quinta-feira, 12 de março de 2015

A Grandiosidade do Nada

Olás...

Hoje peguei-me a pensar no nada.
O nada abstrato, como nada vejo em teu retrato.
O nada sólido, em que me vejo plena de tudo.
O nada com sabor de mel, quando beijei sem querer.
O fel, no nada que senti de tua boca, quando me beijaste.

Complexidades do nada!

Nada a fazer, para tudo concluir.
De nada nem coisa nenhuma falar.
Apenas pelo prazer em ouvir.
Nada que rime propositalmente.
Se rimar, é que o nada nos surpreende.

Simplicidade no nada!

No vazio do nada enxergo poesia, alegria.
Nas palavras rebuscadas nada encontro de valor.
Se amar é sofrer, prolongar a dor da ferida.
Prefiro o nada,  a ter que morrer de amor.

Não quero TUDO, para que em NADA se resuma

Este  ser.

Mamãe Coruja




domingo, 8 de março de 2015

Uma mulher

Olás...


Nua, ela sabe caminhar à meia luz
Ou totalmente na escuridão.
Parece, à primeira vista, ser lenta,
Mas seu desejo vem rápido,
Como a estrela, ao cair do céu.
Entre quatro paredes muito se sabe dela,
Em espaços abertos se comporta discreta.
Quando possuída pelo desejo
Se mostra, se arrasta, se contorce... se entrega.
Faz sexo, com a luz natural do sol,
Tem o corpo rígido que queima de desejos.
Faz amor, na penumbra, escondendo as marcas,
As ancas e desvia a luz onde a carne é mais branca.
Toda mulher é feita de mistérios e tem mister
Nela se escondem traços secretos. Sonhos e desejos.
Mesmo menina esconde a vagina...
Quando envelhece  esconde as fantasias.
De toda a vida... por ser MULHER.

Às mulheres, pelo Dia Internacional da Mulher.

Mamãe Coruja

segunda-feira, 2 de março de 2015

"No Topo da Selva"

Olás...

Um projeto que nos dá imenso orgulho, em meio a tanto lamaçal que acontece na Política. Mostra que a parceria dá resultados positivos, bastando saber gerenciar os recursos financeiros destinados a grandiosos e fantásticos projetos, como esse.



"No topo da selva"

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/03/1596678-cientistas-constroem-torre-maior-do-que-a-eiffel-no-meio-da-amazonia.shtml
"Estrutura mais alta da América do Sul não é um arranha-céu, e também não é uma antena de comunicação, mas uma nova torre de pesquisa climática em um ponto isolado no meio da Amazônia.
      
Com 325 metros  - um a mais que a torre Eiffel-, ficou pronta, em janeiro, no meio da Floresta Amazônica,  a torre do projeto ATTO (Amazon Tall Tower Observatory), em São Sebastião do Uatumã (AM), que servirá para estudar a interação entre a mata e o clima.

A torre é basicamente um espigão preso por cabos, instalados numa área 156 km ao norte de Manaus, sem nenhum centro urbano perto. De lá, seguindo para o norte, até o Atlântico, só existe mata.

A torre terá instrumentos em diferentes alturas para medir a concentração de gás carbônico, metano, óxido nitroso, ozônio e outros gases, além de estudar o fluxo de vapor d'água e de aerossóis (partículas sólidas e líquidas em suspensão), importantes na formação de nuvens.

Com instrumentos para medir força e direção do vento, os cientistas também buscam entender o papel da floresta no transporte de grandes massas de ar pela América do Sul. 

Estimado em R$ 20 milhões, o projeto foi 50% bancado por verbas federais da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) captadas pelo Inpa (Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia).

A outra metade veio da Alemanha, pelo MPIC (Instituto Max Planck de Química). A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) abriu a estrada do rio Uatumã até o sítio do projeto. O traçado de 13 km já existia, aberto há três décadas por exploradores ilegais de pau-rosa (madeira usada na fabricação de perfume), mas foi preciso restaurá-lo, a um custo de R$ 1,8 milhão.

A logística de construir o ATTO não foi simples. A torre foi feita pela San Engenharia, de Curitiba, e segmentos de seis metros de altura foram transportados de caminhão e balsa do Paraná até a floresta, por 4.000 km. Uma vez lá, a torre foi montada no chão e depois foi içada.

"No começo foi difícil içar a torre com guincho, porque queimou muito motor", diz o técnico Mário Haracemko. "O desafio maior foi por os cabos dos estaios [sustentação], porque não podíamos derrubar nenhuma árvore. Só podar ramos para passar os cabos."

