sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Respostas...em fragmentos.

Olás...
 
 
16º Fragmento

Resposta à "Oferenda"
 
Sou parte extirpada de ti,
Invólucro da minha pele.
A água que sacia tua sede,
É a mesma que em meus cabelos,
Como orvalho, adormeces.
És a plenitude oferecida a mim,
Como a noite enluarada,
Presenteada aos amantes.
Reivento—me para ti.
Desfaço—me. Sigo tua direção.
Exploro, do meu mais simples verso...
(Ou do que achares complexo)
O que quiseres, como oferenda.
Seja um beijo, ou comum afago,
Basta dizeres, em poemas silentes,
Que também me decifras.
E, no reflexo dos teus olhos,
Em cada parte do teu corpo,
Sou o perfume que sentes.


 
 
17º Fragmento 
 
 Momentos Diferentes
 
 Cá estou. Presença ausente.
Contudo, sente.
Na complexidade de O Processo,
 Kafka, ponto comum.
Pego-me contente, por nesse Livro te encontrar.
Ao contrário de ti, porém,
Confusões mil, não estava à beira mar.
À sombra daquele enredo,
Colhi impressões, estratégias e medo.
Eu estava entre quatro paredes.
Absorta. Divagando.
Ouvi teus passos chegando.
Ledo engano. Meras ilusões.
Eram pegadas de personagens
Do mesmo livro que tu lias.
Tu, como pássaro, livre.
Eu, refém,
De quem rouba coração.


 
 
 
Mamãe Coruja


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

14º e 15 º Fragmentos


14º Fragmento

Estou em todo espaço que pensares.
Envolta,  como envolvida a tua derme,
Ou em cada frase que disseres.
Estou exposta, como tua epiderme.
Diz-me tudo o que quiseres,
Tanto quanto desejares.
Sou o atalho para as tuas procuras.
Estou em ti e nas palavras
Que tanto extravasa ternura.
Prendo-te aos meus anseios.
Não! Não o deixarei cair.
Ponho-te quieto, por entre meus seios.
Estarei contigo, como outrora,
Hoje e amanhã, certamente.
A qualquer tempo que se fizer hora.
Estarás comigo, eternamente.
Estou aqui. Olhas-me sem receio.
Não vês como te afago?
Sinta todos os meus sentidos,
E jamais se veja abandonado.


                                                              15º Fragmento

Por entre rios de água doce,
Em cachoeiras esculpindo as grutas.
Riachos calmos e límpidos
E em selvas de tantas aventuras.

É por lá que ando,
Pisando em solo fecundo
À espera que te encontre.
Ainda que por um segundo.

Meus olhos enxergam o verde,
Ouço cantos, como o do sabiá,
Só ainda não te vejo.
E me pergunto “quando será”?

Talvez algum dia aconteça,
De um rio cortejar o mar.
Mas oceanos são distâncias,
Que não  vislumbro alcançar.

E destes sonhos me alimento.
São sonhos que sonha o poeta.
Vou vivendo em jardins férteis
Onde voam  borboletas.

É assim que descanso meus pés,
De dias, longo enfado.
Adormeço, cantando algum bolero.
Acordo,  penso em ti e canto um fado.


Mamãe Coruja
 

domingo, 11 de outubro de 2015

... Ao Livro "SOU TEU"...


13º Fragmento

Cega de Amor,
Não o vejo.
Desconheço a cor dos teus olhos,
Nem sei como é o teu olhar.
Que me importa, se minhas mãos te veem?
Que me importa, se com elas posso te desenhar.
Cada detalhe, sei-te de cor,
Tatuo em minhas mãos, 
Com suaves deslizes,
Nas asas da Quimera, quisera,
Ver com meus olhos as luzes,
As cores, que colorem tua íris.
Sim, senta cá. 
Dá-me tua mão mui preciosa,
Pois sois meu guia, minha via de mão dupla...
Dou-te todo o tempo que quiserdes,
Para conversares...
Sem sentirmos nenhuma culpa.
Deixa-me somente imaginar 
As matizes dos olhos teus...
Permita-me!
Olhá-la com teus olhos.
Diz-me tudo o que aconteceu.
Descreva, amiúde e sem pressa.
Só pare, só interrompa...
Quando sentires minhas mãos
Tocando os lábios teus.



