terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Presa



 
Não sou livre!

Meu caminho em busca da liberdade é difícil,
Íngreme.
Atravesso o vale da sombra da morte,
Diariamente.
Presa às próprias correntes,
Sequer tento tirar as de tantos,
Mais escravos do que eu.

Não estou livre!

Meus atos desafiam meus pensamentos,
Constante embate.
Ainda rastejo submissa às regras da sociedade.
Às minhas próprias regras me sujeito,
Sobrepondo-se ao meu desejo de voar.
Ainda me sinto presa ao querer,
Não renuncio, para não me fazer sofrer.
Faço as minhas leis tentando ser livre,
Mas a liberdade tarda a irromper minh´alma,
Enquanto  deuses traçam  meu destino
Delimitam meu caminho
Com tabus e preconceitos arraigados,
Travestidos de cortesia e amabilidade
Quando...
Somente quero gritar!

Não. Não sou livre de todo.
Talvez nem livre de nada.

Sinto-me parte da Natureza,
Mas incapacitada para aplaudir a beleza,
Que ela me dá.
À sombra da comodidade dos arranha-céus,
Presa às amarras da hipocrisia, da burguesia,
Completa letargia.

Como estar livre, se...

Ainda tenho fome?
Fome de Justiça.
Fome de Amor.
Fome de Igualdade.
Fome de Honestidade.
Fome de Felicidade.

Não. Não sou livre!

Sinto-me presa, incapaz
.
 
Arara-vermelha (Ara chloropterus)

Mamãe Coruja

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

... Dois anos!

Olás...



Parabéns ao blog!
São dois anos.
Algum tempo de hibernação.
Outros, de devoção.
E lá se foi um tempo, que nem vislumbrava acontecer.
Algum dia,
 Este espaço servirá para eu ocupar algum tempo vazio.
Quando a idade avançar, sobremaneira,
Que meu corpo não desfaleça,
 Minha mente permaneça sã.
A escrita, seja eterna companheira.
Há dias que a preguiça acontece,
A criatividade adormece,
Nada quero escrever.
Em outros, 
Pareço um vulcão em chamas.
Um Tsunami!
Enchentes transbordando,
E vejo, 
Indubitavelmente,
Entre preguiça e vontade,
Que ainda há muito por fazer.


Bicho-Preguiça


Mamãe Coruja

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Milagre da Transformação

Olás...



Hoje,
Deveria ser como todos os dias,
Em que diferentes se abraçam,
Comovem-se, 
Com um simples apertar de mãos.
O hoje,
Veio para lembrar do pranto,
Por aqueles que se foram,
Deixando marcas nos corações.
Que belo se o hoje fizesse milagres,
Que a cor da pele não importasse,
E o pão à mesa fosse igualmente repartido.
Que não houvesse oprimido,
A Violência não vencesse o Perdão.
Os lobos existentes em nossas entranhas,
Libertarem-se, 
Dando vazão ao espírito de Paz.
Sejam constantes esses atos
Norte a Sul, no Infinito
E a certeza do Amanhã,
Esperança nos traz.
Hoje, rogo ao Criador Presente,
Que não haja miséria no mundo,
Que o Amor nunca se ausente,
E a Felicidade nem tão...fugaz.


Uma lição de Amor, incondicional.




Mamãe Coruja

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Poemas de Natal sem versos nexos

Olás....


Não tarda e virá o Natal,
Doce Esperança, único alívio,
Para almas lastimadas
De tantos dias sofridos.
Crianças de faces ocultas
Percebidas pela magia
Do Dia de Natal.
Vem,  doce Esperança,
Estender no leito o corpo lasso,
De quem espera, todos os dias
Um afago, um abraço,
Cujo Milagre acontece
Na Noite  de Natal.
Vem, Papai Noel!
Trazer amor como presente,
A quem já foi também criança
Que a  vida tornou em largos anos,
Ou pela saudade se tornou ausente.
Podes entrar,  com constante e prévio aviso,
Deixas na Árvore de Natal,
Para toda a família, se for preciso
Pacotes de Amor, Paz, Perdão
E e nos lábios muitos sorrisos.
Vem, Doce Esperança ...
De um tempo melhor!




Quando as imagens dispensam palavras

(Fonte: Internet)


Mamãe Coruja

domingo, 20 de dezembro de 2015

Ne me quitte pas ...