TAPETE VERDE

A reportagem da Folha subiu os 108 lances de escada que levam ao topo da torre. O elevador não estava disponível. No alto, a vista da floresta se estende até o horizonte em todas as direções, e o rio Uatumã é a única coisa que se vê além do tapete verde separando a terra do céu. A 325 metros de altura, as árvores maiores, de 45 metros, parecem ramos de brócolis.

Mas não é só pela vista que os cientistas decidiram investir na torre. O LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera e Atmosfera na Amazônia), projeto do qual o ATTO faz parte, discutia a necessidade de uma estrutura assim desde o fim da década de 1980. Em 2007, os alemães chegaram com a proposta.

"O LBA possui outras torres, com alturas entre 50 m e 80 m, que são capazes de monitorar fenômenos de interação entre floresta e atmosfera num raio de 10 km", diz o físico Paulo Artaxo, da USP, que ajudou a articular o projeto. "O ATTO será capaz de fazer isso num raio de 1.000 km."

Esse incremento permitirá agora dados representativos da Amazônia inteira, que tem 3.000 km de leste a oeste.

A torre foi inaugurada em fevereiro ainda sem instrumentos. A Folha presenciou a instalação do único dispositivo elétrico ligado até agora: uma lâmpada de segurança no topo para alertar aviões. Ao longo deste ano, serão instalados os aparelhos científicos.

"Queremos colocar a torre para funcionar uns 30 anos, no mínimo, e acompanhar os impactos da mudança climática na floresta", diz Antônio Manzi, pesquisador do Inpa.

O alemão Christopher Pöhlker, do MPIC, que opera uma torre secundária do ATTO, de 80 metros, lembra que "num lugar assim, sempre há coisas que dão errado". Ele é um dos responsáveis por ter "ideias criativas para consertá-las".

Coisas inesperadas são, por exemplo, quedas de árvores. Uma já destruiu um transformador de energia. Mais raramente, há encontros com animais. "Um dia desses tivemos uma onça na nossa frente."

 



domingo, 1 de março de 2015

Restos Imortais

Olás...

Ontem, mais uma vez, comprovei que a sensibilidade das pessoas tem a ver com a essência que essas mesmas pessoas trazem como marca registrada, desde o nascimento.

Essas reações, para quem gosta de observar, demonstram como essas pessoas irão caminhar pela vida; como irão se relacionar com a família, com os amigos; e, quando adultos, como construirão suas famílias. Portanto, está em jogo como irão disseminar, em todos os contextos, essa fabulosa "impressão digital", porque a essência da pessoa também é única. Ainda que queiram imitá-la, o máximo que conseguirão é uma imitação grosseira, que logo levará ao cansaço e enfado.

Por exemplo, o profissional da fotografia. A quantos cenários belíssimos nos transportam as imagens extraídas das lentes, mas muito mais da sensibilidade desses profissionais? Diria que até é  possível observar  o lado humano por trás da carreira de um fotógrafo (ou mesmo de qualquer pessoa que dá um click, de maneira despretensiosa), como até o lado espiritual.

Essa fabulosa capacidade de externar um momento lançando um olhar diferente sobre alguma pessoa, objeto ou paisagem, classifico como "impressão digital", única, porque ainda que muitos fotografem a mesma cena, cada um a verá de um jeito diferente.

Ontem, tive mais certeza acerca disso. Quando já ias embora, e, pela décima vez, já nos despedíamos com abraços e beijos de "mãe" e "filho", teu olhar foi para aquele vaso de planta, no quintal. Tua reação foi: Vou fotografar aquela "estátua"!

Foto: Gustavo Luís S. Pinheiro

Aquele "resto" de decoração foi colocado naquele vaso, há uns dois anos, porque estava danificado, e não quis jogar o que restara, no lixo. Afinal, "decorou" por muito tempo alguns ambientes da casa.  

Deste-lhe um olhar diferente. A tua essência captou algo naquele objeto, que talvez tenha sido o mesmo que me fez recuar em jogá-lo no lixo. E não sou pessoa de acumular objetos. Eventualmente, pratico o Seiri (um dos "5S", da filosofia japonesa).

Foto: Gustavo Luís S. Pinheiro

Não és o Sebastião Salgado - para mim um dos melhores e mais perfeitos, nem J.R. Duran, outro craque na fotografia, com estilos diferentes. Mas, como nestas fotos, também tens visto o mundo ao teu entorno de uma maneira diferente, em todos os sentidos, e isso tem feito de ti uma pessoa mais confiante,  de que és capaz de se reinventar, com o mesmo bom humor que sempre está estampado nas tuas atitudes. 

