quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ambiente de Trabalho X Ambiente Familiar



 Olás...

Este comentário nada tem de fundamento científico. É baseado  na técnica da observação, experiências pessoais e de terceiros, mas uma preocupação que somente depois de muitos anos nos leva a meditar: até onde vai a nossa exagerada preocupação pelo trabalho, em detrimento da família? Quando é necessário fazer um "stop" entre esses liames? Qual é o limite de cada um? Até onde devemos permitir que assuntos de trabalho interfiram no ambiente familiar, e vice-versa?
O ambiente de trabalho não é muito diferente do ambiente familiar, se  atentarmos para alguns detalhes. Porém, como veremos adiante, a família jamais deveria ser comparada a uma empresa.


Uma empresa geralmente funciona de acordo com o seu organograma, no qual está definido o grau de “poder/autoridade/liderança/gerência/supervisão/supervisionado/empregado” de cada indivíduo que compõe essa organização. Empresas têm  metas  definidas e geralmente as atribuições e  responsabilidades de cada indivíduo estão regradas em um estatuto e/ou plano de carreiras. Mas todos os indivíduos que as integram estão unidos (?) por um só objetivo: cumprir metas, alcançar resultados satisfatórios, lucros, enfim. 


A família também é constituída por pessoas, cada uma em sua “hierarquia”, unindo (?) pais, filhos e avós.  Portanto, podemos arriscar dizer que a hierarquia começa dentro da própria família, seguindo a ordem tradicional: filhos, pais, irmãos, avós, primos, tios, sobrinhos. Muito provavelmente, nessa hierarquia dos afetos, pela questão da maternidade, a figura da mãe poderá  se sobrepor a do pai. 


A “família” do ambiente de trabalho também acaba por criar laços afetivos, que vão se firmando até ao ponto do indivíduo levar para dentro do seu ambiente familiar o que ele passa a considerar, também, nos colegas de trabalho como “irmãos”, “pais”, “avós” ou “tios”.

Talvez seja a partir daí que as confusões comecem, ou seja, quando o indivíduo quer fazer do seu ambiente de trabalho a extensão de sua casa - ou, pelo menos, faz essa confusão sem muito "perceber" o que vai acontecendo ao longo do tempo. Age como se não devesse satisfações ao seu superior, ou deixando uma atividade para ser realizada depois (esse cenário geralmente é bem patente em empresas que não são do ramo privado, que não visam lucro).  Se, por acaso, antipatiza  alguém... já começa a criar problemas para não pertencer àquele mesmo grupo de trabalho, não sabendo separar essas diferenças. Geralmente, quer espaços exclusivos, como uma sala, toilette (dependendo do grau de hierarquia a exigência ainda é maior).


O inverso também ocorre: o indivíduo acaba por fazer de sua casa, do ambiente familiar, a extensão da vida profissional. O tempo que deveria dedicar à família acaba sendo ocupado por tarefas trazidas da empresa para serem concluídas em casa. A família (esposa, esposo, filhos) é “sacrificada” em prol de uma má administração do tempo, ou até mesmo pela exploração do indivíduo no ambiente de trabalho, sendo  sobrecarregado, e, para não dar a impressão de incompetente ou incapaz, estende a jornada de trabalho ao ambiente familiar.


Outro fator comprovando essa "confusão"  de ambientes- e tem sido mais comum do que se imagina - são as pessoas enfeitando o “seu”  ambiente de trabalho com vasos, flores (artificiais ou não), fotos diversas da família e de amigos, bibelôs, livros, mobiliário caseiro. Um verdadeiro artefato ocupando espaços desnecessários, além de deixar uma impressão de “casa”, e não de empresa. Uma imagem em nada agradável aos clientes externos! Mas sou adepta de qualquer ação que transforme o ambiente de trabalho em um espaço aconchegante (em nada comparado a um quarto, sala ou cozinha do ambiente familiar, isso não!).


Outro fator em constante confusão entre ambiente familiar e ambiente de trabalho são as liberdades exageradas. Geralmente,  acabam comprometendo essa linha tênue que existe entre LIBERDADE x DIREITO. Por se acharem membros da mesma “família” (quando deveria ser ambiente de trabalho), vão atropelando algumas regras básicas da boa convivência, como: manter o respeito,  ser ético... e, acima de tudo, controlar a emoção.


