terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Nem sei mais de mim...




Por que, aqui, eu vim?

Não sei muito o que dizer...

Melhor sair à francesa...

Antes que eu mesmo esqueça...

O que vou fazer aqui.




Chama a Mamãe


terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Poema que escrevi...

 

A Fé é a certeza de coisas que não se veem



Lembro-me bem de como tudo começou. Só não sei precisar o tempo. Talvez em 2019. Talvez em Janeiro de 2020.
Não importa. O tempo passou!
O Novo Ano abrir-se-á diante de nós.

No início, tantos retornando das férias. Muitos, saindo para aventuras.
Tudo estava "normal". Eu mesma, com minha filha, estávamos em férias, em janeiro, para lá do Atlântico.

De repente, perdemos o controle da vida. Ficou mais vulnerável do que já nos parecia.
Uma linha tênue entre o medo e a esperança fez-nos estremecer, como em crianças, escondia-nos do Mal.
É como se o perigo estivesse atrás de nós, a acenar
Veio-nos o imprevisto, o inusitado, sem mesmo avisar.
Perdemos amigos queridos.
Perdemo-nos no tempo e espaço.
Foi preciso renovar. Acreditar.
A insegurança caia sobre os telhados, soterrando nossos planos, inacabados, por meses a se arrastar .

Os que creram, oraram. Clamaram! 

Isolados, ouviam-se seus cantos, quase como a soluçar.
Perguntamos “até quando? Até quando aguentar?"
Então, veio Deus, devagarzinho, como a ajeitar o ninho, para o pássaro pousar.
Foi mostrando-nos que há Esperança, se n’Ele depositarmos confiança...
Isso tudo irá passar.


Feliz Natal. Felizes sejam todos os dias do Novo Ano.

Chama a Mamãe

sábado, 26 de dezembro de 2020

Até podemos fazer planos, mas as respostas vêm de Deus

 

Meu quintal

Ano passado, a essa altura,  estávamos ansiosas pela viagem à Portugal. O objetivo era conhecer  pessoas maravilhosas, que aprendi a gostar, mesmo à distância. Foi fantástico! Adoraria repetir, e, com mais tempo, detidamente encher meus olhos de tantos lugares bonitos. Foi mesmo um privilégio, mas mais por conhecer os amigos do outro lado do Oceano Atlântico.

Ainda hoje me emociono ao relembrar tanto carinho por nós. Até música foi composta para mim. Obrigada! E o fado....ah, o fado cantado por esses amigos valiosos.

Deus, como não amar a todos!?

Agora, mais um ano se foi!

Certamente foi diferente de todos os outros. Foi frustrante para sonhar. Não foi fácil! Mas, mundo afora, os dias não têm sido fáceis para muitos: guerras, fomes, preconceitos...É que, agora, parece que chegou mais perto de nós.

Tanta lágrima caiu, não é? Tudo aquilo que muitos esperavam não se cumpriu.

Porém, é hora de recomeçar, de não desistir, de se superar, e esperar que tudo seja bem melhor. É preciso acreditar!

Pelo que não pôde ser, pelas lágrimas caídas, encontros impedidos e tantas despedidas...

O que posso dizer?

Que os sonhos, JAMAIS, podem acabar!


Feliz Novo Ano!

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

A filha à casa retorna...

 


A filha à casa retorna...

 

Hoje, senti saudades de retornar a este lugar, que em muito me ajudou quando atravessei um delicado momento...

Penso estar na hora de registrar o que me vem ao coração, à Razão, à mente...possivelmente, sem nenhuma exatidão.

 

Dou-me as boas vindas! Eu mereço.

 

Chama Mamãe 

Foto/Créditos: Chama Mamãe

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Minha Cartinha ao Papai Noel