E assim é a vida. Eu  nem mais olhava aquela estatueta quebrada. Era mais uma figura a compor aquele "adubo". E aí vens e a percebes diferente. 

Assim é a vida. Pensamos que nos conhecemos. Que as pessoas nos conhecem pelo que externamos. Mas não! Cada um fará uma fotografia de nós. E também fazemos fotografias diárias dos outros. Ainda que tentemos fazer uma catarse, uma limpeza das traças nas gavetas, das impurezas, dos sentimentos que podem nos fazer algum mal, ainda assim... alguém nos olhará de modo diferente. 

Foto: Gustavo Luís S. Pinheiro

Então, valho-me da minha escritora preferida, Clarice Lispector - ucraniana que se naturalizou brasileira - para concluir:

"Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso? "

Mamãe Coruja


domingo, 22 de fevereiro de 2015

"A rainha das frutas tropicais"

"A rainha das frutas tropicais"
Olás...

O  vasto mundo tem lugares espetaculares,  em termos de cenários paradisíacos. Mas em nenhum lugar do mundo existem mais espécies de animais e de plantas do que na Amazônia, considerada  de maior biodiversidade do planeta.  São milhares as espécies que habitam a região  como um todo  - diversidade gama - , como coexistindo em um mesmo ponto - diversidade alfa -.  Essa  riqueza da flora compreende cerca de 10% das plantas de todo o planeta,  mas apenas uma fração dessa biodiversidade é conhecida.

Infelizmente, e não há motivos para manter em segredo,  pesquisas têm apontado que em nenhum lugar do mundo são derrubadas tantas árvores quanto na Amazônia. A média de desmatamento tem colocado a região no ranking da devastação ambiental, como a  maior do mundo, ultrapassando a Indonésia. A divulgação desse "maticídio" - vocabulário particular que utilizo para me referir à matança da mata - poderá sensibilizar  os habitantes da Terra para um fato que poderá afetar futuras gerações. Se o desmatamento tem diminuído, e não tem sido de modo alarmante, ainda assim continua. É incontestável.

Porém, diante deste triste cenário, ainda sou privilegiada em contracenar, diariamente,  com personagens exóticas e especiais, trabalhando em meio ao verde exuberante, durante o ano todo. Não sou especialista em análise de solos - e os comentários aqui não tem pretensão científica alguma. Apenas são relatos empíricos, formados a partir da "convivência" com tantas espécies da flora amazônica, que em muito me encanta. Constato chuva e sol em proporção adequada para a vasta flora amazônica,  no meu insignificante conhecimento. 

Se não nos bastassem a imensurável espécies de árvores nativas brasileiras, em diferentes climas, nosso solo recebe, de bom grado, outras, de outros continentes. É o caso do mangostão, do mangostanzeiro (Garcinia mangostana L.),  uma pequena amostragem, da variedade introduzida na Região. O maravilhoso disso é que está ao nosso alcance, com  a mesma facilidade de se ir ao quintal e apanhar, da árvore, um fruto da mangueira, uma árvore muito comum em quase todos os quintais, sítios, chácaras ou até mesmo em via pública.

O mangostão foi introduzido no Brasil há um século, mas somente na década de 80 passou a ser, realmente, cultivado, graças ao trabalho de pesquisa de uma instituição brasileira. 

"Nativo da região tropical do sudeste asiático, abrangendo também a maioria das ilhas da Indonésia, o mangostão é considerado pelos habitantes desses lugares como a fruta mais saborosa do mundo: "a rainha das frutas tropicais". Verdadeiro "manjar dos deuses", o mangostão foi comparado, por alguns, ao néctar e à ambrosia, alimentos do Olimpo grego."

Semana passada, percebi que alguns pés de mangostanzeiro estão com frutos, entre as inúmeras fruteiras que nos rodeiam, no ambiente de trabalho.  Provar dessa fruta, ainda mais quando está ali, livre, à disposição de todos, é como uma corrida à Loteria. Mas graças a alguns amigos que a gente tem por esta vida, senti-me uma "deusa", saboreando o fruto.

Mangostão 

Aproveitei o momento em que colega de trabalho estava colhendo alguns frutos

Mangostanzeiro
Mangostão

Crédito das fotos: Chama a Mamãe



Mamãe Coruja


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Autorretrato

Olás..