Nos tribunais é crescente o número de ações por danos morais envolvendo o que seria uma “brincadeirinha” entre amigos, ocorrida no ambiente de trabalho. 


Na família, por outro lado, nem sempre o laço afetivo fala mais alto. Nem preciso enumerar as várias ações entre membros da mesma família litigando por uma posse de um imóvel, herança, e tantos outros exemplos. 


O que pretendo demonstrar, com este texto, é que um segmento é diferente do outro. Empresa e Família são instituições diferentes, embora consigamos visualizar as semelhanças entre ambas: uma hierarquia necessária, alguém assumindo a condição de “líder”, outros sendo submissos às “ordens”, “regras”  ou até mesmo "acordos". Mas, talvez, as semelhanças parem por aí (ou pelo menos deveriam parar por aí).


As diferenças são bem mais evidentes: em muitas famílias não há divisão de tarefas, o que leva sempre alguém a ficar sobrecarregado. Quando a família tem um alto padrão financeiro essa(s) tarefa(s) é(são) atribuída(s) a terceiros (doméstica, jardineiro, motorista, babá etc). Na família, em determinado estágio, não só os pais, mas também os filhos,  começam a arcar com o  sustento da casa, ou apenas com o seu próprio sustento, o que de certa forma desafoga essa responsabilidade dos pais.


Os  dois ambientes – do trabalho e familiar – jamais deveriam se confundir, especialmente nas suas jornadas de trabalho. Em ambos, é primordial que saibamos administrar bem o tempo, de modo que todas as tarefas do dia sejam concluídas no horário determinado para o expediente, se numa empresa. E que o lar não seja transformado na extensão da empresa (geralmente o indivíduo se isola do grupo familiar, para poder concluir “em paz” a tarefa que não deu tempo para ser concluída na jornada normal de trabalho), passando os finais de semana também envolvido em assuntos externos à família.


É certo, também, que outros fatores influenciam o comportamento do indivíduo em ambos os ambientes. Vão além do ambiente corporativo, como também vão além do ambiente familiar. Normal. Até porque, di per si, o ser humano é visto como influenciador e influenciado pelos meios aos quais está inserido.


Empresas entram em falência. Famílias também se desestruturam. Por que será?

Um patrão não pode ser tão condescendente com o empregado a ponto de tolerar até as suas faltas mais graves, assim como pais não deveriam atender a todos os "desejos" materiais que estes lhes “exigem”, sem impor limites. As consequências pela falta de liderança, pelo mau exemplo, em qualquer desses dois segmentos, acaba por disseminar a falta de respeito, o descrédito, a desordem e  falência de ambas instituições, porque o mau exemplo de poucos acaba por contaminar muitos.


Qual é o motivo, afinal, da interrogação utilizada no texto, logo após “unidos” e “unindo”? Propositalmente, para gerar uma discussão a respeito de união. Diariamente, a mídia tem mostrado que o ambiente familiar tem sido invadido por  muitos males (vícios, ganância, violência, p.ex). Em muitos casos – infelizmente já não tão raros -, a estrutura é abalada e essa união fatalmente se quebra, de uma maneira ou de outra, porque era vulnerável.


No ambiente de trabalho, a desunião entre indivíduos é de todo nível e padrão social. Embora todos estejam “obrigados”, contratualmente, a alcançarem objetivos comuns, os conflitos de papéis acabam por separar a organização em muitos outros grupos, distintos daqueles do organograma. O sentido de equipe,  de cooperação e  de dinamismo acaba se corroendo, enfraquecendo. O espírito do "vestir a camisa"  arrefece gradativamente. Uma grande parte também se acha vulnerável.

Se no ambiente de trabalho não existirem líderes,  não irão perceber essas "doenças"  em tempo, e em pouco tempo um grande número estará contaminado pela apatia e pelo desestímulo. Se somente existirem gerentes despreparados, todos que compõem a organização fatalmente desacreditarão em qualquer tentativa de "remendo".


