| Imagem de Internet |
Por certo poetas dirão,
Que o mar é feito de lágrimas.
Os rios, daquelas cujo pranto doeu.
Mágicos fariam das lágrimas
Tapetes, ou mesmo pontes,
Elevadas até aos montes
À procura das claras fontes,
De onde a lágrima escorreu.
Não sou como tu, poeta.
Meu alimento é a pura ilusão
De que o orvalho, além do horizonte,
São lágrimas que alguém chorou
Por um amor que se perdeu.
Numa profusão de gotas cristalinas,
Brotando pequeninas,
As tuas lágrimas
Incontestável afirmação
São as mesmas lágrimas,
Que juntas se uniram ao destino,
Transformaram o lago
Neste mar sem dimensão.
Ainda ousas duvidar
Se tua lágrima algum dia foi minha?
Aprecie o cair da chuva
Não vês que está a molhar
A relva e o solo fecundo?
Tuas lágrimas regam o jardim
As minhas,
Este amor tão profundo.


