domingo, 15 de novembro de 2015

Sou apenas o reflexo do teu olhar


Olás...




Imagem da Internet





Sou apenas o reflexo do teu olhar

A beleza que dizes ser minha
É consequência dos beijos,
Quando massageiam, com teus lábios,
A minha face,
Ainda adormecida, impregnada,
Com o cheiro teu.
Não. A beleza é só tua.
Sou o reflexo das cores dos teus olhos.
O viço da minha pele, latente,
É prova do amor, que deixas em mim
Simplesmente.
Teu corpo é feito do mais forte diamante
E, quando me tocas, com mãos macias,
Provocando a mais doce magia,
Como o amor de apaixonados amantes,
Percebo,  és tu,
Quem tem a infinita beleza.
Eu,
Sou apenas o reflexo do teu olhar...





Mamãe Coruja


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Um Cálice de Amor a Deus!


Olás...



Imagem da Internet



Brindo a ti,
Que tens versos n´alma.
Poemas correndo nas veias
Palavras que a dor acalma.
Brindo a um novo dia,
Desses que iluminam a noite.
Um  brinde ao pôr do sol,
Que se despede solene.
Brindo à Vida,
Que em teu corpo a alma abriga,
E ao teu sucesso perene.
Brindo a tudo que desejas
Do mais simples ao mais profundo.
Um Cálice de Amor a Deu!
E, pelos poemas teus,
Um brinde ao  futuro!


Mamãe Coruja

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Gotas de Lágrimas

Olás...


Imagem de Internet




 
Por certo poetas dirão,
Que o mar é feito de lágrimas.
Os rios, daquelas cujo pranto doeu.
Mágicos fariam das lágrimas
Tapetes, ou mesmo pontes,
Elevadas até aos montes
À procura das claras fontes,
De onde a lágrima escorreu.
Não sou como tu, poeta.
Meu alimento é a pura ilusão
De que o orvalho, além do horizonte,
São lágrimas que alguém chorou
Por um amor que se perdeu.
Numa profusão de gotas cristalinas,
Brotando pequeninas,
As tuas lágrimas
Incontestável afirmação
São as mesmas lágrimas,
Que juntas se uniram ao destino,
Transformaram o lago
Neste mar sem dimensão.
Ainda ousas duvidar
Se tua lágrima algum dia foi minha?
Aprecie o cair da chuva
Não vês que está a molhar
A relva e  o solo fecundo?
Tuas lágrimas regam o jardim
As minhas,
Este amor tão profundo.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Saudade

Olás...


(Imagem da Internet)




Passaria a vida inteira a descrever teus olhos.
Mas hoje,
Só quero falar da saudade que deixaste em mim.
Porque descobri que a Saudade tem gosto,
De tempero afrodisíaco nos teus beijos,
Que tanto senti.
Saudade também é Silêncio 
Embora  turbilhão de vozes ecoe lá fora.
Saudade é música. Sons infinitos.
É quando mais forte se torna essa Saudade.
Dentro de mim.
Ao lembrar das canções que embalaram nossos afagos,
Abraços.
Saudade é como o Vento tempestuoso.
Se forte, pode machucar.
Saudade tem cores mil.
Tem cor do Azul Anil
E cor de Âmbar.
Saudade só não passa em branco,
Nem é luto. 
Saudade é saber esperar.




Mamãe Coruja

sábado, 31 de outubro de 2015

Plenitude



Olás...
Praia em Pindobal - Santarém - Pará/Brasil
(Foto: Rodrigo Siqueira)

Se meus caminhos estiverem cercados com espinhos,
Ou estejam entre muros levantados,
Sem que eu veja, pelas frestas,
Raios de sol iluminando as veredas.
Se tentarem cessar o meu gozo,
Destruírem as fases da Lua,
E o silêncio se tornar barulhento
Nas esquinas das ruas,
Ainda assim, não desistirei de nós.
Se eu desfalecer e meus ossos tremerem,
E exausta ficar de tanto gemer.
Se, para resistir,
Inundar de choro, à noite, a minha cama
E as lágrimas encharcarem meu leito,
Ainda assim, não desistirei de nós.
Serei forte. Clamarei ao Vento.
Para não arrefecer meu intento,
Pedirei que os céus se abram
E a Deus clamarei por um alento.
Cantarei para nós nossos versos,
Ao coro dos rouxinóis.
E, enfim, tudo será pleno,
Simplesmente...
Porque resisti.




Mamãe Coruja

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Como areia do mar

Praia do Alter-do-Chão/ Santarém/Pará - Brasil
(Foto: José Siqueira)
   

Olás...
Quando tua ausência se fizer sentida
E lembranças de nós dois,  quase esquecidas,
Desnuda estarei, como  nasci,
E em deserto me tornarei.
Quando tua falta se transformar em dor imensa,
Como areia do mar,
Que não se pode medir nem contar.
Farei uma aliança com os animais selvagens,
Com as aves do céu, e até mesmo com os peixes do mar,
Para que não desapareçam, como tu.
Mas, se ainda assim,  
Eu for definhando com a tua ausência,
Procurar-te-ei no cimo das montanhas,
Acima das colinas e debaixo dos carvalhos.
Tua vinda é certa como a da aurora,
Como o cair da chuva
De Primavera que irriga a terra.
E, enquanto tua  presença não se fizer sentida,
Vou me nutrindo da esperança de tua volta.
Mamãe Coruja

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sou... Fragmentos.

Olás...

18º Fragmento

 
Voei nas páginas de um livro,
Durante dias seguidos,
Para assim te encontrar.
Fiz "Oferenda", pisei em folhas secas,
Levastes-me contigo a passear.
Andei sobre areia fina,
Moldando meus pés aos teus...
Em águas claras e mornas, 
Como de cavernas, submersas n´algum mar,
"Raio de Luz" te davam "Bom Dia!"
E eu... a sobrevoar.
Fui em tua direção,
Em caminhos improvisados.
Criei versos sem rimas, palavras incompletas.
Agora, "Diz-me: Onde estás?"
Vi que estavas entre multidões,
Feliz e sorridente,
Como bem se alinhava meu pensamento.
"Apenas Hoje" querias que fosses chuva
De poemas...
A  molhar toda a gente.
Continuarei a voar contigo.
"Apenas isso me chega!"


 19º Fragmento

E, se por acaso,
Algum dia não mais me quiseres,
Meu nome já não disseres...
Teus olhos já não me olharem,
Teus versos, diversos, calarem...
Tiveres levado  o som das letras,
Que soavam como notas divinais,
Quem levará minha tristeza embora?
Nesse dia,  que  não mais me quiseres,
Serei como pássaro sem canção.
Como pedra, inerte, sem reação.
A chorar, na flor da Vitória Régia.
Culpar a Lua pela recusa tua...
E pedir às estrelas...
Ao vento... e à chuva...
Que acalentem minh´alma nua.
Se, por acaso não mais me quiseres...
Diz-me: como poderei distinguir
O Céu azul...
Da dor?


Mamãe Coruja