Mamãe Coruja

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

...mais Fragmentos...



11 º Fragmento


Tu,
Com poemas,
Vens despertando emoções.
Em mil mulheres provocando reações.
Se são teus jeitos de dizer,
Ou,
Se o que não dizes
É que faz acontecer.
Respiras as mais ardentes paixões.
Mexes com a Alma,
Da mais remota à pequenina.
Provoca-nos a mais pura adrenalina.
Nem se precisa de muito esforço,
Tampouco competir.
Basta exercitar-se com teus versos...
E deixar o sonho fluir.



12º Fragmento


Meu amor por ti não morre,
Com esta tua ausência constante.
Eternas serão as lembranças,
Do quanto fomos amantes.
Teu Amor era a minha pele,
Que no frio nos aqueceu.
Não o tenho mais ao meu lado,
Só teu cheiro, em mim, permaneceu.
Volta!
Sempre que quiseres.
Abraça-me!
 Quanto puderes.
Essa ponte é apenas uma ilusão.
Meu amor, 
Sabes bem, que podes chegar...
Suavemente,
Como as notas de uma canção.



Mamãe Coruja

terça-feira, 29 de setembro de 2015

... Fragmentos




10º Fragmento


Sei que estás aqui. 
Sinto-te a cada sinfonia, que teus versos têm.
Como segredos, guardados, confissão de quem ama, 
Anseio por ti, repentino frenesi.

Sei que estás aqui. 
Corres-me pelas veias.
Que tormento!
Já o queria dentro de mim.
Insana, meu amor acalento.

Estás aqui, doce e profano,
Chegaste, devagar, desperto sono,
Vem. Ajeita-te em meu peito amante.
Já agora não pensa.
Beijas-me, com sofreguidão.
Tomas-me! Fartas-te de mim,
Quanto queiras.

Sacia essa vontade. Joga-te!
Pois sei que ficarás aqui...
Noite inteira.


Mamãe Coruja

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

... Fragmentos...



8º Fragmento


Como o entrelaçar de uma imagem
Meus braços esperam por ti.
Venha, esse vir fugaz, 
A saudade, contumaz,
Dessa espera, o fim.
Trago o vinho 
Da mais tenra uva,
Que guardei à espera de ti.
Os lençóis, serão a minha pele
A cobrir nossos corpos,
Entrelaçados...
 Que o mais hábil artista criou.
E, quando chegares,
Após longos e infinitos carinhos,
Ofegantes, faremos amor.


9º Fragmento

Cigano, andarilho, és tu!
Que conduzes tuas mãos por linhas curvas.
Percorres-me, molhando-me sem seres chuva.
Na mesma cabana, coberta de orvalho
Que nos abriga,
Sinto teu cheiro, fico à deriva
Como nômade... vagando,
Esperando por ti.

Não sejas o homem que manda, 
Mas apenas e tão somente aquele que ama,
Aceita meus loucos dizeres,
Sussurros, gemidos e prazeres.
E deixas-me ser para ti...
O que fantasias...
Sob o luar da cabana...
Deleites.



Mamãe Coruja



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

... Fragmentos



Olás...

5º Fragmento


No mesmo lençol, que junto a ti me agasalho, é o mesmo que me acalenta quando tuas mã0s tatuam a minha pele morena.
De um bronze perfeito desenhado para ti, durante o dia.
  Mas é à noite, quando tocamos nossas peles, nuas... já não me chamas Sol. 
Meu nome, murmuras, Lua!

6º Fragmento

Nos teus versos, como veias que transportam a emoção, encontro minhas fantasias das ilusórias paixões. 
Se basta-te esse mundo sem tempo, cuja existência te faz sorrir. 
Bastam-me poucas palavras, somente para dizer-te, que nos teus versos eu me vi.




 
7º Fragmento
 

Versos silentes.
Desejos ardentes
Em palavras envolventes.
Afagos contidos
Nos meus dedos, rígidos,
Encontro vestígios
Alhures... contigo,
Estar.



Mamãe Coruja