quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Feliz Aniversário, "Chama a Mamãe"!

Olás...

Caramba! E lá se foi mais um ano. 2014 teve sabores especiais, e um, em particular foi a "criação" do blog "Chama a Mamãe". Comecei 2014 com 0 pé direito!

Numa conversa,  ainda com semblantes sonolentos,  uma das filha fez esse comentário: "Mãe, por que a senhora não cria um blog?". E foi a própria quem me deu uma dezena de motivos para ser convencida de que deveria criá-lo. 

E isso aconteceu  há exatos 12 (doze) meses! Obrigada, Maíra.

Nesse interstício de tempo, percebi que tenho "leitores" (olha só a presunção!) de perfis variados: aqueles que sempre me encontram e dizem "como  é mesmo o nome do teu blog?", e vão continuar a perguntar, mesmo que eu o tenha fornecido centenas de vezes; os que leem o blog e comentam a matéria, pessoalmente, mas preferem não registrar o comentário, e a esses  meu carinho; aqueles que leem e não gostam das postagens, e a esses meu maior respeito, porque respeito a liberdade e o livre arbítrio; aqueles que já foram homenageados, com poemas, poesias, ou com apenas simples palavras organizadas, de maneira que demonstrassem meus sentimentos para com eles, e sei que leram, mas têm perfis de pessoas que não gostam de certa "exposição", amigos/as a quem demais respeito; os que leem e até "choram", fazendo questão de enviar pelo WhatsApp o registro de suas emoções; aqueles que acessam o blog, mas preferem pensar que eu não sei que acessam (rsss)...

O que importa, nesse 1 ano, é que provoquei emoções. De alguma forma, provoquei emoções.

Mas há um fato especial a destacar: EU---------------> sou a própria emoção! 

Emociono-me, na maioria das vezes que estou elaborando uma matéria para o blog. Não sei levar dias a fazer isso. Tem que sair no momento exato que essa emoção aflora. O pensamento vai acompanhando o que o coração dita. Se deixar para outro dia... já não terá o mesmo sentido.

Talvez não tenha "cumprido"  o objetivo inicial do blog, mas esse era mesmo o objetivo intrínseco: ir fazendo como desse para ser feito. Nada de obrigações. Nada de compromissos. Nada de comprometimentos com ninguém. E, sim, somente com a minha consciência.

E lá se vão tantos dias a assim agir. 

O foco  será sempre aquele que se apresentar, para mim, como válido a ser comentado, seja algo já ultrapassado, velho; ou algo que apenas divago... nos dias em que apenas quero ...

e s c r e v e r.

As imagens capturadas da minha câmera, ou do meu celular são ... de  nenhuma qualidade. Mas faço questão que sejam estas a serem aqui mostradas. É o que me permito fazer, por enquanto. Para relembrar-me: "Nada de compromissos!". E, quando "colaboradores" derem uma mãozinha, será aceita de bom grado.

Não poderia concluir sem antes registrar um fato mais do que especial. Ao ser comentado por último, sua importância não é menor. Ao contrário, está entre o que de melhor aconteceu a mim nesses 365 dias de 2014: amigos que conquistei; amigos especiais; amigos alegres, cativantes, saudáveis (mentalmente, inclusive); amigos alto astral. Amigos sensacionais!

São amizades que foram acontecendo, dia a dia, sem muito esforço, pelos blogs "Persuacção - a força dos argumentos", um blog que funciona como uma "incubadora", e "Encontro de Gerações", cujo sentido  da existência do blog é dos mais louváveis: unir amigos de um determinado lugar mais do que especial, conhecido na canção de Roberto Carlos- COIMBRA, em Portugal. Amigos de um Bairro, do qual já me sinto "moradora", o  Bairro Norton de Matos.

Cusca (apenas no sentido de curiosa) que sou, por meio desses blogs, acrescentei ao meu (parco) conhecimento tantas riquezas em termos de cultura, de linguagem. "Viajei"  por lugares inimagináveis, sempre com malas prontas,  pelo blog  "Travel With Us", de um casal português da melhor qualidade, diria. As imagens captadas por esses dois viajantes, desses maravilhosos lugares , em naaaddddaaaa  têm a ver com aquelas captadas por mim, com a minha "miguinha" Samsung.