Delineei meus traços em um papel, 
Para enxergar o que havia naqueles rabiscos, 
Marcados a esmo, num branco que me corrompe.

Percebi, naquele autorretrato,
As marcas do tempo, retratam.
Indisfarçadas com máscaras, cosméticos.


Vejo-me há alguns anos
Nos traços do papel
Encontro meus sonhos. Enganos.

Selfie à moda antiga.
Quando pintava-me de ti.
E tuas mãos, em mim,  como um pincel.


De cerdas lisas e macias,
Nos teus lábios a tinta fresca,
Coloria-me a vida. Tudo em ti era cor.

Comparo o autorretrato de hoje,
Que retrata meus dias de ontem,
Ao agora, sozinha comigo, o amanhã.


Rabisco o que há em mim.
São leves toques. Sem maquiagem.
Camuflando as cores por onde irei.

Fito-me, naqueles traços descompromissados.
Não me esforço tanto.
Há vida! E  acontece ... quando menos esperamos.


Preciso saber das minhas imperfeições,
Para eu ter mais certeza de mim.
E compor o meu calar com as minhas palavras.


Não adianta me esconder, 
Porque as palavras sempre me encontram.
Elas não têm o cuidado em me esconder. 


Sou o meu retrato quando coisa.
Por ser incompleta, sou rica. Abastada.
Sou outros, vivo o papel de muitos.
Mas sou, especialmente, o silêncio das palavras.

Mamãe Coruja


domingo, 15 de fevereiro de 2015

A vida não é um ensaio...

Olás...

Há muitos dias, nem sei precisar quanto, passara por um lugar pela milésima vez, como faço rotineiramente. Como sou pessoa de perceber detalhes da Natureza ao meu entorno, sou capaz de apostar que jamais vira, durante tantos anos, aquela planta florir. Na verdade, percebi que nem sou tão atenta assim, como imaginava, porque aquela planta certamente já estava ali, plantada, há algum tempo. Talvez eu não a tivesse olhado com os olhos de "agora". Mas sou capaz de apostar que nunca  a vi florir.

Pensei: "Não. Esta planta já estava aí algum tempo. Não pode ter sido plantada hoje e ter florido hoje. Não pode!"

Agave (da família Agavacease)
Daquela vez, ao passar por ela, não interrompi meu trajeto, já no ambiente de trabalho,   para fotografá-la. Tinha um compromisso no trabalho e, qualquer atraso, naquele momento, pareceria desagradável.  "Amanhã, passarei por aqui e, com mais tempo, irei parar para fotografar", pensei e segui ao estacionamento. 

Nos dias seguintes, não me lembro bem, não sei porquê, não fotografei. Sei apenas que quando pude, as flores já não estavam. O espetáculo tinha saído de cartaz, e eu o perdera.

Mas nesta semana, ao fazer a curva... lá estava ela. De longe a vi. Parecia-me dizer: "Vê se desta vez não perdes a oportunidade. O amanhã é impreciso. Aproveita".

Não pensei duas vezes, parei o carro, peguei a minha maquininha e a fotografei. Era o destaque entre todas. A diferença entre tanto verde.


Deste episódio, tirei algumas lições para a minha vida, e reforcei aquelas  já aprendidas e praticadas, diariamente:

1. Acostumamos tanto com o comum, que já não enxergamos o quanto o cotidiano também é essencial em nossa vida,  como se somente algo acima do comum  nos surpreenda, cause-nos impacto;
2. Só prestamos atenção nas pessoas quando elas realizam algo espetacular. Fora disso, nem as enxergamos. Não dizemos bom dia. Não  paramos um pouco do nosso tempo para dedicar àquelas pessoas,  que - diariamente - estão perto de nós;
3. Que todo indivíduo tem um papel a cumprir na vida:  artista, dentista, advogado, faxineiro, pescador, zelador, professor, parteira, médico etc; 
4. No meio de uma multidão de aptidões, cada indivíduo tem a sua e cada uma tem seu especial valor;


5. Por último, e não menos importante, realizar os desejos e os sonhos quando eles afloram. Deixar, sempre, para amanhã, justificar, sempre, que não está conseguindo realizar AGORA, pode-se perder a grande chance de realizar o que é possível ser realizado. Isso vale para todos os contextos, inclusive no campo sentimental.

Mamãe Coruja

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Manaus nas Olimpíadas/2016

Olás...