Da mesma forma, se no ambiente familiar não existir um "olhar" no entorno- não confundir com vigilância autoritária - , se não existir um tempo para se dedicarem aos filhos, à esposa, ao marido, à mãe, ao pai....cada um viverá aquilo que lhe for mais conveniente, até mesmo poderá absorver as lições  dos caminhos errados que sabemos existirem na vasta  trilha da Vida. 

Trabalho e Família  podem andar equilibrados,  sempre. Faça sua parte ser digna nesses segmentos,  tão  importantes para a sobrevivência do Homem.

Mamãe Coruja




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Aposentadoria




Quando a ideia da aposentadoria começa a  povoar  nossos pensamentos,  milhões  de  planos  começamos a  fazer, desde aqueles  mais  simples, como  não  fazer nada que nos  lembre a  palavra  “trabalho”, como até se embrenhar por um novo empreendimento e vislumbrar outros  rumos  no  mercado  de  trabalho.



O termo aposentadoria refere-se ao afastamento remunerado que um trabalhador faz de suas atividades após cumprir com uma série de requisitos estabelecidos em cada país, a fim de que ele possa gozar dos benefícios de uma previdência social e/ou privada (isso depois de quase 6 décadas de  vida, mas para muitos ainda será um recomeço).



Quem disse, no entanto,  que aposentar e envelhecer  são  sinônimos de ociosidade, e que a partir dali  devemos adotar a clássica  imagem do velho de pijama, sentado na poltrona da sala, sem fazer qualquer esforço, sem andar e nem sequer ir à porta da casa, ou a  mulher (avó e  bisavó)   ficar o dia todo a  cuidar dos netinhos? Essa história ficou no passado para muitos,  felizmente.



Não é raro nos depararmos  com  pessoas  com  idade  acima  dos  60 anos aparentando mais  jovialidade do  que  muitos com 40 anos, que se mostram bem apáticos. O idoso que busca prazer, realização pessoal e alegria de viver depois da aposentadoria,  vive mais e melhor. É o que dizem e afirmam continuamente os especialistas: o envelhecimento ativo conduz ao envelhecimento saudável.



E sabem o que mais? Não temos data  precisa para morrermos -  a não ser cometendo suicídio (o que não é o caso). Se vamos chegar   até os 60, 65, 70, 80  anos -  porque a tendência de crescimento da população com mais de 60 anos é se manter constante, no Brasil -,  temos  que planejar  nossa velhice, sim, porque o  aumento da expectativa de vida do brasileiro é um fato comprovado pelos censos anuais. Atualmente, vimos pessoas com 80 anos produzindo intelectualmente, e  são  vitórias  alcançadas com o desdobramento de uma série de conquistas e não apenas  médicas.


Foi-se o tempo em que geriatras aconselhavam as pessoas de mais idade a fazer repouso. Porém, a hora  de aposentar – que  por  muitos anos  nos pareceu desejável – na prática pode ser  frustrante. O  segredo está em não se entregar ao ócio, não  parar. Atualmente, com o envelhecimento da população, sair do mercado aos 60 anos tornou-se algo prematuro e angustiante. É uma mudança que implica redução da renda, sensação de ociosidade e de perda de importância social, o que pode abalar profundamente a autoestima.


Por isso reafirmo: planeje a aposentadoria com bastante antecedência. O ideal é ter um projeto em mente para ser executado após  essa  fase:  uma  atividade voluntária, ou até mesmo um grande empreendimento rentável. Por que não?


Exemplo de quem bem planejou a aposentadoria é uma ex-colega de trabalho. Antes de efetivamente se aposentar, ela e o marido investiram em um empreendimento  ousado: a construção de uma Pousada(ver  fotos abaixo) em Belterra/Pará, a terra natal de ambos. 

Retornaram às origens e lá começaram esse negócio. O investimento no projeto teve início 10 anos antes de se aposentarem, e tudo foi sendo realizado com calma e equilíbrio financeiro. Mas tinha um objetivo, nunca se desviaram do foco, mesmo com  atividades paralelas. Logo no  início,  a maioria das pessoas não entendia como alguém poderia investir num  lugar que não demandaria clientela. Mas é um negócio que deu certo, e certamente não mudaram o nome para “Jaque”, após aposentados. 