No "persuacção", não poderia deixar de registrar o material de excelente qualidade lá postado. O "amigo virtual" Charlie, sempre se posicionando contra a opressão do governo sobre o povo português; o poeta e incansável lutador pela liberdade, Jorge Castro (Grande OrCa!). Ambos visitaram o "Chama a Mamãe", uma imensa honra.

Como não mencionar isso? Concluo que foi o melhor acontecimento de 2014 e somente o "Chama a Mamãe"  poderia me proporcionar esse presente. 

Obrigada!  - em ordem alfabética porque não poderia mensurar a ordem de importância, posto que todos têm singular importância,para mim:

Alfredo Moreirinhas (turista e fotógrafo supimpa);
Bobbyzé (embora não tenhamos "falado", sempre leio seus comentários e percebo o quanto és, também, um rico manancial de conhecimentos, especialmente em termos de música... e excelentes músicos. Viva, sempre, Joe Cocker!);
Carlos Carvalho (dá colo aos amigos e faz as vezes de ... bispo);
Carlos Viana ( para eu jamais esquecer que é Carlos Viana!Obrigada pela gentileza em desfazer a confusão entre você e o Tonito, posando naquela foto sensual daquele domingo);
Celeste Maria (a musa do Dom,sempre sorridente, simpática, professora de Yoga, e tantos outros atrativos, pelos quais certamente o Dom se apaixonou);
Chico Torreira (do Canadá, as suas melhores imagens);
Daisy Moreirinhas (turista, esposa e fotógrafa porreta);
Dom Rafael ( simpático por demais, querido e fofo Dom, além de meu "patrão");
Olinda Rafael (irmã do Dom e tão simpática quanto a cunhada e o irmão);
Paulo Moura ( o que dizer desse cara? Um cara e tanto! Dispensa todos os meus melhores adjetivos; por meio dele conheci e me apaixonei por todas essas pessoas; Paulo Moura é daquelas pessoas que se mira o olhar ...e já sabemos: quero essa pessoa no meu círculo de amizades, porque vale mais do que ouro!)
Quito Pereira (e sua São) - poeta, viajante... contador de histórias... chora quando o time é campeão; chora quando o neto nasce; chora, porque teu choro é pura emoção).
SãoRosas (o que dizer "disso"? Apenas que "nasceu assim" e, pelo que  vejo, irá morrer assim. Menina travessa. Foi "ela" quem me permitiu registrar o que rondava minha cabeça... mirabolante... ironizando, gozando e zoando das situações um tanto... como diria?... um tanto eróticas, para fugir um pouco das situações exóticas, rotinas da minha Amazônia.
Tonito (sei que é o Tonito! A foto sensualíssima não me deixou dúvidas).

A proteção da Natureza depende de cada um de nós. Cada pedaço de papel jogado ao chão, será lixo para os rios, para o mar, para os lagos. Esteja atento ao que você está causando a si, aos filhos e netos. Você pode mudar isso, com atitudes corretas. Este sol que veem no suor do meu rosto, pode progredir para um clima que o homem já não poderá suportar.   
Os nossos olhos podem até ser tapados, pela nossa ignorância. Mas os "olhos" da Natureza - aqui representados pelos frutos do Guaranazeiro  - estão sempre a nos observar. Então, seja a gota d´água que pode fazer a diferença.


Feliz Aniversário, Mamãe Coruja!



domingo, 28 de dezembro de 2014

Praia da minha infância

Olás...

Esses dias fiquei extasiada em ter recebido, de uma turma muito boa - irmão e sobrinhos - imagens de uma das praias palco da minha infância: Praia do Pindobal. 

De imediato, um filme veio-me à cabeça, porque foram tantas idas àquele lugar, tantos piqueniques realizados naquelas areias alvas e finas, que o vento as levava para longe, fazendo dunas em outros lugares, e nós percorríamos essas dunas,  descalços naquelas areias que rangiam sob nossos pés. Os  lagos que se formavam eram de encher os olhos. Maravilha. 

