quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Como a flor...

Olá...


Há muito não tenho vindo ao blog. Não foi por escassez do que  escrever. Não! A todo instante, meus pensamentos, como a máquina mais célere, enchiam até minh´alma, tanta a abundância. Os motivos foram outros, que me deixaram afastadas daqui.

 Ainda que à luz do pensamento, conduzia minha vida  apalpando na noite, e, como ébrios,  desatinado era o meu caminho. Como se, de repente, as águas de um rio, por longo tempo retidas, tivessem sido soltas sobre mim, afogando-me, sem qualquer defesa.

Quantos foram os momentos, que se tornavam eternos,  que me  perguntei  sobre as  culpas e pecados, quiçá herança de minha mocidade?  Mas que herança será  essa, que não  encontro, embora incansável a busca,  quando memorizo cada cena desse tempo nem tão longínquo?

Uma mocidade mais cheia de  proibições, do que mesmo de liberdade para ter cometido tantas transgressões. Seria eu, então, como  a flor, que  nasce e impressiona,  mas depois murcha e, como sombra, desaparece?

Quem me dera que  recebesse notificações pelas minhas transgressões! Talvez, assim, eu pudesse compreender  esses dias cinzentos.

Sei bem que meus dias estão determinados. Comigo está o número  que  limita o meu tempo, e não passarei além dele.  Como pó, serei afogada pelas águas que transbordarem daquele imenso rio, por tanto retidas.




Rio Negro/Manaus-Amazonas/Brasil



Chama Mamãe





domingo, 21 de fevereiro de 2016

Por acaso, fui feliz!





Por acaso, 
Em alguns momentos sou feliz.
Ao acordar vejo-me inteira,  
Em fina transparência...
Privilegiada em apreciar os primeiros raios de sol
Teimosamente me bronzeiam pelas frestas da janela.

Por acaso, 
Em alguns instantes fui feliz.
Lembranças de uma infância querida,
Brincadeira inocente, acalentava a vida,
Que ainda nem sabia,  
Mais tarde,  seria fugaz.

Por um bom tempo fui feliz...
Amei –te por inteiro, apaixonada.
Uma paixão desenfreada,
Tornava-me  capaz
De garimpar, para ti, todo o ouro do Sol.
Trazer-te a Lua prateada
E fazer da noite tua aurora orvalhada...
Sem comedidas forças,
Colorir as estrelas para enfeitar o teu Céu.

As borboletas, voltejando as flores, 
Testemunharam o tanto do pouco ...
Em que fui feliz.


Sakuntala, também conhecida como Vertumnus e Pomona (1888),
é um marco na trajetória de Camille Claudel.
A escultura é inspirada no conto do poeta hindu Kalidasa.
Retrata o momento do reencontro de Sakuntala e seu marido,
após um longo período de separação causado por um feitiço.


Mamãe Coruja

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Desatando nós...

Às vezes fujo de ti
Muito menos das vezes
Nas quais sumi de mim mesma,
Que foram tantas
E nem perceberas...

Andei longos caminhos,
Levando nos pés a minha saudade
Como calçados, cansados,
De enfrentar tantas pedras
E o peso, largo enfado,
Da tua ausência...
Enganosa paixão.

Desfiz minhas malas
Tantas vezes,
Para me fixar em ti
Colar minha pele na tua...
Um linho, com delicada frescura,
Entre ardentes desejos,
Cobrir.

Engano desejo disfarçado!
O que sempre tivera ao meu lado
Estava no outro extremo
N´outro lugar,
Difícil alcance
Custoso chegar.

Desatei teus nós tantas vezes.
Para nos fazermos amantes
Amarrei minha vida em um barbante
Entrelacei-me a ti,
E fiquei a esperar.
Que essa fuga cessasse em instante
Que fosse dalguém,
Não a minha...

Que se danem esses nós...!

Sim. Disse-te para dançarmos,
Gritarmos, cantarmos, rezarmos
ou escrevermos...
Porque tudo isso pensávamos acontecer.
Teus versos, agora,
Longe do meu alcance,
Mas ainda te peço que dances...
A melodia que eclodiu do eco,
Quando teu nome gritei.
Quanto a mim,
Seguirei na noite calma
Desatando os nós,
Que em ti deixei.


Arquivo pessoal
Foto:Chama Mamãe



Mamãe Coruja

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Dor Imperfeita

Olás...


Flora existente no meu local de trabalho



Já não como,
Não bebo
Não durmo
Sequer faço planos
Pra hoje e pra mais.
Até minh´alma de mim foi banida
E esta ferida,
Não cicatriza jamais,
Por te amar demais.
É por ti,
Que eu me faço inconstante
Estou perto e distante
De ti...
Amor.



Mamãe Coruja

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Museu do Seringal

 





 Olás...













Museu do Seringal (Vila Paraíso/Amazonas/Brasil) atrai visitantes desejosos em conhecer de perto o modo de ser e viver do homem do seringal. Inaugurado há quase 15 anos, o Museu mostra a era do ouro do Ciclo da Borracha e oferece uma ampla visão da situação dos seringais àquela época.