A maioria dos aposentados  reclama disso: a mudança de nome. Os filhos e netos pensam que pais, aposentados, já não estão a fazer “nada” e começam  a ocupar aqueles que passaram a vida trabalhando, para resolverem seus problemas. Aí dizem: “Pai, já que não estão fazendo nada, você pode pegar meu filho na escola?”; “Mãe, já que a senhora agora está aposentada, vou dispensar a babá e trazer meus filhos para a senhora cuidar, porque é mais confiável”.


Ora, como se não tivessem trabalhado e enfrentado os mesmos problemas!!! Querem, agora, é curtir o descanso  merecido, sem patrões, sem regras, sem engolição  de sapos. E estão com toda a razão.


Mas personagens desta história real não mudaram de nome. Mudaram, sim, de atitudes. Provaram que a vida produtiva pode ser muito mais extensa do que dizem as estatísticas.


A Pousada Juvência (veja fotos abaixo) está em funcionamento há 8 anos,  em Belterra/Pará, e foi abrindo espaço e portas para quem almeja passar uma tranquila temporada próximo às margens do Rio Tapajós. No café da manhã o hóspede pode saborear um cardápio à base do que é produzido no próprio pomar (ranbutan, mamão, carambola, goiaba, manga, goiaba-pera, araçá-goiaba), além da boa macaxeira. Tudo orgânico, mas com um  adubo bem especial:  o carinho como as fruteiras são cuidadas pelo “seu Zé”. A esposa dele, conhecida como “Dona Rob”,  a grande empreendedora do projeto, tem como tarefa administrar a Pousada. 


Para chegar à Pousada Juvência a opção é por ônibus ou táxi. O turista chega até Santarém/Pará, via aérea. Pode pegar ônibus (passa ao lado do Colégio Santa Clara, em Santarém), de 1 em 1 uma hora. De Belterra a Santarém os ônibus saem de 20 em 20 minutos,em média. A passagem até Belterra custa apenas R$4,00 (quatro reais). Chegando ao aeroporto  de Santarém o turista pode obter informações sobre a Pousada com os taxistas (todos transportam turistas até à Pousada, diariamente).


A Pousada oferece, além do  delicioso café da manhã: área de lazer (piscina), onde são realizadas, no verão, as serestas. Pode apreciar um tanto da Natureza em 8.800 metros quadrados de área verde, totalmente gramada, com 42 espécies de fruteiras, todas identificadas com  nome científico (uma verdadeira aula de botânica a céu aberto). Dispõe de um “redário” para o hóspede deixar de lado a tradicional cama e experimentar descansar em uma rede, apreciando a bela paisagem da Pousada. Há dinheiro no mundo que pague esse prazer? Não há!


Excepcionalmente, o “seu” Zé leva os hóspedes para conhecerem as maravilhosas e ainda quase intocadas praias do Pindobal, Porto Novo, Aramanaí e Cajutuba. A Pousada dispõe de uma lancha. Todas as praias  distam da Pousada apenas 20 minutos, de carro. 


Para  almoço e jantar o turista que visita Belterra nem precisa se preocupar. O Restaurante  Miralha, localizado no Centro de Belterra, Estrada 1, é dos melhores, e fica a 300m da Pousada, podendo ir a pé ou até mesmo de bicicleta. Mas caso  tenha preferência por deliciosos sucos e salgados, o turista pode conhecer a Pizzaria KiBeleza, aberta até a zero hora (meia noite).  Fica bem perto  da Pousada.

Quem adora conhecer a história do lugar que visita, acrescento que  moradores de Belterra têm muito a contar. Fundada pela Ford em 1933, é uma daquelas cidadezinhas que dá vontade de passar o resto da vida morando nela. Vida calma, lugar muito agradável. Mantém as características de uma cidade americana, arborizada com belas praças e parques e ainda abriga grande parte da Floresta Nacional do Tapajós. 

Conheça Belterra! Agora você  temexcelente local  para ficar  hospedado. Agende sua passagem e não deixe de reservar logo sua presença,   pelos fones:  (93) 3558-1607 e (93) 91973011.