Pindobal é uma excelente opção de descanso e lazer. Sempre foi assim, ms somente hoje, distante desse local paradisíaco, é que percebo o valor que ele teve em nossas vidas, àquela época.

Mas fiquei mais maravilhada em saber que o "nosso lugar" permanece quase intacto, as mesmas paisagens, tudo do jeito que a Natureza quer. A mesma calmaria, o mesmo silêncio permanecem. As águas límpidas do Rio Tapajós, que mais parecem um mar na Amazônia Verde. Um rio tão grande, cuja margem nossos olhos não alcançam, do outro lado.

As imagens foram chegando, e fui prometendo a mim que voltarei lá em breve. Eu devo isto a mim!

A Praia do Pindobal fica localizada no município de Belterra (cujo nome original é Bela Terra), distante somente 50 km distante de Santarém, no Pará.

Se o ocaso, nesta praia maravilhosa, por acaso fosse presenciado por seus privilegiados olhos, certamente você diria: Uau! Que acontecimento espetacular!

Em menos de 3 minutos, no vídeo abaixo, você vislumbrará um dos melhores espetáculos da Terra: você verá o sol se pôr, apenas tendo por companhia... a Natureza.

Obrigada, Rodrigo, pelo vídeo. E hoje, nesta data especial do seu aniversário, este post é em sua homenagem. Votos de muito sucesso, saúde, paz... e sempre se firme em um Ser Poderoso, que nos permitiu a isso tudo presenciar.

Entardecer na Praia do Pindobal
(Vídeo feito por Rodrigo Siqueira)

Mamãe Coruja


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Pedra Bruta

Olás...

Era somente admiração,
Que julgava jamais ultrapassar.
Agora, te beijo enlouquecida
Desejo de sentir o teu cheiro,
De também te abraçar.

Ainda és pedra bruta:
Altivo, formal, difícil alcançar.
Quis muitas vezes a fuga
Receios...
Que não pudesses me amar.

Com medo da pedra ferir-me
Quis afastar-me de ti
Mas...
Como resistir ao gozo a exalar?
Fui ficando, afinal,
Pedras brutas se podem lapidar.

Sou prova de que o amor pode tudo.
Pode até te transformar.
Ontem, não sabias 
Ou não querias...
Dizer  "eu te amo"
Hoje, repetes-me sem parar.

O que eu quero mesmo da vida
É esta vontade de amar,
Seja você, ou outro...
Será o que meu coração  mandar.
Só não quero (e não espero)
Em pedra bruta voltar a te encontrar.

Mamãe Coruja




terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Não olhe para o lado O problema também é seu.

Olás...


Daqui a pouco tempo, haverá algum canto em nosso planeta que estará a salvo  das conseqüências do aquecimento global? Eu não saberia responder a esta pergunta sem   as análises  dos especialistas.

Mas mesmo eles – ou boa parte deles – estão prevendo que as mudanças climáticas já estão batendo à nossa porta: já sentimos que está mais quente, que os animais migram (ou desaparecem), oceanos estão subindo e as catástrofes têm sido recorrentes.

Neste cenário, há uma linha tênue entre o que seria essa transformação natural e aquelas causadas pelo Homem. Se paramos para analisar essas mudanças, resta-nos pouco provável que a Mãe Natureza, sozinha, causaria tantos estragos.  As atividades industriais têm parcela de culpa. A destruição das florestas, pela busca do agronegócio maior parcela, ainda. Esta, na minha opinião, é mais danosa ao Planeta. 

O Homem ainda consegue inventar, para si,  mecanismos de proteção – eficazes não sei até quando. Mas o desaparecimento de várias espécies (animais irracionais(?) e vegetação)  jamais será recomposta, e eles não têm outra alternativa a não ser...desaparecer.

Os animais são retirados de sua rotina, devido às mudanças climáticas. Prova disso é o ocorrido há pouco tempo, na Rua Efigênio Sales, em Manaus. O local, onde foi construído um condomínio de luxo, era de vegetação densa. Foi totalmente substituído pelo concreto armado. 
Periquitos nas palmeiras - Rua Efigênio Sales.