A Arena da Amazônia novamente será palco de grandes competições esportivas. Certamente o povo de Manaus receberá os atletas e visitantes com toda simpatia que lhe é peculiar, a exemplo do que ocorreu na Copa/2014, ocasião em que Manaus foi eleita como a cidade que melhor recebeu os turistas. 

O Brasil tem passado por problemas de todos os tipos nesses dois últimos anos. Da corrupção (quase) generalizada no governo, na política,  na Petrobrás, e,  recentemente também denunciado o esquema de fraudes no comércio de próteses na rede hospitalar. Sem contar a crise hídrica que atinge o Sudeste (mas isso é culpa da  "instância superior", do "andar de cima", enfim, de São Pedro, como justificam). 

Afora isso, ainda enfrentamos o crescimento da violência, principalmente nos grandes centros, amenizada - ou camuflada - no período da Copa/2014.

Ainda bem que este "brasil" dentro do Brasil ainda conserva o jeito caboclo de viver. E não estou afirmando, com isso, que por estas bandas não existam essas ervas daninhas. Existem, sim.  O Amazonas, talvez pela questão geográfica que ocupa, dificulta a entrada de megas problemas. A roupa suja que por aqui se vê, vai sendo "lavada" pelas águas do Rio Negro. 

Uma coisa é certa: falta d´água por aqui os atletas e visitantes não irão enfrentar!

"Manaus será um das sedes do torneio de futebol da Olimpíada de 2016, segundo o governador do Amazonas, José Melo. O político afirmou nesta quarta-feira que a cidade foi confirmada como um dos locais de competição dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A notícia, disse ele, foi dada ao governo pelo próprio COI (Comitê Olímpico Internacional).

"Eu recebi um telefonema do COI. A Fifa escolheu Manaus e outras sedes [do torneio de futebol da Olimpíada] foi pelos resultados que a Copa deu", afirmou o governador. "Manaus teve resultados de segurança pública que foi aplaudido por todos, o povo do Amazonas foi considerado um dos mais hospitaleiros da Copa e do ponto de vista financeiro foi um dos estados que mais deu resultado. Esses condicionantes todos aí foram fundamentais para que Manaus pudesse ser escolhida uma das subsedes das Olimpíadas voltada para o quesito futebol."

Além de Manaus e do próprio Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília também devem receber jogos de futebol da Olimpíada. O anúncio oficial das sedes do torneio de futebol será feito pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 nesta quinta-feira. O órgão não se pronunciou sobre as declarações do governador Melo.

Para receber jogos de futebol da Olimpíada, Manaus realizou uma verdadeira campanha. Autoridades da cidade receberam membros do COI e do Comitê Rio-2016 e apresentaram a eles a Arena Amazônia, estádio construído para a Copa do Mundo de 2014. Políticos também visitaram o Comitê Rio-2016 para ratificar o interesse da capital do Amazonas em ser subsede olímpica.

Fortaleza e Porto Alegre também chegaram a demonstrar interesse em receber jogos de futebol da Olimpíada. Até o momento, não há qualquer indicativo que elas sejam sede do torneio olímpico do esporte."

Arena da Amazônia - COPA/2014
(Fotos:Chama a Mamãe)


Mamãe Coruja

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Meus amigos, também.

Olás...


Esses dias me dei conta de que já vivi rodeada de animais, desde a infância. Eram tantos, de muitas espécimes. Do cachorro vira-lata às galinhas, galos, patos e porcos. No interior, onde vivi até quase a adolescência era assim, em toda casa convivíamos com esses animais, no mínimo.

Quando vim para a capital, o apego aos bichinhos só aumentou. Coincidiu de conviver com uma pessoa que também era maluco por eles. Em nossa casa moravam: cachorros (muitos), papagaios, arara, cabra (e depois nasceu cabritinho), macaco, passarinhos, peru, galinha (cega de um olho e andava de patins), bicho-preguiça e coelhos.

Mais tarde, quando tínhamos o sítio, a "família" aumentou para mais galinhas, galos, porcos e a égua de nome Linda, que, ao fugir para o sítio vizinho, voltou "grávida" da Lindinha (foto abaixo).

Uma das coisas que lamento por não morar em interior é não poder mais conviver com tantos animais de estimação. Infelizmente, ao fazer uma analogia entre animais racionais e irracionais, cada dia percebo que a convivência com esses últimos é bem mais tranquila e harmoniosa. 