Mamãe Coruja









A Mamãe também chama o mestre...

Olás...

Mãe que se preza também tem que entender e  explorar o universo das coisas, especialmente se for para ajudar a um "filho" que pede socorro. A  Mamãe Coruja também  chama o  seu  mestre  todas  as vezes que pairam dúvidas sobre a Lei de Licitações.  Para isso sigo o blog do Professor Juan Londoño, mestre em Direito Administrativo.

Para quem atua na Administração Pública, e  justamente na área de compras, se vê diariamente encarando  muitos desafios:  pedidos mal formulados, incompletos, sem especificações claras, que dão margem às  aquisições de objetos/produtos e serviços muito aquém daqueles que realmente o interessado deseja.

Mas, de fato, é preciso estar atendo ao que se vai pedir no Edital, para  evitar o ocorrido, conforme  transcrição abaixo,  extraído da postagem do  meu mestre Londoño.  Quem elabora o pedido não pode se basear que o licitante concorrente irá "captar" aquilo que não está claramente definido no edital. Portanto, bom estar sempre em alerta.

"Pediram a cama-leito... se não pediram o colchão junto não há obrigação de fornecer o colchão!

Isso é conclusão fácil da aplicação do princípio da vinculação ao instrumento convocatório. Se não pediram cama e colchão, exigir o colchão será um ônus que a contratada não tem obrigação de suportar, especialmente porque na sua proposta não ofereceu orçamento do conjuntos dos dois itens.

Corretamente o TCU decidiu no sentido de dar ciência ao Hospital Federal de Ipanema acerca de irregularidade, em pregão eletrônico, caracterizada pela exigência de que as empresas licitantes ofertassem, juntamente com o objeto do item 1 (cama-leito), o colchão, o qual não constava na descrição do produto. (Item 1.7.1.2, TC-032.402/2013-9, Acórdão nº 55/2014-1ª Câmara, DOU de 05.02.2014, S. 1, p. 76).

Absolutamente certo o TCU pela obviedade da situação"
 
 
Mamãe Coruja
 
 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Divagações...

Olás...


Desde há  muito,  mas muito  tempo,  tenho  uma  enorme  simpatia   e empatia com  a  leitura. E esse  gosto, em particular, sempre me levou aos livros, revistas ou artigos  com  bons conteúdos, que pudessem acrescentar alguma  lição positiva em  minha  vida.  Tenho  absoluta  certeza:  foi isso que  me impulsionou a fazer  dois  cursos de nível  superior: Direito e Comunicação Social, na área de Jornalismo.

Sempre que posso, faço  um SEIRI -  uma das etapas do Programa 5S - em minha vida. Seiri significa UTILIZAÇÃO, separar o necessário do desnecessário, de forma a eliminar do espaço o que for  inútil (qualquer espaço: vida pessoal e/ou profissional).

Penso que todos  nós deveríamos, um dia,  fazer um "descarte", ver o que precisamos manter ... ou jogar  fora. Pois bem, eu costumo  praticar essa metodologia. O acúmulo de coisas desnecessárias  atraem poeira, concentração de bactérias, além de ocuparem  espaços que poderiam ser ocupados  por objetos  mais úteis no nosso dia a dia.

Como adoro a leitura, desde muito menina já tinha interesse por  livros. Quis embutir essa ideia  também nos filhos. Vez em quando,  sem esperar datas especiais, presenteava-os com livros. Na faculdade, passei a "consumir"  todas as dicas  de leituras dos meus mestres, e assim pude conhecer pensamentos inovadores, minha mente se abriu, um horizonte de conhecimento foi surgindo... e a avidez por novos nunca estagnou.

Tenho um certo chamego  pelo meus livros. Assumo! Mas aprendi que conhecimento na prateleira... de nada serve. É quando entra em ação o SEIRI. Mas JAMAIS  jogo um  livro  no lixo.  Isso  deveria ser um crime!

Tenho um amigo que faz um trabalho  voluntário, e sempre que posso doo "carradas"  de livros para a biblioteca que ele ajuda a manter, em uma  comunidade carente. Mas no lixo não  jogo!!!