Resultado do polo de cinema do Amazonas, foi originalmente criado para servir de set de filmagens do seriado “A Selva”, filme de longa metragem luso-hispano-brasileiro, dirigido por Leonel Vieira, em 2002. É uma adaptação do romance A Selva, do escritor português Ferreira de Castro, que retrata suas experiências durante a sua permanência no Brasil.

Ferreira de Castro emigrou para o Brasil aos 12 anos,  onde viria a publicar o seu primeiro romance Criminoso por ambição, em 1916. Viveu por quatro anos no seringal Paraíso, em plena selva amazônica, junto à margem do rio Madeira.

Museu do Seringal retoma um passado histórico caracterizando a economia e a sociedade amazonense no início do século XX. É um museu diferente, a começar pelo jeito de chegar até ele. Não existem ruas nem estradas por perto. Apenas água e floresta cercam a construção de madeira nas margens do rio Negro, há meia hora de barco de Manaus. 

Além de um passeio de barco para ver de perto o encontro das águas, alimentar os botos e visitar os jardins de vitórias-régias,  algumas lanchas  que fazem a rota das comunidades também passam pelo Museu do Seringal. 


Mamãe Coruja

domingo, 31 de janeiro de 2016

Ideias em constante ebulição

Olás...

Ainda hoje me pergunto: Por que sentimos tanta pressa para crescer?
Por que, quando adultos, queremos retomar
o tempo no qual fomos crianças?
São idéias, em constante ebulição.
(Foto: Gustavo Pinheiro)



Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, "as crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio. Através das interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circunda, as crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem as relações contraditórias que presenciam, por meio das brincadeiras, explicitam as condições de vida a que estão submetidas e seus anseios e desejos.

Na pré-adolescência, a criança passa a compreender mais a sociedade, ordens sociais e grupos, o que torna esta faixa etária uma área instável de desenvolvimento psicológico. A participação num grupo de amigos que possuem gostos em comum passa a ser de maior importância para a criança, onde o modelo dado pelos amigos começa a obscurecer o modelo dado pelos pais. Começam as preocupações como a expectativa de ser aceito por um grupo, ou certas diferenças em relação a outras crianças da mesma faixa etária se agravam aqui, e são um aspecto de maior importância na adolescência. Muitas vezes, pré-adolescentes sentem-se rejeitados pela sociedade, podendo desencadear problemas psicológicos tais como depressão ou anorexia.

A pré-adolescência é marcada pelo início das intensas transformações físicas que transformam a criança em um adulto; é o início da puberdade, marcada principalmente pelo aumento do ritmo de crescimento corporal e pelo amadurecimento dos órgãos sexuais.

Nós, os pais, também passamos por essa fase turbulenta. E até compreendemos as angústias que povoam as mentes dessas novas gerações. Acontece que as mudanças ocorrem em tempo real, do dia para a noite, e são muitos os recursos que exercem influência sobre personalidades muitas vezes ainda em completa indefinição.

Mas o estar diário com os filhos, o olhar no olhos, procurar saber como foi o dia na escola, com os amigos, tendo um papo de amigos que se amam e se respeitam, posso afirmar sem nenhum medo de errar, que nenhum malefício de fora desse convívio familiar, irá interferir em que se tenha uma geração de jovens completamente saudáveis.



Fonte, com adaptações: https://pt.wikipedia.org/wiki/Crian%C3%A7a


Mamãe Coruja

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Dia Internacional do Riso

O riso protege o coração.
Ele melhora a função dos vasos sanguíneos,
aumenta o fluxo sanguíneo, ajudando a proteger você
contra um ataque cardíaco e outros problemas cardiovasculares.

Nada funciona de modo mais rápido ou confiável
para trazer o corpo e a mente de volta ao equilíbrio,
 do que uma boa risada.
O humor ilumina seus fardos, inspira esperança,
conecta você com os outros e o mantém ligado à terra.
O riso provoca a liberação de endorfinas,
substâncias químicas associadas ao bem-estar do corpo.
Os campeões das risadas animais são mesmo os macacos, especialmente os chimpanzés.
 Conseguem fazer uma expressão bem parecida com a dos humanos,
escancarando a boca e mostrando os dentes.
Uma demonstração de  amizade e descontração em brincadeiras e situações relaxadas.
O humor e o riso fortalecem seu sistema imunológico,
 aumentam sua energia, diminuem a dor
e protegem você contra os efeitos nocivos do estresse

Rir ainda é o melhor remédio.
O riso nos traz benefícios da cabeça aos pés.
Uma boa gargalhada pode fazer muito por você!
O riso, além de trazer aquela sensação de bem-estar conhecida e tão almeijada por nós,
 também é um grande aliado da saúde.
Ajuda a prevenir doenças e auxilia o organismo a cumprir suas funções diárias.
 
O bom humor é contagiante.
O som de gargalhadas é muito mais contagioso
do que qualquer tosse,
fungada ou espirro.


Melhor que tudo, esse medicamento não tem preço,
 é divertido, livre e fácil de usar.