Ne me quitte pas ...
Poderia pedir em todas as línguas,
Que não me esquecesses, jamais!
Apelaria a todos os métodos,
Sinais, um meio eficaz 
Para fixar-me em tua memória,
E reescrevesses a nossa história 
Do quanto nosso amor foi capaz.
Não tarda e verei que o vento
Levará as palavras que nunca mandastes-me...
Nas cartas ...
Já amareladas pelo tempo.




O peixe-boi da Amazônia é o menor dos peixes-bois existentes no mundo, alcançando um comprimento de 2,8 a 3,0 m e pesando até 450 kg. É o único que ocorre exclusivamente em água doce, podendo ser encontrado em todos os rios da bacia Amazônica. Cada fêmea de peixe-boi produz apenas um filhote a cada gestação e este filhote pode mamar por até dois anos. Além da caça, as principais ameaças ao peixe-boi são a destruição e a degradação do habitat, a liberação de mercúrio nos rios e agrotóxicos. Ocasionalmente,  filhotes são acidentalmente capturados em redes de pesca. Represas hidrelétricas atuam como barreiras e isolam populações, limitando a variabilidade genética da espécie. O peixe-boi da Amazônia está classificado como espécie "vulnerável" pela UICN (2000).

Há alguns anos, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia ( INPA) com a participação da Associação Amigos do Peixe-boi, vem trabalhando na assistência a espécie, inclusive com a reprodução em cativeiro.
Desde 1967 a caça e a comercialização de produtos derivados dele são proibidos no Brasil, mas a melhor notícia para a espécie foi o nascimento de “Erê”, em 1998, o primeiro peixe-boi da Amazônia a nascer em cativeiro.
Para saber mais sobre o nascimento do Erê vá aos links abaixo. A "viagem" valerá a pena.
Fontes: Fonte: http://bosque.inpa.gov.br/bosque/index.php/login/pxb
https://www.inpa.gov.br/noticias/noticia_sgno2.php?codigo=2320


Mamãe Coruja

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

DESABAFO



Olás...



Não esperem que todas as manhãs
Eu acorde com sorrisos largos,
Que eu te faça afagos,
Ou beije tua boca com sabor de café.
Não criem expectativas sobre mim,
Para as quais nem eu mesma alguma vislumbrei.
Não terei sempre as respostas para as dúvidas
Daqueles que optaram pela letargia
E sucumbiram à apatia,
Dia e noite...
Noite e dia.
Não me peçam tempo
Para avaliar se me amam,
Porque não mais perderei meu tempo
Para segundas chances,
Nem mesmo para mim.
Digo sim ao não se me convém.
Sou simples diante da complexidade,
Pacata, se me exigem maldade.
Não me desejem o que não pedi.
Sou essa imperfeição perfeita
Que recusa e aceita, sem agredir.
Porque só pedirei  desculpas a mim...
Se, por tudo isso, eu ainda me deixar ferir.



Sagüi-de-duas-cores ou Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor)Hoje em dia esse macaquinho só vive na região de Manaus e cidades vizinhas, no Amazonas.
 Ele está nas listas nacionais e internacionais de espécies em extinção. Infelizmente.



(A partir deste post, optarei por - se for o caso - utilizar imagens que tenham relação com a Natureza, especialmente da minha Região, a Amazônia)


Mamãe Coruja

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Corpo celeste

Olás...






Acordei pensando em ti ...
Veio-me a ansiedade cobrar-me à porta.
Exigindo que eu desfaça essa agonia.
Mas onde tu estás?
Por onde teus passos têm te levado?
Acordei pensando em ti ...
A desejar dizer-te tudo que minha voz embarga
Do tanto que me fazes falta
De quanto essa distância corrói minh´alma.
Sitiada, tudo o que me cerca é vazio,
Preenchido quando adormeço,
Para então sonhar contigo.
Sonhos que não são loucos nem ociosos.
Pensei em escrever-te...
Em folhas de papel em branco
O que neste instante toca a minha vida
Pressupondo-a vazia, quase inexistente.
Não sentes o vazio que me ronda,
Como se lançada ao Universo,
Desgovernada?
Qual lei de gravitação
Sustentar-me-á por tanto tempo?
Permanecerei nos céus durante algum tempo,
Movendo-me no convívio dos astros,
E ficarei, como a admitir tua sublime companhia.
Isto é um sonho, bem sei.
Continuarei a sonhar,
Porque estamos longe um do outro,
Mais tempo do que pediu a nossa realidade.
 
 
 
 
Imagem: Internet



 
 
 
Mamãe Coruja