Ainda ontem, fiz um "descarte"  de alguns códigos. Os chamados "códigos secos", sem serem comentados. Sempre folheio antes de doá-los, para  verificar se dentro das páginas  não está algo  que me interesse, como um documento, uma informação etc.

Tenho como  hábito escrever algumas frases em uma das primeiras folhas de um livro. Um pensamento  meu, criado naquele momento, conforme a inspiração  que  vinha.  Também  poderia ser uma dedicatória -  isso sempre fazia quando presenteava alguém com esse tesouro -  o livro.

Foi assim que vi, em dois códigos utilizados  no Curso de Direito, o que escrevera àquela altura. No Código Civil Brasileiro estava assim: "Aos  filhos e aos que virão. Talvez  não precise estudar outra Ciência. Talvez fosse melhor ficar parada, vendo o  mundo passar. Mas o que seria do conhecimento científico se pessoas, outrora, não se dispusessem aos desafios que hoje passo a enfrentar? Vale a pena, sim. Nem que seja para compreender o que antes não compreendia".

Em outro livro, Teoria Geral do Estado, eu escrevera: "Antes do Direito jurídico, procure avaliar o direito natural, que entendo ser o direito espiritual. É dele que vem as leis  do coração e da alma, que deverão, antes de tudo, prevalecer para o  julgamento de uma causa, julgamento do  indivíduo".

Também   encontrei escrito no meu Código Penal  uma frase -  devo tê-la  lido ainda adolescente, mas nunca a esqueci. A frase foi "tatuada" em minha mente àquela  época, porque acredito nela. A frase  não é minha, mas de Gonçalves Dias. Na verdade, é parte de uma de suas frases: "...A vida é combate, que os  fracos abate, que os fortes e os bravos só pode exaltar!".

Tenho centenas de frases, poemas, versos e outros sem classificação literária. Foram escritas por mim, advindas do meu coração, da minha mente, de como estava o meu estado de espírito no momento que elas foram "criadas".  Quando vou reler essas posições...divagações  (que sejam!), eu fico pasma. Parece que alguém "ditou"  aquilo  para mim, espiritualmente. É como se eu ficasse fora do meu corpo, por instantes,  para alguém se apossar da minha mente e escrever tantas preciosidades. Mas logo também reflito assim: o bom do  hábito da leitura é que nós andamos por mundos jamais imaginados. Nós mesmos criamos esses e outros mundos. O gosto pela busca do conhecimento é mesmo a maior relíquia que o Homem tem em sua  vida. Acredite! Há compensações positivas no mundo atual, sem dúvida que a facilidade com que podemos ter acesso ao conhecimento é uma delas. Portanto, há sempre um lugar onde podemos buscar o conhecimento.

Até podemos  assistir aos piores programas da TV Brasileira,  mas nada de mal nos contagiará, porque teremos as nossas ideias, a nossa postura e saberemos  distinguir o útil do inútil, o bom do mau, o bem do mal. Saberemos  o que é  melhor para nossas vidas. Doutro modo,  valho-me de um importante aviso de São Tomás de Aquino:  “cuidado com o homem de um livro só.”. Cuidado com as distorções de quem sabe manipular as ideias, com uma perversa superficialidade. 

Procure ler bons livros e saberá do que estou  falando.

Mamãe Coruja

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dicas que camuflam algumas imperfeições do corpo e facilitam a vida no dia a dia....



Morar em Manaus não é nada fácil para quem quer se vestir elegantemente. As duas “estações” do ano – elevadas temperaturas e altos índices pluviométricos -   em nada facilitam nesse aspecto, como também em nada ajudam quando queremos  usar maquiagem. 


Mas a gente pode encontrar um jeitinho de camuflar essa situação, já que não há perspectiva de mudança desse clima. Pela proximidade do Estado do Amazonas com a Linha do Equador (Equador é o nome dado à linha imaginária que resulta da interseção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação. Pode consultar isso lá no Google que você saberá mais sobre essa linha imaginária), esse  clima característico não  irá mudar, a não  ser que ocorra um fenômeno climático.


Mas voltemos à camuflagem!