Prezado Papai Noel,


Há  muitos anos, mas muitos anos mesmo, eu escrevia minhas cartinhas para você, na esperança de ganhar algum presente.  Ia dormir logo após a Missa do Galo,  para poder acordar cedo e olhar para debaixo da rede (só vim a dormir em cama, Papai  Noel, na adolescência, mas nada que me queixe, porque era uma alegria tamanha aquele embalo da rede).
Lembro-me dos meus 6 aos 11 ou 12 anos, o  ritual de deixar a sandália debaixo da rede, porque mamãe dizia que você deixaria um presente. Nunca descrevi o presente a ser pedido. Qualquer presente que você me deixasse, naquela Noite Mágica, fazia-me tão feliz!
Ao  acordar, a bela surpresa! Bonecas, fabricadas em plástico duro, que não permitia-lhes qualquer movimento. Olhos pintados, simulando que eram de verdade; ou, em outro Natal, conjunto de panelinhas. Tudo muito simples, mas dado por você, Papai Noel, tinha um valor imenso.
Dia seguinte, as crianças estavam alegres, cada uma mostrando o que você deixou para elas, entrando pela chaminé ou pela janela de nossas casas. Nossas simples casas.
Só muito tempo depois descobri que você é uma bela  invenção, que acalenta as noites de Natal; que traz esperança, sonhos, alegrias até mesmo para quem já não é criança.
O meu bom velhinho!
Mas percebo, que mesmo com o passar dos anos, você continua com a missão de tornar mágica a noite de Natal, tão mágica como foi aquela noite, em que nasceu Jesus.
De certa forma, talvez Ele o use como Seu mensageiro (vá lá entender o que se passa na cabeça dessas pessoas especiais, não é?).
O tempo passou. Já não olho para debaixo de  minha rede, para surpreender-me com o que você trouxe para mim. E agora durmo em cama, rsss. Mas tenho acompanhado, mundo afora, o quanto milhares de crianças vivenciam esse sonho. Elas depositam em você, Papai Noel, pedidos dos mais simples ao mais extravagante. No fundo, elas querem mesmo é ter a certeza de que você AINDA existe.
Mas este ano, Papai Noel, alguém me deixou um "presente" que eu não pedi. Um tanto antecipado. Ainda nem era período natalino.
Fui obrigada a aceitar e, confesso, não me trouxe nenhuma alegria.
Por que terá sido, Papai Noel? Será que foi uma "provocação", para eu nunca mais duvidar da existência do bom velhinho? Ou terá sido por eu não mais lhe ter escrito minhas cartinhas?
Então, Papai  Noel, cá estou! Escrevendo-lhe, para dizer que o presente me surpreendeu - não, me assustou! - Quase caio para trás. E não foi você, meu bom velhinho, quem me trouxe o presente (ou a notícia). Foi um médico!
O que houve? Algum problema no tráfego, com as renas? Não me comportei bem este ano? Não acredite em fofocas, Papai Noel. Eu me comportei muito bem. Até eu me orgulhei de mim!
Sei que esse tipo de presente muitas pessoas recebem. E, então, por que eu também não receberia, não é? Estou até começando a aceitá-lo.
Eu apenas fiquei assustada, Papai  Noel. Para 2017 fiz tantos planos. Um deles seria conhecer uma turma supimpa, lá das bandas de Cabral (aquele, que descobriu que índios já habitavam o Brasil).
Caminhar até a bota ficar cansada. Conversar até o dia raiar, com a Daisy e Alfredo, em Aveiro (ouvir as histórias desse casal que só não conhece a Amazônia, porque ele tem medo de ... onça). Conhecer o Paulo Moura, vulgo PM, que me "introduziu", juntamente com a SãoRosas, no meio dessa turma super legal.
Ah, Papai Noel! Não me apronte essa. Ainda quero dar um abraço no Dom e em sua (especial) Celeste.
Será que daria para conhecer onde o Quito vive, com a São? E o Tonito? Os Carlos,  Carvalho e Viana? Tantos outros. Outros tantos!
Bem, despeço-me por aqui. Leia com bastante carinho minha cartinha, Papai Noel. Aproveite e leia tantas outras, com o mesmo carinho. Atenda aqueles pedidos, que sabemos que será um presente para toda a Humanidade: os pedidos de Paz para o Mundo.
Quanto ao seu presente antecipado... quero pedir-lhe um favor...se eu conseguir ultrapassar essa etapa... você promete não mandar mais nenhum ANEURISMA para mim e para mais ninguém? Promete?
De qualquer forma, Papai Noel, tenho mais a agradecer... do que mesmo a pedir.
Tenha um Feliz Natal...Aliás, que todos tenhamos um excelente!

Chama Mamãe

P.S. Não sei quando você receberá esta cartinha. O mundo modernizou. Bem capaz chegar em  tempo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Como a flor...

Olá...


Há muito não tenho vindo ao blog. Não foi por escassez do que  escrever. Não! A todo instante, meus pensamentos, como a máquina mais célere, enchiam até minh´alma, tanta a abundância. Os motivos foram outros, que me deixaram afastadas daqui.

 Ainda que à luz do pensamento, conduzia minha vida  apalpando na noite, e, como ébrios,  desatinado era o meu caminho. Como se, de repente, as águas de um rio, por longo tempo retidas, tivessem sido soltas sobre mim, afogando-me, sem qualquer defesa.

Quantos foram os momentos, que se tornavam eternos,  que me  perguntei  sobre as  culpas e pecados, quiçá herança de minha mocidade?  Mas que herança será  essa, que não  encontro, embora incansável a busca,  quando memorizo cada cena desse tempo nem tão longínquo?

Uma mocidade mais cheia de  proibições, do que mesmo de liberdade para ter cometido tantas transgressões. Seria eu, então, como  a flor, que  nasce e impressiona,  mas depois murcha e, como sombra, desaparece?

Quem me dera que  recebesse notificações pelas minhas transgressões! Talvez, assim, eu pudesse compreender  esses dias cinzentos.

Sei bem que meus dias estão determinados. Comigo está o número  que  limita o meu tempo, e não passarei além dele.  Como pó, serei afogada pelas águas que transbordarem daquele imenso rio, por tanto retidas.




Rio Negro/Manaus-Amazonas/Brasil



Chama Mamãe





domingo, 21 de fevereiro de 2016

Por acaso, fui feliz!





Por acaso, 
Em alguns momentos sou feliz.
Ao acordar vejo-me inteira,  
Em fina transparência...
Privilegiada em apreciar os primeiros raios de sol
Teimosamente me bronzeiam pelas frestas da janela.

Por acaso, 
Em alguns instantes fui feliz.
Lembranças de uma infância querida,
Brincadeira inocente, acalentava a vida,
Que ainda nem sabia,  
Mais tarde,  seria fugaz.

Por um bom tempo fui feliz...
Amei –te por inteiro, apaixonada.
Uma paixão desenfreada,
Tornava-me  capaz
De garimpar, para ti, todo o ouro do Sol.
Trazer-te a Lua prateada
E fazer da noite tua aurora orvalhada...
Sem comedidas forças,
Colorir as estrelas para enfeitar o teu Céu.

As borboletas, voltejando as flores, 
Testemunharam o tanto do pouco ...
Em que fui feliz.


Sakuntala, também conhecida como Vertumnus e Pomona (1888),
é um marco na trajetória de Camille Claudel.
A escultura é inspirada no conto do poeta hindu Kalidasa.
Retrata o momento do reencontro de Sakuntala e seu marido,
após um longo período de separação causado por um feitiço.


Mamãe Coruja