Acuados em seu habitat, eles invadem as cidades.

Essa rotina não escolhe lugar para ser alterada. Sou fascinada por borboletas. São soltas, coloridas, voam caladas. Li, certa vez, que a borboleta Heodes tityrus, que vivia em Barcelona há algumas décadas, agora só pode ser encontrada em uma região 100 quilômetros ao norte. 
Para quem não sabe, quando elas desaparecem de um trecho qualquer da mata, é sinal de que alguma coisa muito grave está acontecendo com aquele ecossistema. 
Mas o homem ainda não aprendeu a ouvir esses alarmes.
Aqui no Brasil, já falta pouco para que tenhamos a nossa primeira borboleta extinta pela ação desenfreada dos predadores humanos do meio ambiente. Ela se chama Parides ascanius, e sempre habitou uma faixa estreita e curta do litoral do Rio de Janeiro, justamente a área do litoral brasileiro que mais vem sofrendo os efeitos da voracidade imobiliária que abocanha praia após praia. De asas negras, listradas de branco e grená, essa borboleta é habitante dos mangues e das matas litorâneas. Suas larvas alimentam-se com as folhas de uma trepadeira silvestre, a Aristalochia macroura, uma planta rara e venenosa.
Até o Homem tem ido para outros cantos em busca de melhores condições de vida. A questão é que ele destrói aquele espaço em que viveu e vai à procura de outro.
Dizem os entendidos, também, que o Mundo, desde que é Mundo... viveu todas essas situações... e resistiu.
Resistiram todos? 

Mamãe Coruja

domingo, 21 de dezembro de 2014

Uma filha de muita fibra

Olás...

Quando o esforço, carisma, competência, simpatia e, principalmente, HONESTIDADE, formam o caráter de uma pessoa, mesmo com as barreiras e as dificuldades do caminho, ela terá sucesso.

Assim é que descrevo essa guerreira, Láuria Mariúcha, um dos amores da minha vida.

Na edição de dezembro da renomada Revista Pequenas Empesas & Grandes Negócios, o seu trabalho foi reconhecido. Mas bom frisar que toda a equipe contribui para o sucesso.

Parabéns!


Láuria e a marca Harmonia Nativa


(http://pt.wikipedia.org/wiki/Revista_pequenas_empresas_&_grandes_neg%C3%B3cios)
Mamãe Coruja

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Gringo (en)cantando na Amazônia

Olás...



A Orquestra Amazonas Filarmôrnica conta, entre tantos talentos, com Wolfgang Ebert, 1º trompista da Orquestra.

Incansável e apaixonado por música, encarou o desafio de ensinar um pequeno grupo de colegas de trabalho a também experimentar essa  maravilhosa sensação. Tem um jeito descontraído, além de muito simpático. É daquele tipo de profissional que se doa, inteiro, para ensinar o que sabe. Sente-se gratificado - e a gente percebe isso nos olhos azuis brilhantes - quando consegue bons resultados.

Assim, durante um tempo vago, as notas musicais logo se transformam em música a invadir o ambiente de trabalho,  em meio a sons de pássaros, que também nos acompanham,  bem acomodados nos galhos das árvores.

Wolfgang tem nacionalidade alemã e está em Manaus há nove anos. Após ter realizado um concurso, a convite do então maestro da Orquestra, foi aprovado como trompista. A intenção dele era ficar apenas 1 ano, mas gostou tanto de Manaus e do jeito de viver do brasileiro, segundo ele, que foi ficando... ficando... e até casou por aqui mesmo, e já tem dois filhotinhos.

Para ele, no Brasil as orquestras estão sendo abertas, enquanto se fecham, na Europa. Acrescenta o fato de que no Velho Continente está ruim de dinheiro e emprego, e que há uma demanda interessada em viver nesta região.

Além de atuar na Orquestra, Ebert leciona no Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, além de reger a Banda Sinfônica. Ele afirma que disso extrai o sustento da sua família.