Dias desses ouvi de uma senhora uma queixa. Ela iria a um casamento e o vestido a ser usado tinha o comprimento até os  joelhos, e que assim precisava usar uma meia-calça. Estava chateada porque naquele dia o calor estava insuportável e a meia-calça possivelmente lhe causaria incômodo, por conta disso.


Foi aí que a Mamãe Coruja receitou uma “camuflada”, muito utilizada por  mim, por também não suportar o uso de meia-calça, especialmente numa temperatura média anual de 27 graus, segundo os especialistas (mas creio que esses especialistas nunca moraram em Manaus, porque a sensação é de sempre 35 graus).
 

Pois bem, se você quer mostrar as pernas, quer dispensar a meia-calça e disfarçar aquelas imperfeições inimigas da mulher, não mais se angustie. Siga a dica abaixo e só use meia-calça quando for para um clima bem frio, porque andar com meia-calça numa temperatura de 35 graus chega até a ser ridículo.


Quando eu ainda  era criança,  pelos  meus 7 anos, vi minhas irmãs mais  velhas já  se valerem desse  jeitinho, até  porque no  interior do  interior jamais encontrar-se-ia uma meia-calça sendo vendida em alguma loja. 


Vamos ao passo a passo (as imagens estão abaixo do  texto):


  1. Pegue um hidratante – pode ser qualquer um, mas de boa qualidade, que você não precise retocar, vez por outra. Eu sempre uso o hidratante da Granado (hidratação profunda e/ou de Mulateiro, da Harmonia Nativa). Coloque na palma de sua mão uma pequena quantidade - a metade de uma moeda de 10 centavos. (ver imagem abaixo);
  2. Na mesma quantidade, coloque na mesma palma da mão – junto com o hidratante – a base que você usa no rosto. A cor da base tem que ter o tom da sua pele (eu uso a Base BB cream Maybelline, que é um produto excelente, não deixa a pele com aspecto pesado, deixando-a com uma coloração naturalmente uniforme). Abro um parêntese para falar de uma excelente marca – a Payot. Desde menina, lembro-me de minhas irmãs usando a base da marca Payot, e também  sempre  uso produtos dessa marca, porque  se  mantém no  mercado há 61 anos.  Desde 1999, a Payot  tem um Programa de Responsabilidade Social.(ver imagem abaixo);
  3. Adicione aos dois produtos umas 4 a 5 gotas de óleo corporal. Eu gosto do Óleo de Açaí, da Harmonia Nativa, porque não deixa a pele oleosa após sua fixação, mas você pode usar aquele do seu gosto. (ver imagem abaixo);
  4. Com as palmas das mãos, misture todos os três produtos até ficarem uniformes.(ver imagem abaixo);
  5. De baixo para cima – até a região um pouco acima dos joelhos -   aplique nas pernas, espalhando bem essa mistura, até que o produto seja totalmente absorvido pela  pele. (ver imagem abaixo).

Cuidado! Verifique se a região com o produto não ficou  muiiiitoooo  diferente  da cor das demais partes do seu corpo (pernas e braços, por exemplo). Senão,  o efeito pode ser o contrário: você ficar parecendo um fantasminha (nada) camarada  na parte inferior, e, na parte superior, a outra cor natural da pele contrastando.


Ah! Muito cuidado ao usar o produto com roupas claras, para não manchá-las (eu nunca tive esse problema).


Esta foi  minha  receita caseira, mas se você  pode e quer gastar um pouco mais, acesse o site http://www.pharmapele.com.br e adquira informações sobre a  meia-calça invisível. É um cosmético inovador, tem sensorial sedoso e fácil de espalhar.  À prova d´água, assegura uma cobertura perfeita e duradoura. 

Contém em sua formulação silicones especiais e cristais de mica, que dão um brilho luminoso à pele, deixando-a com um brilho sutil. Proporciona também efeito hidratante.

Pode ser encontrado nas Cores: Peach (pele clara) , Beige (tom médio) e Bronze (Pele Morena). Compre e confira. 


Boa sorte...  e  saia   por aí  de pernas de fora...(mas  cuidado com chuva!!!). Nas fotos a seguir você  verá o passo a passo.


Mamãe Coruja