Lindinha, à esquerda, fruto de uma fugidinha ao sítio do vizinho.
À frente da Lindinha, o "ex", que autorizou a publicação da foto

Agora, só nos fazem companhia a Lolita (conosco há 5 anos), e a Nicole Kidman (há um ano)


Mamãe Coruja

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Eu vivi tudo isso. E você?

Olás...

Está aí um vídeo que retrata uma fase "excelentemente excelente" da minha vida. É o que se pode chamar de: "é a minha cara".

Afinal, também é a sua?

Obrigada, "compadre", pela eterna lembrança.

No mais, dispensam-se comentários.




Mamãe Coruja

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Licença Maternidade também para o pai.

Olás...


Em Santa Catarina (PR), um pai ganhou o direito de se afastar do trabalho, por 120 dias, para cuidar da filha, após a morte da mulher no parto.

Marcos Antônio Denke foi à Justiça para ter a garantia do recebimento do Auxílio Maternidade e, ainda, ser beneficiado com a Licença Maternidade de 120 dias, e conquistou essa vitória. Ele ficou viúvo assim que a filha dele nasceu. Adriana Matias, sua esposa, teve complicações  durante o parto e morreu.

A vitória é considerada histórica, não apenas por ser um homem a se beneficiar com o Auxílio Maternidade, mas pelo fato de que a mulher já não contribuía para a Previdência Social, desde 2011. De acordo com o advogado que entrou com a ação, o benefício é voltado para o recém-nascido e não para os pais. A Licença Maternidade é um bem para a criança. E foi com base nisso que ele teve vitória na Justiça.

Essa conquista tem singular importância, porque, de fato, o beneficiado não é a mãe ou o pai, e sim a criança, e não só para o recebimento do carinho materno. A princípio,  o benefício de 120 dias, que é maternidade (e não paternidade), não é um benefício para a mãe, apesar da maioria entender que é direcionado à  mãe, porque ela vai ficar em casa, não vai trabalhar fora e vai poder cuida do seu filho.

Não. Quando a Licença Maternidade é  pensada, ela é pensada para a criança, é ela que tem direito de receber 24 h/dia, nos seis primeiros meses de vida, a atenção de alguém, pra isso a mãe fica em casa para cuidar. Mas é a criança o centro do direito. Então, quando a mãe morre, nesse caso e em outras situações (por exemplo às vezes não tem pai, e a mãe morre), quem vai fazer jus à Licença Maternidade tem direito aos 120 dias, mesmo não sendo o pai.  

O que a lei garante é que essa criança seja acompanhada, porque trabalhos científicos comprovam que o recém-nascido precisa de atenção 24h/dia, que alguém  cuide dela 100% (geralmente, é a mãe ou é o pai). A lei garante isso.

No caso do Auxílio Maternidade é a criança a ter esse direito. Não é porque a mãe interrompeu o pagamento da contribuição à Previdência Social que a criança não terá o direito reconhecido. O direito dela é ser bem tratada. No caso do Marcos Antônio, que  é o pai, ele também tem direito ao auxílio financeiro para cuidar desse recém-nascido

Às vezes nos esquecemos desses casos trágicos. Uma bonita história se não fosse trágica. A dor desse processo  de perda é muito grande, então é preciso  garantir ao  pai  o mínimo de conforto nesse momento, que é poder cuidar de seu filho.

Nas corporações, nos escritórios e no dia a dia associamos sempre esse direito à mulher. Por isso, a gente acha que é um direito da mãe. Desconhecemos  os nossos direitos, talvez por que tenha sido dessa forma que colocaram na cabeça da gente, de que é a mulher quem cuida do filho, aquela  que  amamenta.

A Licença Paternidade é um direito menor e bem mais recente. Porém, o pai também deveria ter esse direito mais estendido. Direitos  iguais, de acompanhar e fazer parte desses primeiros meses de vida da criança. São cenários que estão mudando e a gente se surpreende, mas na esperança que em breve não nos surpreendamos mais.

Enfim, um bonito exemplo.
 
Mamãe Coruja

sábado, 31 de janeiro de 2015

As (nossas) canções.

Olás...


Estou refletindo, divagando...

O que será de mim quando as canções se forem?
Ouvirei a canção do teu coração?

Estou refletindo, imaginando...

Quando fores,  sem voltas,
Quais as canções que não mais ouvirei?
Aquelas que muito dançamos?
"Insensatez".

Sei que não dissemos adeus,
Mas o destino se cumpriu.
Não posso – e não quero -  desfazer,
O que era para ser, seguiu.

Posso amar outro alguém,
Mas tu serás único.
Insubstituível. Indelével.
Com todos os teus defeitos.
Como impressão digital, 
Não poderei mudar.

