas passavam por mim - ou melhor, ultrapassavam "por cima" do meu carro, de tão lenta que dirigia:o velocímetro não passava dos 40km/h. Gritavam-me para eu guiar o fogão lá de casa, e sair das ruas. E levei tudo na brincadeira, porque eles estavam  (um tanto) certos. 

Meu amigo, sentado no carona, ao meu lado, agora percebo, devia gostar muito de mim, porque sujeitar-se a morrer assassinado pelas minhas mãos ao volante... só estando muito apaixonado. Mas continuamos vivos e, vez por outra, rimos muito dessas situações do passado.

Depois de uns dois anos sofrendo com a Brasília, comprei outro carro (a Brasília ficou tantas vezes no "prego", emperrada feito jegue, no meio das avenidas, que penso ter tido mais horas empurrando carro do que mesmo dirigindo-o, àquela época).

Mas nas trocas subsequentes, foi como trocar seis por meia dúzia. Só dores de cabeça. Carro de quinta categoria só pode mesmo dar problemas na "rebimboca da parafuseta" (pelo menos era esse o problema que o(s) mecânico(s) dizia(m) que o carro apresentava.

No dia do exame prático de direção, a prova de baliza,  eu estava -  àquela época, em 1980 -, grávida da primeira filha. Lembro que foi tudo ridículo. Eu nem sabia como colocar um carro, com  marcha a ré, numa vaga, ou na garagem. O fiscal disse que eu estava errando... e não era pouco; e, para piorar, o pai da minha filha - ainda no ventre - começou a rir das minhas barbeiragens: carro totalmente indo ao contrário do que seria o certo.

Como ele me amava muito, tentou me consolar, dizendo que eu iria conseguir, mas... ele ria tanto dizendo isso, que era impossível acreditar que estivesse "do meu lado". 

Nem tive dúvidas! Saí do carro e mandei o fiscal e ele tomarem banho onde os patos tomam e deixei o carro ali mesmo, portas abertas e, chorando, apanhei um táxi e fui para casa, sozinha. Até hoje, quando ele tem oportunidade de comentar sobre o episódio, a risada é total. Bom, continuo sem saber colocar o carro, na garagem, usando a marcha a ré. Mas já consigo ficar parada em uma ladeira sem puxar o freio de mão. Está bem, admito: evito as ladeiras bem acentuadas!

Saí dos carros de segunda mão (totalmente imprestáveis, às vezes), para um "zerinho". E foi logo uma camioneta, cabine dupla, a diesel. Quero mesmo é dirigir um ... Scania (mas isso é sonho ainda não realizado. Só quero isso  uma vez. Basta-me!).

Adorei dirigir carros grandes. Três  anos depois, outra camioneta, zero, cabine dupla. Meu xodó. 
Saudades de ti...

Mas confesso, tenho saudade de um carro em particular: a Rural. 

Tantas histórias. Tantas alegrias. Tantas farras. O retorno do sítio, já noite, nos finais de semana! E, muito mais, pela atenção que ela despertava por onde passávamos. Era única! Foram tantas as propostas de compras. E sempre foi negado vendê-la.

Da Rural, e de algumas dessas vivências... restam fotografias. As outras lembranças, que não puderam ser "fotografadas", estão registradas em nossos livros da Vida.

"Arruma a mala aê, que a Rural vai arribá..."

Até namorar na Rural, namorei... mas depois foi ruim empurrar, no escuro,
 porque não funcionava

Mamãe Coruja