Outros estrangeiros chegaram aqui antes de Wolfgang, e também ajudaram a expandir a música clássica no Amazonas.

Não tenho nenhuma dúvida em afirmar que o envolvimento dele com o nosso grupo está sendo um  grande divertimento, para todos. Particularmente, acho engraçado o "tanquilo", porque não consegue pronunciar "tranquilo". Tem um método peculiar de nos fazer entender as partituras. Dança, abaixa-se, alonga-se. Tudo,  com a intenção de nos transmitir a essência da nota. Um maestro e tanto!

Aqui registro o "Muito Obrigado"!

Momento de descontração
(Maurício, à esquerda  e Wolfgang, à direita)


Mamãe Coruja




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domingo, 14 de dezembro de 2014

Domingo chuvoso, mas gostoso.

Olás...

Este domingo amanheceu prometendo ser quente. Ledo engano. Calor amenizou e logo nuvens pesadas e escuras pairavam no céu.

Fiquei à espera do que a Natureza iria decidir sobre este Domingo. E nem esperei muito. A chuva logo se fez presente batendo nas folhagens das árvores do meu quintal. Fixei-me nestas imagens.

Sempre reflito por que a chuva tanto me atrai. E, ainda mais assim, desse jeito, sem obrigações alguma!

Dias atrás, no trabalho, olhei, pelo vidro da janela, a chuva que caia mansinha. Disse à colega: " Interessante, mas olhar a chuva caindo me atrai mais do que ver o sol, pela janela". 

As plantas balançam, parece que bailam. Se não ainda muito forte, pássaros correm e saltitam pela relva molhada, ou, como artistas de circo, pulam de um lugar a outro, numa rapidez e destreza sem igual.

Encanto-me.

Agora, neste Domingo, a cena se repete, com a vantagem de que é em minha casa. Fico paralisada, para que os passarinhos não se assustem e voem para longe. No fundo, são personagens  de um cenário, cujo roteiro é o meu quintal. 

Quando a chuva diminuiu, fui vivenciar essa maravilha mais de perto. Não sei se consegui registrar, à altura, as cenas que meus sentimentos tentam descrever. Talvez somente eu as entenda. Sim, somente eu, talvez.

Aquele pé de acerola, ali, tem uma história bonita e antiga. Trazido pelas minhas filhas para ser plantado em nosso quintal. Ele cresceu com elas. Os pássaros cuidam de germinar, e outros tantos pés nascem.


Já foi podado muitas vezes. Dói-me fazer-lhe "feridas", mas sempre foi para o seu bem. Em retribuição, fica mais florido, mais verde... mais agradecido.


A chuva parece lavar-lhe a alma. Mas as plantas têm alma? Pode ser que exista alguma relação no plano etérico. Independente disso, vejo a "alma" das plantas quando com elas "converso".


Também enxergo seus "olhos". Sei que me vigiam por entre os arbustos. Sei exatamente as cores que seus olhos têm. E fitam-me.


O espaço é dividido com outras fruteiras. Mangas abraçam-se, esperando o momento que alguém virá "buscá-las". Pode ser que sejam os pássaros, pode ser que seja eu. Seja quem for... elas se entregam. Estão ali, disponíveis, sem algum egoísmo... doam-se!

A chuva é uma benção. Enquanto digito, ela ficou mais forte. O clima melhorou. Pássaros, mesmo assim, cantam  (creio mesmo que estão como eu, fascinados com o cair da chuva, regando o solo e satisfazendo a "sede" desses personagens da Natureza).


Meu Domingo está sendo maravilhoso. Do jeito que gosto.

Não. Minto. Refaço-me do que há segundos dissera! 

Meu domingo estaria bem melhor...se...para ilustrar esta matéria... eu não tivesse a prova - nas mãos - de que o Homem é uma besta-fera. 

Pata de uma onça, abatida.
Guardo-a para lembrar que existem troféus sem causa,sem glória.



Chuva parando... só ouço canto de pássaros, agora. Céu coberto, quase afirmando que ainda irá chover. 

Resisto a sair de casa, neste Domingo. Nele, só quero o meu bem-querer.

Mamãe Coruja