Fico imaginando...

Perdi  o controle de tudo,
Até do teu olhar sobre mim.
Tudo o mais  se perdeu.
Estava escrito no livro em branco de nossas vidas.
E eu nada sabia. Não queria teus segredos.
Eras único.

Vês a triste ironia?

Hoje tenho todo o tempo para ti,
Pra poder te dizer: “Venha para mim”.
Aqui, em qualquer lugar sinto tua falta,
Mas amanhã será outro dia,
Em mais um lugar,  a noite.

Encontrei uma razão para lembrar  de ti.
Não ouvir as nossas canções.
Sei que nos reencontraremos
E escreverei uma canção para nós dois.

Enquanto isso,  ouço meu coração, que me diz
Quão adorável  és.
Que pena nos separarmos.
Não estávamos enganados: era difícil.
Mas desistimos.

Penso que seja melhor eu voltar...

Voltar ao começo de tudo
Reveses da vida.
Quem irá consertar meus cacos?
Temo que eu reveze contigo.
Por seres único.

Penso...

Se eu nunca tivesse tentado,
Jamais iria saber.
Que és único.
Sonhei e me dei conta que era sonho...
Quando acordei.

Em algum lugar
Sentes-me, de qualquer maneira.
Mas...por hoje, basta-me!

Não quero mais pensar.

Esperarei...


Eu, nalgum lugar


Mamãe Coruja

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A CRISE DA FALTA D´ÁGUA

Olás...


Quando o Sistema Cantareira secará? O Êxodo chegou a São Paulo? A culpa é de Deus? Quando as autoridades deixarão de enrolar? Quando assumirão que haverá racionamento de água? O volume morto do Sistema Cantareira já vai ser "enterrado"? 

A esses questionamentos nem especialistas sabem respondê-los, por várias razões. Uma delas, porque não são especialistas no que diz respeito a apresentar soluções para um problema que ameaçava "transbordar" a qualquer instante, ou, melhor dizendo, em qualquer verão.

Desde o ano passado (2014), temos acompanhado no noticiário o problema da falta d´água em áreas urbanas do País. Ultimamente, a situação tem piorado, a exemplo de algumas cidades dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. 

Qualquer brasileiro sabe identificar no mapa a região no Brasil onde a escassez de água é extrema: o Semiárido nordestino. Nessa região, são inúmeras as localidades que não contam com fontes permanentes de água doce, como rios, lagos, açudes e poços. Nesses casos, a pouca água que existe - literalmente - cai do céu.

Contudo, a suportação das dramáticas e longas secas na Região Nordeste tem sido encarada pelo conformado povo nordestino com um "Deus sabe o que faz", e rezas ao "Padim Ciço (Padre Cícero). Na "terra ardendo qual fogueira de São João", em uma das trágicas secas na década de 70, cinco anos sem cair um pingo d´água de chuva, 50% do gado morreu por falta d´água, a desnutrição explodiu e milhares de pessoas morreram de sede e fome. No semiárido, quase não tem lagos e rios volumosos, que poderiam induzir a formação de aguaceiros locais.

Aliás, tenho um amigo que nasceu em Olho D´Água das Flores, sertão de Alagoas. Ele sempre comenta que por lá nunca existiu flores, muito menos água. Mas, segundo  pesquisa, em 1800 existia um olho d´água ao pé de uma serra. Mas meu amigo não é de 1800, ora bolas!

Voltemos ao tema.

O que tem acontecido nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com a temperatura chegando aos 40º,  e mais a falta d´água, traz-nos um fato inusitado: a população dessas cidades também estão andando com a lata d´água na cabeça (o povo do sertão nordestino não está mais sozinho, embora muito mais acostumado com a escassez de água, e está aí a honrosa característica: povo corajoso, persistente e fervoroso). 

Indústrias que dependem da água para suas atividades já estão preocupadas com a escassez de água na cidades de São Paulo. Algumas estão funcionando parcialmente; outras ameaçam fechar se o problema se tornar mais grave.  E, a cada dia, a situação vai se agravando, embora uma evacuação em massa ainda não esteja na ordem do dia. Futuramente, poderá ser uma medida dramática e radical, na opinião do filósofo Roberto Malvezzi, da equipe de preservação do rio São Francisco, caso as autoridades continuem a contar somente com as chuvas para resolver a crise, sem criar um Plano B.

Mas a culpa é de Deus e do seu Ministro das Águas, São Pedro. É o que já estão discursando as autoridades!

Ainda pela manhã, ouvi no noticiário que haverá racionamento de água em São Paulo. Putz! Até que enfim admitiram. Passaram, desde o início do problema, no ano passado, a afirmarem que não teria racionamento. Onde está a transparência, da água e dos atos?

Ora, se Deus não ordenou ao seu Ministro, Pedro, para que enviasse água - leia-se chuva - e por aqui os "Ministérios do Faz de Conta" não tinham (e ainda não têm) um Plano B, então é necessário racionar, haja vista a capacidade do Sistema  Cantareira está muito aquém do esperado.

Desde cedo, desde há muito, estava claro que seria necessário racionar água, até mesmo para uma criança de 5 anos, que assim concluiria, caso fosse-lhe perguntado: - Joãozinho, se tenho uma caixa d´água com 2 mil litros de água para saciar a sede de centenas de pessoas, todos os dias, mas não faço reposição da água nessa caixa, depois de razoável tempo, se a água da chuva não for armazenada na caixa, o que poderá acontecer?
- Fessôra, tá na cara: vai faltar água para essas pessoas!

Mas as autoridades estão culpando Deus pela falta d´água. Deus, o "chefe maior" e seu Ministro das águas, São Pedro. E creio ter descoberto a pólvora: Querem mesmo é mais um Ministério para formar os 40 do Alibabá (Ali-Babá). Afinal, já são 39. Haja contribuição e impostos do trabalhador para alimentar toda essa máquina de sugar recursos públicos.

Se o Sistema Cantareira está passando pela mais dramática crise de falta d´água, essas mesmas autoridades não deveriam indenizar as pessoas, hospitais, residências, indústrias, bares, restaurantes, agricultores, por perdas e danos? A quem cabe fazer estudos constantes nesse sentido,  para evitar iminente crise?

A certeza que temos é uma só: o mundo está cada vez mais sedento de água. E saciar a falta d´água tem se tornado um desafio mundial cada vez mais complexo. Outro desafio é aumentar a vazão de água para as lavouras, considerando que as áreas urbanas já estão sedentas. A escassez da água vai atingir, sobremaneira,  diversos segmentos, inclusive o agropecuário. Preços das frutas, verduras e hortaliças ficarão mais caros, tudo por conta da falta d´água. Brevemente, estaremos sentindo nos bolsos o impacto dessa crise (mais uma).

Na contramão disso tudo, uma ironia do destino: "o Brasil é um país privilegiado, com cerca de 12% da água doce superficial do Planeta correndo em nossos rios. Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), esse percentual representa o dobro de todos os rios da Austrália e da Oceania, é 42% superior ao da Europa e 25% maior do que os rios do continente africano. Aproximadamente 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano, o que favorece a formação de uma extensa e densa rede de rios. "

A Região Amazônica - em especial a Amazônia, paraíso no qual habito - , é a região que detém a maior bacia fluvial do mundo. O (meu) Rio Amazonas possui o maior volume de água, considerado, portanto, um rio essencial para o Planeta. Porém, se continuamos a desperdiçar água, potável ou não, acabaremos perdendo nossos rios, a exemplo dos igarapés que “cortavam” as ruas e avenidas de Manaus. Hoje são filetes de água, poluídos.

É iminente a perda de nossos rios, nossa água,  para aqueles que estão com mais “sede”. Que seja ainda ficção, mas não descarto a possibilidade de começarem a “emprestar” água do Rio Amazonas para outros lugares – até mesmo exterior – a exemplo de como o Brasil já está praticando,  com o “empréstimo” de energia elétrica, dos hermanos argentinos.

O Brasil, conhecido como o País da abundância (e da bunda também), perderá o título, se não começar a despertar para o apocalypse da água (e da bunda, porque muitas, engrandecidas com silicone, também estão despencando).

Com sistemas de abastecimento ultrapassados e comprometidos, não é raro nos depararmos com canos estourados em meio às ruas, jorrando milhões de litros de água. Os postos de lavagem de veículos desandam a usar esse recurso natural como se nunca viesse a faltar; nas residências a torneira fica aberta enquanto lavam as calçadas. É uma pequena amostra dos desperdícios, que em muito nos custará,em um futuro bem próximo.

Enquanto isso, vou pedir que agendem uma reunião com São Pedro, para que nossos (des) governantes aprendam algumas técnicas de armazenamento de água. Ou, em último caso, vamos todos ao enterro do "volume morto".




Mamãe Coruja